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A RELIGIÃO

 


 
O Divino Espírito Santo.

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Mons. Álvaro Negromonte

 

Muitas pessoas pensam que a Religião consiste apenas num conjunto de preces e ritos, que se realizam em determinado lugar e a certas horas. Terminado isto, a Religião nada mais tem que ver com os nossos atos.

 

Este conceito é muito errado. A Religião envolve toda a nossa vida, orienta todas as nossas ações. Não é coisa de um instante e de um lugar, mas é de todos os lugares e de todos os momentos de nossa vida. Ou ainda melhor: a Religião é a vida.

 

Os direitos do Criador

 

Nós fomos criados por Deus: o nosso corpo nos foi dado pelos nossos pais, mas a nossa alma foi criada por Deus, diretamente para nós. E mesmo o nosso corpo, em última análise vem de Deus, porque foi Deus que criou os nossos primeiros pais. De modo que eu, em corpo e alma, fui criado por Deus. Quer dizer que, sem Deus, eu não podia existir.

 

Além de me criar, Deus me conserva. Se Deus não me conservasse na existência, eu deixaria de existir, e seria reduzido ao nada. É muito diferente da morte. Na morte, eu continuo a existir: apenas a alma se separa do corpo. Portanto, sem Deus, eu não continuaria a existir.

 

Ora, se Deus me criou em corpo e alma; se ele me conserva na existência, eu pertenço inteiramente a Deus. Tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que faço, tudo em mim é de Deus. Ele é o meu dono, o meu Senhor: “Nosso Senhor”. Eu sou o seu súdito absoluto, integral.

 

Toda a minha vida, portanto, pertence a Deus. Deus tem direito a tudo. Este direito de Deus corresponde a obrigações da minha parte. Essas relações entre Deus e o homem é o que se chama Religião. A Religião é, pois, a nossa vida inteira, sem exceção de nenhum ato. Tudo depende de Deus, tudo pertence a Deus, de tudo temos que prestar contas a Deus.

 

 

Filhos de Deus

 

Deus elevou o homem da simples condição de criatura para a excelsa dignidade de seu filho. Elevado à ordem sobrenatural, o homem se tornou filho de Deus. Isto Deus realizou pela graça santificante. Passamos de servos a filhos. A graça nos deu direito a um lugar na casa de Deus, como os filhos têm direito a um lugar na casa do pai. Começamos a fazer parte da família de Deus. E como o filho há de ser da mesma natureza do pai, Deus nos fez participantes da Sua natureza divina (II Ped I, 4). Deus nos tratará, não como a simples servos, mas como a verdadeiros amigos (Jo XV, 15). A graça santificante é a mesma coisa que a amizade de Deus.

 

A queda

 

Apesar da grandeza do presente que Deus nos fez, Adão não o compreendeu nem prezou devidamente. Com a desobediência do paraíso terreal, perdeu a graça santificante, sendo atingido mesmo nos dons naturais. Deu-se uma grande desorganização no homem, passando as paixões a exercer um papel muito maior do que deviam.

 

Mas o essencial, o pior, foi que, perdendo a graça divina, o homem deixou de ser filho de Deus; perdeu o direito que tinha a um lugar no céu.

 

Foi a triste situação que Adão nos criou pelo pecado original.

 

A Redenção

 

Estaríamos definitivamente perdidos, se Deus não tivesse usado de uma bondade ainda maior com os homens. Mandou o Seu Filho, segunda Pessoa da santíssima Trindade, nos remir. Pela Paixão e Morte de Jesus Cristo, Deus nos concedeu de novo a graça santificante, porém de maneira diferente. É a mesma graça, com as mesmas vantagens. É a participação da natureza divina, é a amizade de Deus, como antes. A diferença é que agora ela será dada a cada homem por meio dos Sacramentos, que Jesus Cristo instituiu.

 

Só os que recebem o batismo têm direito aos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. E os que, depois do batismo, tiverem perdido a graça santificante, só a poderão alcançar por meio de outro Sacramento, que é a Penitência. E os outros Sacramentos servem para aumentar a graça santificante.

 

De modo que a Redenção nos dá direito à graça santificante; mas nós a alcançamos pelos Sacramentos.

 

O caminho da vida

 

As paixões humanas cresceram tanto que desorientaram os homens. No começo, todos sabiam que Deus era o Senhor, e todas as coisas lhe pertenciam, e tudo devia ser feito para Ele. Mas logo esqueceram isto, e se afastaram dos caminhos de Deus, que são os mesmos caminhos da vida.

