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PADRE GABRIELE  AMORTH

 

Famoso Exorcista da diocese de Roma.

 


 
O Divino Espírito Santo.

www.obradoespiritosanto.com

 

 

QUEM PODE EXPULSAR OS DEMÔNIOS?

 

Parece que disse claramente que Jesus deu o poder de expulsar os demônios a todos os que crêem n’Ele e que atuam pela força do Seu nome. Nestes casos, trata-se de orações privadas, que podemos classificar com o nome de “orações de libertação”.

Por outro lado é dado aos exorcistas, isto é, aos Sacerdotes que receberam expressamente esse encargo do seu Bispo; assim sendo, empregando as fórmulas apropriadas sugeridas pelo Ritual, ministram um sacramental que difere da oração privada, uma vez que envolve a intercessão da Igreja.

É sempre necessário muita fé, muita oração e jejum, quer seja da parte da pessoa que reza, quer seja da parte da pessoa por quem se reza. O ideal seria que, enquanto o exorcismo se realiza na intimidade, simultaneamente houvesse um grupo de pessoas reunidas a rezar. Devo acrescentar que todos os sacerdotes, incluindo os que não são exorcistas, são investidos, devido aos seu sacerdócio ministerial, dum poder muito especial que não é uma honra para a pessoa, mas um serviço a prestar aos fiéis para satisfazer as suas exigências espirituais.

Libertar uma alma das influências maléficas faz parte certamente destas exigências. Por outro lado, todos podem, quer se trate de orações de libertação ou de exorcismos, recorre à ajuda de meios sagrados: por exemplo colocando sobre a cabeça do interessado um crucifixo, um terço ou qualquer relíquia; muitíssimo eficaz é a Santa Cruz porque foi com a cruz que Jesus destruiu o reino de satanás; as relíquias dos santos particularmente venerados são também muito eficazes; são também muito úteis as simples imagens benzidas como a do Arcanjo S. Miguel, de quem os demônios têm um medo terrível.

Creio que trairia a expectativa dos leitores se não abordasse também o exército, cada vez mais numeroso, de carismáticos, videntes, sensitivos, pranoterapeutas, curandeiros e mesmo ciganas: é uma tropa tanto mais numerosa quanto mais os bispos e o clero com uma ligeireza, que vai desde a ignorância até à incredulidade, abandonam este terreno pastoral que lhes diz respeito. Este problema será também tema para um capítulo posterior. Por agora apenas vamos fornecer algumas informações sobre as pessoas acima indicadas.

Faço aqui um parêntesis. Vou-me referir a pessoas que podem (ou pretendem) influenciar na libertação, mas que, muitas vezes, operam pela cura. É difícil estabelecer uma distinção clara. O demônio está na raiz de todos os problemas do mal, da dor, da morte que são conseqüência do pecado.

Existem, por outro lado, formas de mal diretamente provocados pelo Maligno; o Evangelho dá-nos alguns exemplos: a mulher encurvada há 18 anos (por paralisia?) e um surdo-mudo. Nos dois casos, o mal era causado por uma presença satânica e o Senhor curou-os, expulsando o demônio.

Em linhas gerais, a regra que expus é válida: se um mal é de origem maléfica, os medicamentos não obtêm nenhum efeito; entretanto, as orações de cura e os exorcismos obtêm. Também é verdade que, uma presença diabólica prolongada, provoca muitas vezes na vítima problemas, especialmente psíquicos, que podem ter necessidade de tratamento médico apropriado, mesmo depois da libertação.

Chamaremos a atenção para o fato de que, nestes casos, são requeridas competências específicas que um exorcista não pode ter. Este deve ter um bom conhecimento das doenças mentais que lhe permite saber se a intervenção de um psiquiatra se torna necessária ou não; mas não se pode exigir a um exorcista que nesse campo seja tão conhecedor como um psiquiatra.

