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Um outro CRISTO e seu Cirineu.

 

 


 
O Divino Espírito Santo.

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         Acredito piamente que a grande maioria dos católicos, em todo o mundo, reconhecem que o santo padre o papa João Paulo II foi um dos mais importantes em toda a história da Igreja nestes 2008 anos, desde a Sua instituição por nosso Senhor JESUS CRISTO. Além, é claro, de ter sido um fidelíssimo seguidor do Senhor, pois também carregou sua pesada cruz até o cimo de seu calvário, imolando-se, tal qual o CORDEIRO de DEUS, por amor a seu DEUS, seus irmãos e a sua Igreja.

 

         Recordemos, brevemente, um pouco da vida sofrida desse polonês, que desde os tenros anos da infância já despontava como um grande sinal. Isto porque, hoje, por Graça e Misericórdia do Altíssimo, muitos de nós tem absoluta consciência de que quanto maior é a cruz, com certeza maior será a graça. Desde que se busque viver, apesar de todas as dificuldades, perseguições e até mesmo algumas quedas que o mundo e satanás nos impõem, em estado de graça.

 

         Karol Wojtila iniciou sua predestinada missão neste mundo, em 18 de maio de 1920, em Wadowice, sudeste da nova Polônia, na época com aproximadamente dez mil moradores; região muito pobre que sobrevivia exclusivamente da agricultura. Foi batizado em julho de 1920, na Igreja de Nossa Senhora. A partir daqui, o seu batismo, já começamos a entender o lema apostólico que o acompanhou até a Cátedra de São Pedro: “Totus tuus” (“todo seu”), referindo-se a Mãe de DEUS, da Igreja, dos sacerdotes e da humanidade.

 

Esta “divisa”, que demonstra a sua profunda devoção Mariana, foi escolhida quando recebeu sua primeira nomeação para bispo titular, em Ombi.  Em função deste amor que nutria por Nossa Senhora, convém ainda observar o seguinte: - Em toda a história da Igreja foi o único Papa, até hoje, que utilizou uma letra dentro do brasão papal. Quando todas as regras da heráldica autorizam empregar letras ou palavras fora dele, João Paulo II imprimiu claramente dentro um M, a primeira letra do santo Nome de sua amada mãe, MARIA Santíssima!  Afinal, a vida toda ele declarou ao mundo: “Totus tuus!” Mas, bem antes disso já havia começado a sua “via crucis”; porém o próprio Senhor alertou: “(...) Se alguém Me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.” (Mc. 8,34).

 

         - Aos nove anos de idade, o pequeno “Lolek”, como era chamado no seio familiar, perde sua amada mãezinha Emília Kaczorowska. O pai, também chamado Karol, e militar, encarrega-se da criação e educação do caçulinha da casa. O capitão Wojtyla, homem de muita fé e piedade, conduz o pequeno “Lolek” diariamente para a Santa Missa; fizesse calor ou caísse neve.

 

         - Aos doze anos de vida perde também seu único irmão, médico, Eduardo Wojtyla.

 

         - Quando tinha dezenove anos e encontrava-se na Igreja, durante a Santa Missa, eclode a 2ª guerra mundial, com as forças armadas nazistas invadindo a Polônia. Durante a celebração ele ouve o ruído dos aviões e as explosões das bombas.

 

         - Suportou em seu País, os seis anos massacrantes de uma guerra impiedosa, passando muitas e muitas vezes fome, frio e tremendas angústias.

 

         - Ainda durante essa terrível conflagração bélica, onde seu País foi um dos que mais sofreu, em 18 de fevereiro de 1941 morre seu querido e companheiro pai. E o jovem Karol fica totalmente órfão aos 21 anos. Nessa mesma época, também sofria muito ao ver seus vizinhos, amigos e colegas de escola, de origem judaica, serem arrancados de suas casas e jogados nos campos de concentração e nas câmaras de gás. Durante esse pesadelo, que parecia interminável, Karol buscou na fé e na oração conforto e refúgio para suportar tão duras provações.