 

Para que os homens não errassem tanto, nem se perdessem, Deus deu ao seu povo um resumo do que devem os homens fazer para se salvarem. Os Mandamentos da Lei de Deus são o caminho da vida. Quem quiser entrar para a vida eterna, observe os Mandamentos (ver Mt XIX, 17). Sem isto, não é possível a salvação. Mesmo quem desobedece a um só Mandamento, não se salvará, porque é como se desobedecesse a todos (ver Tg II, 10).

 

 

A luta

 

Ora, as nossas paixões desordenadas nos arrastam para desobedecermos aos Mandamentos. O mundo nos seduz e nos atrai para as coisas que são agradáveis aos sentidos. O demônio continua a nos tentar como tentou aos nossos primeiros pais.

 

Se a nossa natureza estivesse perfeita, facilmente venceríamos. Mas estamos enfraquecidos pelo pecado original. Ficamos muito inclinados para as coisas sensíveis. E se deixarmos por conta da natureza, seremos levados pelas paixões, pelo mundo e pelo demônio.

 

Para vencermos, precisamos dominar estes três inimigos. Isto exige uma luta: eles nos querem dominar, e nós não nos queremos deixar dominar, porém queremos dominá-los. Precisamos vencer a nós mesmos (ver Mt XVI, 24); odiar o mundo (ver Jo XVII, 9); renunciar a Satanás (ver as cerimônias do batismo).

 

A luta é difícil. Precisa-se de coragem, de perseverança, porque os que abandonarem no meio não serão dignos da recompensa (ver Lc IX, 62).

 

A Igreja

 

Para garantir aos homens a vida da graça pelos Sacramentos, a posse da verdade, e a certeza do caminho a seguir, numa palavra: para continuar a sua missão, Jesus instituiu a Igreja. Nela, com ela e por ela, temos a segurança de estarmos com o próprio Cristo, porque Ele mesmo disse: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza” (Lc X, 16).

 

Assim é que Deus determinou o modo pelo qual quer ser servido. Estabeleceu o que devem os homens fazer para salvar-se. Organizou-os numa só família, como verdadeiros irmãos, porque os chamou a todos para serem seus filhos, como membros da santa Igreja Católica.

 

Praticamente

 

Pertencer à alma da Igreja é viver em estado de graça. Só os que vivem em estado de graça podem fazer atos agradáveis a Deus, meritórios para a eternidade. Quando estamos em estado de graça, todos os nossos atos têm valor para o céu, desde que sejam feitos com reta intenção.

 

Temos os chamados deveres religiosos (rezar, ouvir Missa, etc.), porque se dirigem diretamente a Deus. Mas não nos devemos esquecer de que todos os nossos atos pertencem a Deus, e que lhe devem ser agradáveis. “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Cor X, 31).

 

Para viver a doutrina

 

Deus nos traçou um caminho para irmos até Ele: temos obrigação de seguir por este caminho. Só posso servir a Deus, fazendo como Deus quer, e não como eu quero. A nossa oração deve ser o Padre Nosso: “Seja feita a vossa vontade”.

 

O grande empenho deve ser a permanência no estado de graça. Viver em estado de graça – será a minha preocupação. Somente assim, serei filho de Deus. Somente assim, pertenço a Jesus Cristo: “Se alguém não tem o espírito de Cristo, esse não Lhe pertence” (Rom VIII, 9).

 

A vida sacramental é uma necessidade. Vida cristã sem freqüência aos sacramentos é impossível. Terei uma grande estima aos sacramentos que recebi, principalmente o batismo, que me elevou ao estado de graça. E terei um grande cuidado em freqüentar os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia.

 

Os Sacramentos me alentam e fortificam, mas não eliminam as tendências más do pecado original. É preciso conter e domar as minhas paixões. É preciso ter cuidado com elas, porque qualquer descuido pode me levar ao pecado. Exercerei uma grande vigilância. Serei sempre mortificado.

 

A religião é uma luta pela conquista do céu. Luta contra mim mesmo, contra os inimigos exteriores (mundo e demônio). Não é coisa de um dia ou de um ano: é coisa para toda a vida. Não hei, portanto, de desanimar, se não me corrigir em pouco tempo, ou se as virtudes me custarem muito.

 

O mais importante é que eu compreenda como hei de me santificar. A religião é a vida. Toda a minha vida pertence a Deus. Todos os meus atos, não só os “atos religiosos”, mas todos devem ser para Deus. Por isto é que Deus vai me pedir contas até das palavras inúteis que pronunciei (ver Mt XII, 36). Mas também vai me recompensar até um copo d’água que eu dei por seu amor, isto é, em estado de graça e com reta intenção

 

 

 Fonte: christifidei e mariamaedaigreja.net

 

 

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