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As visões Sobrenaturais

reveladas ao Padre Reus e

que acontece em cada Santa Missa.

 

(Retiradas do seu diário.)

 

 


 
O Divino Espírito Santo.

 

www.obradoespiritosanto.com

 

 

 

2484 – 4º dia. 12 de janeiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 1.1. Circuncisão.

 O santo nome de Jesus é minha felicidade, minha alegria e minha salvação. No ano passado e já antes, sofri muito com o imenso calor do verão, devido às erupções dolorosas da pele, causadas pelo suor. Foram tão intensas que tive de recorrer ao médico. Como naquela ocasião, ao consultar o médico, não sofria disso, respondeu que esperasse até sentir novamente.

Havia diversas espécies. Este ano, o amado Salvador tomou em suas mãos este problema de saúde. Spera in eo, et Ipse faciet – espera nele e Ele providenciará. Apesar do calor e do suor, não sofri deste mal. Qual será a sua origem? Indaguei se não havia comigo algo fora do comum. Constatei que deviam ser as uvas. Este ano comecei a comer uvas por causa da saúde. Havia anos que as evitava por amor à penitência. Fiz a prova. Pequeninos sinais de vermelhão desapareceram numa noite, depois de ter comido um pouco de uvas. Aí, veio-me a idéia: a devoção ao Coração de Jesus, principalmente a Comunhão, é um meio tão simples para tirar os males da alma e para livrar-nos de más inclinações.

Na santa Missa, tive três ou quatro êxtases de amor. Logo no começo da santa Missa, ao rezar o Salmo de Entrada do pé do altar, vi, ao pronunciar as palavras Emmitte lucem tuam – envia a tua luz, repentina e rapidamente, um raio de luz, vindo do altar sobre mim. Sem dúvida, estas palavras da Luz Eterna são dadas ao coração do sacerdote para trazer luz. Ele deve pedir, logo no início da santa Missa, a luz divina para que, em espírito de fé, realize sua tarefa divina.

Na Consagração, êxtases de amor, como também na Comunhão. Novamente senti, primeiro, o doloroso fogo de amor, que passou para um calmo ardor de amor. Cobri o cálice e, no momento em que dobrava o corporal, repentinamente senti o ardor de amor. O coração queimava tanto, que eu pressionava a mão esquerda no peito e, devido ao ardor, me inclinava para trás, com a mão direita na testa. Nesta posição, vi o amado Salvador junto de mim e como Ele me abraçava com seu braço esquerdo. Isso durou bastante tempo.

Hoje, Laeva eius sub capite meoa mão esquerda sobre a minha cabeça; uns dias antes na cruz, Dextera eius amplexabitur me O braço direito me abraçava.

Completei a purificação do cálice e veio, tanto quanto posso lembrar-me, um novo êxtase de amor. Este amor ilimitado do Sagrado Coração de Jesus me causa uma forte impressão. Logo no início da ação de graças, eu disse: O que vou oferecer em troca deste amor?

Nisso, vieram as lágrimas, como sempre quando estou desamparado e sem saber o que fazer. Repetia: Eu não tenho nada, nada, nada, nada. O desenho corresponde à realidade. Somente, nesta posição, eu estive um pouco mais virado para o altar. Eu tive que fazer o desenho. O amado Salvador deve ter seus santos motivos. Que eu ilimitado amor se evidencie em tudo.

 

 

         2496 – 7º dia – Última Ceia. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo do dia 1.1. Fazei isto em memória de mim.

Faço isso todos os dias, revestido com poderes divinos para a oblação celeste. Celeste, porque é de lá o Cordeiro do Sacrifício; celeste, porque é de lá o sacerdote do Sacrifício; celeste, porque do véu vem sua própria força, a Glória de Deus; celeste, porque o efeito é para o céu pela absolvição; celeste, porque foi profetizado com palavras do céu; celeste, porque os profetas eram escolhidos e prefigurados pelo céu; celeste, porque pela presença do Santíssimo Sacramento converte a terra em céu; celeste, porque enche o coração humano com felicidade do céu; celeste, pela finalidade que tem em conduzir os homens para o céu. Quod perfectius esse cognovero, faciam – Farei o que for o mais perfeito.