 

         - Ainda no fim da guerra, em 29 de fevereiro de 1944, quando vivia e estudava na clandestinidade, para fugir ao cerco nazista, foi atropelado por um caminhão. Só veio a ser localizado, no dia seguinte por um grupo de andarilhos; ainda inconsciente vítima de uma convulsão cerebral. Conduzido a um hospital, lá permaneceu doze longos e sofridos dias.

 

         - Em 06 de abril de 1944 a Divina Providência, sem dúvida alguma, milagrosamente evita que Karol seja preso pelos nazistas, que realizavam uma impiedosa “caçada” a todos os habitantes da cidade, rua-a-rua.

         Finalmente, o fim da 2ª guerra mundial vai encontrar o jovem Wojtyla decidido a tornar-se sacerdote, pois durante o período de clandestinidade, já cursara teologia nos porões do castelo de Wawel, onde funcionava, às escondidas, o Seminário da Arquidiocese, sob os cuidados do Cardeal Sapieha.

 

         Nesse mesmo período elaborou uma importante pesquisa sobre a vida do místico São João da Cruz, colega de Santa Tereza D’Ávila, na restauração espiritual e moral dos Carmelos da Europa. Mais tarde, já estudando em Roma, a ampliação deste trabalho, em mais alguns anos de pesquisa, vai lhe permitir a aprovação em sua tese doutoral, sob o seguinte título: “A doutrina da fé, segundo São João da cruz”.

 

         Sua ordenação sacerdotal ocorre em 02 de novembro de 1946.

         Neste mesmo ano é enviado a Roma, para continuar seus estudos, pois o cardeal Sapieha via nele grande capacidade e dedicação.

         Em julho de 1958, aos 38 anos, é nomeado bispo auxiliar de Cracóvia. A seguir, assume como bispo titular de Ombi.

 

         A 13 de janeiro, após dois anos de vacância, pois o arcebispo anterior, Dom Eugenius Baziak, tinha falecido em 1962, é nomeado, pelo Vaticano, arcebispo titular de Cracóvia.

 

         Apenas três anos depois, em 29 de maio de 1967, o Papa Paulo VI lhe concede a púrpura cardinalícia. Recebe o barrete vermelho das mãos do próprio Papa, no Vaticano, em 26 de junho.

 

         Após um intenso e fecundo apostolado em sua terra natal, até hoje, percentualmente o País mais católico do planeta, por ação de DEUS ESPÍRITO SANTO é escolhido o 263º sucessor de São Pedro; o Representante de CRISTO para toda a humanidade. O dia: 16 de outubro de 1978.

 

         O papado de nosso amado e saudoso Papa João Paulo II foi o terceiro em extensão na história da Igreja Católica: 26 anos, 05 meses e 17 dias! O mais longo foi o do próprio São Pedro: 35 anos. O segundo mais duradouro foi do Papa Pio IX: 31 anos e 07 meses. Mesmo não sendo o mais extenso, com certeza absoluta foi o mais intenso.

 

         Vejamos alguns dados estatísticos impressionantes:

 

- Viagens fora da Itália: 104

- Países visitados: 133

- Distância total percorrida: em torno de 1.300.000 km

- Duração total das viagens: aproximadamente 550 dias

- Pessoas que assistiram as Audiências Gerais, no Vaticano: por volta de 17.600.000

- Celebrou mais de 1.160 Audiências Gerais semanais

- Recebeu 426 chefes de Estado, reis e rainhas; 187 primeiros-ministros; 190 ministros de exterior e recebeu credenciais de 642 embaixadores.

- Convocou 9 consistórios

- Nomeou 232 cardeais

- Beatificações: 1338, em 147 cerimônias.

- Canonizações: 482, em 51 cerimônias.

- Total de discursos (homilias): aproximados 20.400.

- Homilias (discursos) fora da Itália: em torno de 3.440.

- Encíclicas editadas: 14

- Exortações Apostólicas: 15

- Constituições Apostólicas: 11

- Cartas Apostólicas: 45

         E o importantíssimo Catecismo da Igreja Católica, o qual seria, junto com a Bíblia Sagrada, vital que toda família católica possuísse.