Um exorcista, contudo deve ter conhecimentos de parapsicologia e dos poderes paranormais; no entanto, não pode saber tanto como um especialista nessa matéria. O seu campo específico é o sobrenatural, possuindo um conhecimento exato dos fenômenos que daí dependem e dos cuidados a ter nas coisas de caráter sobrenatural.

Estas notas preliminares são indispensáveis porque, a questão abordada, toca simultaneamente o sobrenatural, o paranormal, o preternatural ou diabólico.

Os carismáticos.

O Espírito Santo distribui com divina liberdade os seus carismas a quem quer e como quer; não são dados para glória ou utilidade dessa pessoa, mas para o serviço dos irmãos.

Entre os carismas encontra-se o dom da libertação dos espíritos malignos e o dom da cura física. Trata-se de dons que podem ser concedidos a indivíduos, mas também a comunidades. Não dependem da santidade da pessoa, mas da livre escolha de Deus.

A experiência entretanto prova que, habitualmente, Deus concede estes dons a pessoas retas, que rezam com assiduidade, que observam uma vida cristã exemplar (o que não significa que não tenham defeitos!) e que demonstram uma verdadeira humildade.

Hoje em dia há uma inflação de carismáticos a quem acorre uma multidão de pessoa que sofrem. Como distinguir os verdadeiros dos falsos?

Esse discernimento cabe á autoridade eclesiástica que se pode servir de todas as formas de ajuda que considere oportunas para discernir.

De fato, conhecemos alguns casos em que a autoridade eclesiástica interveio para nos pôr de sobreaviso contra os charlatões e os falsos carismáticos; não tenho conhecimento de casos de carismáticos reconhecidos oficialmente.

Trata-se de um problema muito complicado e muito difícil de resolver; até porque os carismas podem cessar e pode acontecer que a pessoa que tinha sido escolhida já não seja digna deles: nenhum ser vivo está confirmado na graça.

Podemos enunciar quatro regras orientadoras:

1° que o indivíduo (ou a comunidade) viva intensamente conforme o Evangelho;

2° que seja completamente desinteressado (e recuse todas as oferta ofertas; aceitando-se ofertas pode-se ficar milionário);

3° que utilize os meios comummente admitidos na Igreja, sem excentricidades ou superstições (que utilize orações e não fórmulas mágicas; sinal da cruz, imposição das mãos sem nada que ofenda o pudor; que utilize água benta, incenso, relíquias sem nada que seja estranho ao normal uso eclesiástico); que reze em nome de Jesus;

4° que os frutos sejam bons. A regra evangélica: “é pelo fruto que se conhece a árvore” (Mt 12,33) constitui sempre o critério fundamental.

Acrescentamos outras características que são típicas das curas obtidas pela via carismática; agem sobre todas as doenças mesmo maléficas, isto é, provocadas pelo demônio; não se fundamentam na capacidade ou na força humana, mas na oração feita com fé, na força do nome de Jesus e na intercessão da Virgem e dos santos; o carismático não perde a energia e não tem, portanto, necessidade de descansar para retornar forças (como fazem os curandeiros, os vedores e similares), não se verificam reações físicas pois é apenas um intermediário ativo da graça. As curas carismáticas não tendem a elevar o carismático a um pedestal, mas a louvar a Deus e fortalecer a fé e a oração.

Parece-me apropriado acrescentar ainda algo a este respeito porque, tudo isto é um campo que o Concílio Vaticano II falou, mas não aplicou o que afirmou. O racionalismo e o naturalismo invadiram o terreno; as manifestações extraordinárias, os milagres, a presença dos santos, as aparições, são tudo coisas que não são acolhidas com reconhecimento, mas com desconfiança, com reprovação, que não se examinam ou que, pelo menos são consideradas como terrivelmente monótonas.

Todas as Igrejas abandonaram as orações dos primeiros cristãos. “E agora, Senhor, concede aos Teus servos o poder de anunciar a Tua Palavra com todo o desassombro, estendendo a Tua mão para se operarem curas, milagres e prodígios em nome do Teu Santo Servo Jesus” (At 4, 29-30). Parece que nestes dias, estes dons só fazem tédio.