         Na santa Missa, dois êxtases de amor: na Consagração e na Comunhão. Servem, principalmente nos últimos três dias, indiretamente, como confirmação da veracidade das visões. Apresentaram-se as mesmas circunstâncias sempre. Não obstante, nada de visões. Contudo, manifestou-se grande ardor de amor. Também senti mais os estigmas, aliás como em muitas ocasiões. Não estou mais anotando isso.

 

 

         2514 – 21 de janeiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. Como no dia 1.1. Na santa Missa, dois êxtases de amor: na Consagração e na Comunhão.

Hoje fui ao hospital. Apesar de o Pe. Ministro ter oferecido o carro para esse fim, renunciei a ele, por amor à pobreza. No caminho, encontrei um menino que conduzia uma mula pelo cabresto. Falou comigo de modo muito confiante. Disse: “O senhor não quer segurar um pouco a mula, para que eu possa montar nela? Porque ela morde”. Por um instante, fiquei em dúvida, pois não sabia se a mula não morderia o cavaleiro, ou se não era traiçoeira.

Segurei, o cabresto que o pequeno, com jeito, colocou na posição certa. Eu estava assim protegido. Mais um instante, e o menino havia montado. Pronto, disse ele, e saiu cavalgando. Sozinho não teria conseguido.

Assim acontece na oração: Se nós apresentamos um pedido, Deus nos ajuda imediatamente e tudo vai bem. Se omitimos a oração, Deus nos deixa sozinhos, do mesmo modo como eu teria passado por este menino, caso ele não tivesse pedido o favor, a minha ajuda. Fui ao hospital para ouvir a confissão de um irmão em Cristo. Fui somente para isso.

 

 

Amor à Santíssima Trindade

 

            2516 – 23 de janeiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. Como no dia 1.1. Rezei a santa Missa do Sagrado Coração de Jesus. Os êxtases de amor multiplicaram-se.

Já durante a primeira oração, veio o primeiro êxtase de amor. Durante a leitura da Epístola, vieram outros dois, um próximo do outro. Na Consagração, tive um êxtase. Na recepção da Comunhão, vi repentinamente um imenso incêndio no coração. Não era fantasia. Pois esta age de modo diferente.

Vi como este ardor de fogo se elevou para o alto, e suas extremidades chegaram até a Santíssima Trindade. Transformaram-se, então, numa coroa de fogo ao redor da Santíssima Trindade. Assim terminou o último, o quinto êxtase de amor. O amor à Santíssima Trindade é o fim e a consumação do amor ao Sagrado Coração de Jesus. “Ninguém chega ao Pai senão por mim. Esta é a vida eterna, para que te conheçam e conheçam aquele que Tu enviaste”. Eu devo fazer o desenho e a descrição. O amado Salvador assim o quer.

 

 

         2541 – 9 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na santa Missa, três êxtases de amor: na Consagração, no Memento dos falecidos e na Comunhão.

Ontem, li um artigo sobre as revelações particulares, referentes à condenada devoção à cabeça de Jesus Cristo. De novo, propus-me, firmemente a não envolver-me no assunto. Cheguei, então, ao Memento dos mortos. De súbito, vi por sobre a santa Hóstia a coroa, que ontem me fora colocada sobre a cabeça. Fechei os olhos, de modo que não mais vi a santa Hóstia. Abri os olhos, procurei resistir, mas nada adiantou. A coroa ali estava. Minha resistência até deu ensejo a um breve e autêntico êxtase de amor.

Passando este, vi, em vez da santa Hóstia coroada, a face coroada do próprio amado Salvador, em tamanho mais ou menos natural. Nada pude fazer para evitar isso. É claro que se trata duma confirmação da visão de ontem. A coroa ainda estava sobre a minha cabeça, embora menos nítida. Assim, o Divino Sumo Sacerdote parece querer indicar que confere aos seus sacerdotes a sua própria coroa, a atual coroa do sacerdócio e a futura coroa da glória aos que perseverarem no seu amor.