 

         Nos últimos anos de sua fecundíssima vida, manifestou-se o mal de Parkinson que viria a colocar-lhe ainda em uma cadeira de rodas. Sofreu dois atentados contra sua vida, o último recentemente revelado por seu secretário particular, hoje cardeal na Polônia. Foi paciente de 07 cirurgias, a última uma traqueostomia que praticamente lhe tirou a voz. Em conseqüência do atentado na Praça São Pedro, lhe foi retirado 2,5m de intestino.

 

         O mundo todo testemunhou o sofrimento que foram seus últimos dias de vida quando, já em cadeira de rodas e sem conseguir falar, aparecia na janela de seu quarto para saudar e confortar seus filhos espirituais espalhados por todo o planeta.

 

         E assim, a exemplo de seu Mestre e Senhor, carregou bravamente sua pesadíssima cruz, até o momento em que, nos Céus, o nosso Amoroso Salvador e Redentor deve ter pronunciado palavras muito próximas das seguintes: “... agora basta meu amado filho, vem descansar da longa e árdua jornada nos Braços amorosos de teu PAI e de tua MÃE, que há muito tempo te esperam, pois também tu combatestes o bom combate...”

 

         Creio que muitos ainda se recordam de que foi o próprio Papa João Paulo II que beatificou e canonizou a irmã Faustina Kowalska; além de ter instituído a Festa da Misericórdia Divina, conforme o Altíssimo tinha pedido através de sua serva polonesa. Observemos como age o Precioso e preciso Amor de DEUS: Nosso Senhor JESUS CRISTO leva-o para o descanso eterno exatamente na noite do 1º sábado do mês, dedicado a Sua Santa Mãe, e véspera do 1º domingo após a Santa Páscoa, o domingo da Festa da Misericórdia Divina. Por tudo isto é que os filhos do Todo–Poderoso repetirão eternamente: O amor e a Misericórdia de DEUS são infinitos! E como infinitos que são, continuaram sendo derramados, em abundância, sobre a Sua Igreja e Seus filhos!

 

Não foi João Paulo II um outro CRISTO? E um verdadeiro CRISTO não tem o seu Cirineu?

Como vimos o ETERNO pensa em tudo! E o Cirineu já estava presente, há pelo menos vinte e três anos, ajudando no carregamento da pesadíssima Cruz, que, à partir de agora a assumiria sozinho para a conclusão da grandiosa missão que somente o PAI a conhece, na plenitude de sua extensão.

 

E por que afirmamos isto? Porque o Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, a continuará, não sabendo nós se também ele a conseguirá finalizar. Esta resposta a DEUS pertence.

 

         Conheçamos, pois um brevíssimo resumo da vida do Cirineu de João Paulo II: Antes, porém, é muito importante sabermos o que nosso Senhor revelou a irmã Faustina Kowalska, em 1938, na Polônia, alguns meses antes de sua morte, na mensagem de nº. 1732, caderno VI, página 487 do seu Diário, com imprimatur de D. Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba, em 30/06/1982:

 

         “Amo a Polônia de maneira especial, e se for obediente a Minha Vontade EU a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a Minha Vinda derradeira.”

 

Nesta época, em 1938, Karol Wojtyla tinha apenas 18 anos, não tinha iniciado a 2ª guerra mundial, e com certeza ainda não pensava em ser sacerdote. Nem muito menos tinha conhecimento da existência de irmã Faustina e suas Revelações. O que só veio a acontecer quando já era bispo auxiliar de Cracóvia, em 1958; vinte anos depois.

 

Mesmo em se tratando de uma revelação particular, a profecia cumpriu-se plenamente, João Paulo II preparou sim a humanidade. É só observarmos que na Festa mundial do Jubileu do ano 2000, iniciado em 1997, milhões de católicos, pelos cinco continentes, voltaram à prática dos Sacramentos, principalmente o da Reconciliação com DEUS.