O vaticano II afirma que o Espírito Santo “concede graças especiais aos fiéis de hoje... Estes carismas quer sejam extraordinários ou mesmo mais simples ou comuns, devem ser acolhidos com reconhecimento e devoção”. Este documento continua lembrando em seguida que os dons extraordinários devem ser observados com prudência.

Quanto ao ajuizamento da sua genuinidade e boa utilização é do foro da autoridade eclesiástica que deve, sobretudo, cuidar em não extinguir o Espírito, examinando todas as coisas e retendo o que é bom” (LG 12). A falta de aplicação destas diretivas é evidente e quase geral. Por esta razão, é inútil que o Concílio afirme que quem recebe carismas do Espírito Santo, mesmo que seja leigo, tem o direito e o dever de os exercer (AA 3) sob a direção e julgamento dos bispos.

Alegro-me com o aparecimento de organismos como o Movimento Carismático de Assis, que se oferecem para ajudar os bispos no seu trabalho de discernimento. Trata-se dum campo aberto que está a atuar.

Os videntes e os sensitivos.

Agrupo-os juntamente porque apresentam substancialmente as mesmas características: os primeiros vêem, os segundos sentem; ambos exprimem o que experimentaram no contato com objetos ou pessoas. Para não alargar muito o terreno a que este tema se presta, limito-me a considerá-lo em relação ao meu campo específico, isto é, as influências maléficas exercidas sobre pessoas, objetos e casas. Contatei muitas vezes com estas pessoas: consultei-as, por vezes, diretamente ou convidei-as a assistir em oração aos meus exorcismos, a fim de saber o que é que tinham visto ou sentido. Dei-me conta de que as respostas dependiam do espírito de sabedoria.

Algumas, apenas vêem ou permanecem perto de indivíduos possessos ou infestados, experimentam imediatamente esse inconveniente; em certos casos sentem-se mal, quando estão perto de tais pessoas; outras vezes, vêem e descobrem a negatividade que as atinge e descrevem-na. Basta mostrar-lhes uma fotografia, uma carta ou um objeto que pertença a um indivíduo sobre o qual caem suspeitas, para obter uma resposta: dirão se não tem nada, se é vítima dum poder maléfico ou se é uma pessoa perigosa porque faz malefícios contra outros.

Por vezes basta-lhe ouvir o som da voz. Há pessoas, por exemplo, que estão na dúvida se receberam ou não uma influência maléfica, telefonam a uma pessoa destas e recebem a resposta. Chamamos às casas sobre as quais há suspeita de malefícios por causa dos fenômenos estranhos que lá se produzem, percebem se o malefício existe realmente ou não; reconhecem os objetos que estão sob a influência de um bruxedo e que devem ser queimados; sabem, por exemplo, que almofadas ou que colchões é que é preciso abrir para encontrar lá os objetos estranhos de que já falamos.

Mas também se podem enganar: as suas sensações, portanto, devem ser controladas. Contudo, por vezes, ecoam na vida de uma pessoa, indicando com uma precisão surpreendente com que idade é que ela foi alvo de um malefício, o modo com este foi feito, a finalidade pretendida e os inconvenientes que daí advieram. Conseguem mesmo, em certos casos, indicar o autor.

Um dia quando tinha acabado de mandar entrar um homem que desejava receber uma benção, lembrei-me que tinha de telefonar a um sensitivo. Corri ao telefone e ele respondeu-me:

“O Sr. está em vias de dar a bênção a um homem com cerca de cinqüenta anos que aos dezesseis anos foi vítima dum malefício que fizeram contra ele, mas o alvo, na realidade era o pai; fizeram-no beber vinho que tinha sido submetido a um malefício e esconderam um objeto sobre o qual foi feito um bruxedo no fundo dum poço.

A partir daí esse rapaz começou a sentir-se mal, cada vez pior e todos os remédios se mostravam ineficazes.