Pouco antes das 12h, quando me dirigia ao outro prédio para almoçar, precisamente ao atravessar a rua, vi o amado Salvador em mim, ornado daquela mesma coroa. Isto me livra duma dúvida, que tive há pouco; já há tempo vira a sagrada face de Jesus sobre o meu peito. Fiquei em dúvida se aquela visão não seria uma ilusão. Mas a de hoje mostrou-me claramente que a dúvida não era justificada. Naquele tempo, pus, levianamente, por escrito, que não reconhecia isso como verdadeiro.

Dou graças ao Sagrado Coração de Jesus. Tive que fazer os três desenhos, porque assim o quis o amado Salvador.

 

 

         2542 – 10 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na Santa Missa, quatro êxtases de amor: na Consagração, no Agnus Dei, na Comunhão e ao cobrir o cálice.

Após a Consagração, vi em mim, quando me lembro, a Sagrada Face do amado Salvador num grande brilho, que se estendia além da minha pessoa. Nisso, eu vi de súbito no interior de um sol. Tive que desenhar isso. O amado Salvador assim o quer.

O Cristo vivo em nosso interior: O sacerdote dentro do Sol, sendo um sol ele próprio! Que realidade! Ele há de ser um templo de sol para si mesmo pela pureza do coração. Ele deve ser um templo brilhante como o sol, em que Jesus Cristo, sol dos espíritos e sol da justiça, estabelece sua morada. Ele é um sol para a Santíssima Trindade, pelo ardor de sua caridade para com Deus, por meio da oferta brilhante como sol.

Na Missa, o glorioso Sol Divino é chamado a ofertar o Filho glorificado de Deus. Toda a simbologia da luz é aplicável ao sacerdote.

 

 

         2550 – 20 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na santa Missa, três êxtases de amor: na Comunhão, na Consagração e quando proferi as palavras Memento Domine... dormiunt it sommo pacis Lembrais-vos, Senhor, dos que dormem no sono da paz, vi-me todo em chamas.

Outra flama subia das sagradas espécies, e ambas se uniam numa só. O provável significado disso é que o pedido do sacerdote pelo descanso das pobres almas torna-se também o pedido do Sagrado Coração de Jesus. Deste modo, sobe ao trono da Santíssima Trindade um único ardente pedido pela libertação imediata das pobres almas aprisionadas. Tenho que escrever isso.

 

 

         2553 – 23 de fevereiro de 1939. Dulcíssimo Coração de Jesus. O mesmo que no dia 1.1. Na santa Missa, três êxtases de amor: na Consagração, na Comunhão e depois de coberto o cálice.

Hoje, no dia do aniversário da morte de meu pai, que com tão generosa renúncia consentiu a minha entrada na Companhia de Jesus, rezei a santa Missa por ele.

 

Na oração do Ofertório, ao rezar Domine Jesu Cbriste, Rex gloriaeSenhor Jesus Cristo, Rei da Glória, vi, de súbito, o Divino Salvador diante de mim, em grande esplendor, como Rei da Glória, com o cetro e a coroa. Permaneceu assim durante toda a celebração e após a Consagração, também com o Sagrado Coração visível, e até depois. Ainda ali estava, quando saí da pequena capela. Quando já estava na capela maior, em ação de graças, continuei a vê-lo à distância, em imagem clara, no mesmo ponto da capela pequena.

Há cerca de 25 anos, não vivenciara coisa semelhante. Por esta razão, começara, nos últimos tempos, a duvidar de que uma visão semelhante, que tivera em Porto Alegre, seria genuína. O amável Salvador, ao que parece, quis dirimir esta dúvida, concedendo novamente a mesma graça. Somente as pessoas são diferentes. Naquela ocasião, se bem me lembro, foi a querida Mãe de Deus que permaneceu no meu aposento. Tive que desenhá-lo.

Certamente o amável Salvador quis mostrar que as palavras ditas pelo sacerdote, na santa Missa, sempre correspondem a uma realidade, ainda que não a percebemos com os sentidos. Neste ponto, é preciso ativar a fé.

De vez em quando, Ele nos concede a grande graça de tirar um pouco o véu, ou cortina, para que nos demos conta de quanto são grandes os mistérios, ocultos sob as insignificantes formas externas. A nós cabe aprender a crer.

 

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