Cabe agora ao seu cirineu, o cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, concluí-la ou levá-la adiante. A SANTÍSSIMA TRINDADE, com a intercessão de NOSSA SENHORA, é quem decidirá. A nós só nos cabe recitar uma jaculatória retirada do PAI NOSSO: “... seja feita a Vossa Vontade assim na Terra como nos Céus!”

 

         “Vim como mensageiro da verdade e da esperança, para confirmá-los na fé e lhes deixar uma mensagem de paz e reconciliação com CRISTO.” (Papa João Paulo II em sua homilia na viagem a Cuba. Janeiro de 1998.)

         Em sua última viagem a Bulgária, já doente e cansado, lhe perguntaram sobre a possibilidade de renunciar:

         “SE CRISTO tivesse descido da Cruz, eu teria o direito de renunciar...” (João Paulo II).

 

 

         O Cirineu:

 

                   “Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a Cruz para que a carregasse atrás de JESUS.” (Lc. 23,26).

 

         Joseph Ratzinger, nasceu em Marktl am Inn, no dia 16 de abril de 1927, um sábado santo, e foi batizado no mesmo dia. Estes dois importantes fatos por si só, já mostram nitidamente tratar-se de um outro predestinado. Os sinais de DEUS só podem ser identificados com fé e humildade. Uma vez perguntado sobre o fato de ter nascido e recebido o santo batismo em um sábado santo, respondeu o nosso hoje Papa Bento XVI:

 

“(...) ser a primeira pessoa a ser batizada na Água Nova da Páscoa, era visto como um ato muito significativo da Providência. Sempre me enchi de sentimentos de gratidão por ter sido imerso no Mistério Pascal dessa maneira; (...) ainda esperamos a Páscoa definitiva, ainda não estamos na Plenitude da Luz, mas caminhamos em sua direção, cheios de confiança".

 

Suas palavras finais apontam claramente para a Plenitude dos tempos, Novos Céus e Nova Terra.

 

         Seu pai era comissário de polícia, de família pobre (agricultores) da Baixa Baviera. Sua mãe, filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, trabalhara como cozinheira, em vários hotéis, antes de casar.

         Educado na fé, passou sua infância e adolescência em Traunstein, pequena cidade junto à fronteira com a Áustria.

         Na sua juventude começou a sentir a dura experiência de ter de conviver com o regime ditatorial e violento que o nazismo impunha a toda sociedade alemã. Principalmente a grande hostilidade movida contra a Igreja Católica. Quando jovem, Joseph teve de assistir a terrível cena dos nazistas açoitando seu pároco, antes da celebração da Santa Missa.

 

         Nesta época de tanto sofrimento, também para o povo alemão, que assistia impotente as famílias serem dizimadas, pois seus esposos e filhos eram intimados a irem morrer na guerra, Joseph começou a despertar para a verdade e a esperança da fé em CRISTO. Esse encontro foi facilitado por sua família, que sempre manteve-se fiel a Igreja Católica e os princípios do Evangelho.

 

         Nos últimos meses da 2ª guerra, com os nazistas em desespero pela iminente derrota, foi obrigado a prestar serviços auxiliares, na defesa anti-aérea, pois o exército aliado avançava para invadir o território da Alemanha. Em virtude da fragilidade de sua saúde, desde o tempo da infância, foi, em pouco tempo, enviado de volta para sua casa. Mesmo com sua participação praticamente nula, do ponto de vista bélico, quando o exército americano invadiu sua cidade, e instalou o Q.G. na residência de sua família, foi inexplicavelmente colocado em um campo de concentração de prisioneiros. Observemos que o jovem Joseph Ratzinger também muito sofreu durante a 2ª Guerra, apesar de viver no território da Alemanha.

 

         Uma breve cronologia de sua vida dedicada a DEUS, a Igreja e aos irmãos:

 

- Foi ordenado sacerdote em 29 de Junho de 1951; dia dedicado a São Pedro e São Paulo, outro forte sinal de sua predestinação.