Alguns anos mais tarde, o pai morreu e sentiu-se subitamente melhor. Ficou, entretanto, atingido o cérebro a ponto de não se poder concentrar em nenhum trabalho. O senhor tende dar-lhe a bênção, mas é um mal radicado há muito tempo e creio que não conseguirá nada”.

As coisas eram exatamente como me foram ditas. Noutros casos, enquanto exorciza pessoas na presença de um sensitivo, ele indica-me quais as partes do corpo que eu devia abençoar com a estola ou ungir com o óleo, porque eram as mais atingidas; no fim da sessão, a vítima confirmava com exatidão as partes em que mais fortemente sentia as dores.

Poderia focar uma quantidade de casos semelhantes. Devo dizer que as pessoas que escolhi (entre tantas que se me apresentam como sensitivas) eram pessoas de muita oração, desinteressadas, cheias de bondade e de caridade e, sobretudo, humildes; se não tivesse descoberto por acaso ou sabido por informações de outros acerca do seu talento, elas nunca me teriam falado disso.

De que é que se trata? De um carisma? De uma faculdade paranormal? Penso que se trata simplesmente de um dom paranormal que a pessoa usa para fazer o bem. Não ponho de parte a idéia de que um tal poder possa ser associado a um carisma. Não encontrei nas pessoas nenhum sinal de fadiga como acontece quando há uma perda de energia. Pelo contrário, constatei que as suas capacidades aumentavam à medida que as usava; isto deixa supor que, basicamente possa ser à partida, uma faculdade paranormal. Acrescento que é muito difícil encontrar videntes ou sensitivos autênticos; pelo contrário, pessoas que se consideram como tal e são julgadas como tal, são imensas. É preciso ter os olhos bem abertos.

Os curandeiros.

Pretendo falar daquelas curas realizadas por uma comunicação de energia especial, geralmente transmitida por meio de imposição das mãos.

Estamos em pleno domínio do paranormal, de que o Professor Emílio Servadio é um dos maiores estudiosos em Itália. Sem entrar nos detalhes dum setor que não é da minha competência, limito-me a dizer que os curandeiros, tal como os médicos e os especialistas em ciências humanas, não têm nenhuma influência sobre os diferentes males de natureza maléfica.

Os pranoterapeutas.

O seu número, tal como o dos curandeiros, aumentou de maneira desmedida nos últimos anos. Não me compete fornecer explicação sobre a teoria do prana ou do bioplasma. É um domínio que a ciência oficial estuda, mas que ainda não é aceita. Limito-me a transmitir as conclusões a que chegou o Pe. La Grua no seu livro intitulado La preghiera di guarigione: “Se as curas se produzem graças a uma energia transmitida pelo curandeiro ao doente, ou por uma carga psíquica, ou pelo estímulo de energias de reserva, é um fato que estas curas não têm nada que ver com as curas carismáticas. Por outro lado, há perigo de infiltração espírita. É por isso que é necessário imensa prudência”.

Conheci vários pranoterapeutas verdadeiramente desinteressados, com fé e que põem as suas qualidades ao serviço dos outros com um espírito de verdadeira caridade. Contudo, estas pessoas contam-se pelos dedos da mão (“dois em mil” segundo o Pe. Pellegrino Ernetti, o celebre exorcista de Veneza).

É preciso ter cautela com a pranoterapia. É sobretudo pelos frutos e pelos métodos, cuidadosamente estudados, que se reconhece a árvore...

Os mágicos.

Já falamos bastante deles. Lembremos simplesmente do modo em que certas curas se podem produzir por ação de demônio que se serve por vezes do nome de entidades extraterrestres ou de guias espirituais.

O próprio Jesus nos põe de sobreaviso contra estes indivíduos: “Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, que farão grande milagres e prodígios, a ponto de desencaminharem, se possível até os eleitos” (Mt 24,24).