- Em 1952 começa a lecionar na Escola Superior de Freising;

- No ano seguinte, 1953, doutorou-se em Teologia sob a tese: “Povo e Casa de DEUS na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”;

- De 1959 a 1963 foi professor na cidade de Bonn;

- Em Münster, lecionou de 1963 a 1966; e em Tubinga de 1966 a 1969;

- A partir de 1969 assumiu a cátedra de Dogmática e de História do Dogma na Universidade de Ratisbona, onde também ocupou o cargo de Vice-reitor;

- De 1962 a 1965 foi consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colônia, durante o Concílio Vaticano II;

- Em função de sua profunda formação teológica ocupou importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional;

- Foi nomeado pelo Papa Paulo VI, em 25 de março de 1977, Arcebispo de München e Freising. A 28 de maio recebeu a sagração episcopal. Após oitenta anos foi o primeiro sacerdote diocesano a assumir o comando da importante arquidiocese bávara. Seu lema: “Colaborador da verdade”.

- Em 27 de junho de 1977, sob o titulo presbiteral de “Santa MARIA da Consolação no Tiburtino”, o Papa Paulo VI o faz Cardeal;

- No ano de 1978 participou dos dois Conclaves que elegeram respectivamente João Paulo I e João Paulo II. Em uma das poucas delegações que concedeu em seu curto pontificado de 32 dias, o Papa João Paulo I o nomeou seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional, em Guayaquil (Equador), de 16 a 24 de setembro;

- Foi Relator na V assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 1980;

- O Papa João Paulo II, em 25 de novembro de 1981, nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que desempenhou por mais de 23 anos, assessorando o Sumo Pontífice. Nesta mesma data também foi nomeado pelo Papa, Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional;

 

- Demonstrando mais uma vez toda a confiança, admiração e apreço que nutria por seu fiel Cardeal Ratzinger, o Papa João Paulo II o nomeou Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, um dos maiores legados, se não o maior, e a mais importante página de seu testamento para o catolicismo. Foram seis anos de intenso trabalho: 1986-1992.

- Em 6 de novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. Em 30 de novembro de 2002, aprovou também a sua eleição para Decano.

 

 

         Irmãos, o que finalizamos de elencar aqui é apenas um brevíssimo resumo da atuação do homem de DEUS, Joseph Ratzinger, na vida da Igreja, a partir da Alemanha, passando por Roma - Vaticano e hoje se fazendo presente e atuante, em todo o mundo, através de Sua Santidade o Papa Bento XVI; palavras, escritos e o exemplo de bom e zeloso pastor.

 

         Também é importante salientar que, por tudo que lhe confiou o Papa João Paulo II, em responsabilidade e importância, no Vaticano, o Cardeal Joseph Ratzinger era assim o seu indicado para sucedê-lo na Cátedra de São Pedro. Com certeza NOSSA SENHORA, intercedeu, nosso Senhor JESUS CRISTO aprovou e o ESPÍRITO SANTO inspirou os participantes do último Conclave que o escolheu.

 

         João Paulo II teve ainda a graça de reconhecer em vida e poder agradecer todo o apoio recebido de seu fiel e dedicado Cirineu, durante a sua longa jornada no carregamento da Cruz; da Cruz que ilumina e salva. A Cruz, luz nas trevas!

 

"Guerreiros da última ordem"

 

 

 

         A seguir, transcrevemos na íntegra a Carta do Papa João Paulo II ao Cardeal Joseph Ratzinger, por ocasião do 50º aniversário de sua ordenação sacerdotal:

 

CARTA DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II
POR OCASIÃO DO 50° ANIVERSÁRIO
DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO
CARD. JOSEPH RATZINGER  
 

 

   
Ao venerado Irmão Cardeal JOSEPH RATZINGER
Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé

Senhor Cardeal, é com íntima alegria que lhe apresento as minhas cordiais felicitações e os mais ardorosos bons votos na feliz comemoração do seu 50º aniversário de Ordenação sacerdotal. A coincidência do seu dia jubilar com a solenidade litúrgica dos Santos  Apóstolos  Pedro  e  Paulo  suscita  no  meu  espírito  a  visão  de  amplos  horizontes  espirituais  e  eclesiais:  a santidade pessoal, levada até ao sacrifício supremo, a projeção missionária unida à solicitude constante pela unidade e a necessária integração entre carisma espiritual e ministério institucional.