Há uma outra situação, que não é poder diabólico, que se manifesta na qualidade de falsos mágicos que não passam de simples charlatães, de vigaristas, que enganam as pessoas dando-lhes talismãs, fitas, saquinhos. Queimei uma folha de papel de caderno, enrolada numa corda, contendo palavras incompreensíveis; este talismã custava a bagatela de 120 contos! Também encontrei um homem que tinha gasto cerca de 200 contos para ter um saquinho que continha ninharias, destinado a libertá-lo de uma série de infelicidades.

As ciganas.

Creio que é útil dizer algumas palavras sobre elas porque as encontramos sempre nos nossos caminhos. Não vou voltar a falar do que disse a propósito das cartomantes e dos vigaristas.

Numa primeira fase, vou ilustrar um outro aspecto através de exemplos.

Exorcizei uma senhora possessa do demônio. Ela sofria há muito tempo de diferentes tipos de problemas mas, nunca tinha pensado poder ser vítima de um tal flagelo. Uma jovem cigana, à qual a mulher doente se tinha dirigido, disse-lhe:

“Senhora, sente-se mal porque lhe fizeram um bruxedo. Traga-me um ovo fresco”.  Ela trouxe e a cigana, depois de lhe ter posto o ovo sobre o peito, rezou uma breve oração numa língua desconhecida (em remeno?), depois partiu o ovo; saiu dele uma pequena serpente.

Alguns meses depois, esta mulher teve ocasião de procurar uma outra cigana de uma proveniência diferente da primeira, que lhe repetiu quase as mesmas palavras: “A senhora sofre tanto e há tantos anos, porque foi vítima de um bruxedo. É preciso que se desembarace dele. Traga-me um ovo fresco”. Desta vez a senhora voltou com o marido. A cigana pôs o ovo sobre o peito da senhora e depois de ter rezado uma breve fórmula que parecia uma oração, partiu o ovo donde saiu um tufo de cabelos.

Um dos meus amigos que e médico em Roma, ao sair da basílica de S. João de Latrão, foi abordado por uma cigana que lhe pedia esmola. Ela costuma lá estar sempre. Abriu o porta-moedas pensando dar-lhe mil liras mas só tinha uma nota de dez mil; paciência, deu-lha na mesma.

A cigana olhou para ele e disse-lhe: “O senhor foi muito generoso comigo; eu também lhe quero fazer bem”. Descreveu imediatamente os problemas de saúde que o afetavam e aconselhou-o vivamente a curar-se (o médico conhecia bem os seus problemas, mas... um bom médico, não dá atenção a isso). Também foi informado de que seria vítima de uma vigarice, se não tomasse as necessárias medidas de proteção. Tudo verdade.

Como explicar estes fatos? Não é fácil. Parece que algumas ciganas têm poderes paranormais que transmitem umas às outras de geração em geração há séculos. Trata-se, contudo de casos excepcionais. As ciganas geralmente recorrem muito à magia e a todas as formas de superstição. Está-lhes no sangue e transmite-se de mães para filhas (são sempre as mulheres que praticam a magia).

Assinalo à margem deste assunto que existe sempre uma tentação à espreita tanto para os carismáticos, como para os sensitivos e também para os exorcistas (mais para os outros): é procurar a solução mais rápida para a cura, deixando de lado os meios sagrados habituais o que dá origem a cair mais ou menos involuntariamente, na magia.

Por exemplo, começa-se a verificar que deitando gotas de óleo num pratinho cheio de água pronunciando ao mesmo tempo nomes, obtêm-se respostas iniciando-se assim uma cadeia de práticas mágicas.

Conheci carismáticos que passaram a fazer práticas de magia que, em seguida, as abandonaram; no entanto, nem todos são capazes de voltar atrás. Também vi padres, não exorcistas, empregar certos métodos com sucesso, sem se aperceber que estavam a fazer verdadeira e pura magia. O demônio é astuto: está sempre pronto a prometer-nos os reinos da terra se nos prostrarmos para o adorar! 

Fonte: Extraído do Livro "Um Exorcista Conta-nos" - Pe. Gabriele Amorth - Ed. Paulinas.

 

 

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