São horizontes que Vossa Eminência, venerado Irmão, explorou com atenção nas suas investigações teológicas:  em Pedro manifesta-se o princípio de unidade, alicerçado na fé sólida como rocha do Príncipe dos Apóstolos; em Paulo, a exigência intrínseca ao Evangelho, de exortar cada homem e cada povo à obediência da fé. Além disso, estas duas dimensões unem-se no testemunho conjunto de santidade, que consolidou a generosa dedicação dos Apóstolos ao serviço da imaculada Esposa de Cristo. Como deixar de entrever nestes dois componentes também as coordenadas fundamentais do caminho que a Providência dispôs para Vossa Eminência, Senhor Cardeal, chamando-o para o sacerdócio?

É nesta perspectiva de fé que se devem ver os excelentes estudos filosóficos e sobretudo teológicos que Vossa Eminência realizou, e a chamada precoce a cargos de docência nas mais importantes Universidades alemãs. A intenção que sempre o orientou no seu compromisso de estudo e de ensino adquiriu expressão no lema que Vossa Eminência escolheu por ocasião da Nomeação episcopal:  Cooperatores veritatis. A finalidade que sempre teve em vista, desde os primeiros anos do seu Sacerdócio, consiste em buscar a Verdade, procurando conhecê-la de modo mais profundo e transmiti-la de forma mais vasta.

Foi precisamente a consideração deste anseio pastoral, sempre presente na sua atividade acadêmica, que induziu  o  Papa  Paulo  VI,  de  veneranda memória, a elevá-lo à dignidade episcopal e a confiar-lhe a responsabilidade da grande Arquidiocese de Munique e Frisinga.

Tratou-se de um momento decisivo para a sua vida, que em seguida haveria de orientar o seu desenvolvimento seguinte. Com efeito, quando pouco tempo mais tarde o inesquecível Pontífice que acabo de mencionar o criou Cardeal, Vossa Eminência  encontrou-se  diretamente vinculado  ao  serviço  da  Sé  Apostólica.  Há  quase  vinte  anos,  fui  eu mesmo que lhe pedi que exercesse a tempo  integral  esta  colaboração,  como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. A partir de então, Vossa Eminência não cessou de dedicar as suas energias intelectuais e morais para promover e salvaguardar a doutrina sobre a fé e os costumes em todo o "orbe" católico (cf. Constituição Apostólica Pastor bonus, 48) favorecendo, ao mesmo tempo, os estudos destinados a fazer progredir a inteligência da fé, de tal maneira que, aos novos problemas apresentados pelo progresso das ciências e das civilizações, se pudesse dar uma resposta conveniente, à luz da Palavra de Deus (cf. ibid., n. 49).

Senhor Cardeal, neste múnus, os Apóstolos Pedro e Paulo voltaram a inspirar, e de forma mais elevada, a sua vida sacerdotal e o seu serviço eclesial. Esta feliz comemoração é-me propícia para lhe renovar a expressão da minha gratidão pela impressionante quantidade de trabalhos que Vossa Eminência realizou e dirigiu na Congregação que lhe foi confiada e, mais ainda, pelo espírito de humildade e de abnegação que constantemente caracterizou a sua atividade. O Senhor o recompense de forma abundante!

Nesta data que lhe é tão significativa, desejo confessar-lhe que a comunhão espiritual que Vossa Eminência sempre manifestou em relação ao Sucessor de Pedro me foi de grande consolação no afã quotidiano do meu serviço a Cristo e à Igreja. Por conseguinte invoco do Senhor, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, os mais ardentes favores celestes para a sua pessoa, para o seu ministério e para quantos lhe são queridos enquanto, com fraterno sentimento de afeto, lhe concedo do íntimo do meu coração uma especial Bênção apostólica.

Vaticano, 20 de Junho de 2001, 23º ano de Pontificado.

 

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