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A SANTA MISSA É O SOL DA IGREJA

São Francisco de Sales.

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Cân. 898 Os fiéis tenham em suma honra a santíssima Eucaristia, participando activamente na celebração do augustíssimo Sacrifício, recebendo com grande devoção e com frequência este sacramento, e prestando-lhe a máxima adoração; os pastores de almas, ao explanarem a doutrina sobre este sacramento, instruam diligentemente os fiéis acerca desta obrigação.

 

 

INTRODUÇÃO.

 

Entre escandalizados e apreensivos, acompanhamos nestes últimos anos um gravíssimo comprometimento na unidade litúrgica nas celebrações da Santa Missa em todo o mundo, com a invenção de ritos que nunca se imaginou, em sã consciência, que algum dia viesse a ocorrer. Sabemos que muito de tudo isto que vem acontecendo se deve a precipitadas e equivocadas conclusões pós-Conciliares. No entanto, assistimos a uma grande preocupação por parte do Papa Bento XVI, desde o período do saudoso e amado Papa João Paulo II (como cardeal Ratzinger), com os excessos implantados, no sentido de propor correções e coibi-los. Lamentavelmente, na prática, o resultado não vem sendo alcançado; muito pelo contrário... A desobediência à Doutrina bi-milenar e a falta de zelo pela sacralidade, fruto do esfriamento da fé e do amor a Cristo, à Igreja e ao Papa, não param de crescer.

Algo precisa ser feito, e urgente, para tentar estancar esta desunião reinante.

Conclamamos para isto todos os eclesiásticos de boa vontade, e ainda fiéis, para que busquem de coração e diuturnamente este vital intento para o bem futuro da fé católica e de nossa amada Igreja, a Esposa do Cordeiro; Ele, que tudo nos conquistou pelo derramamento de Seu Preciosíssimo Sangue!

Entendemos ainda que o único caminho a trilhar, para se ter uma ampla possibilidade de sucesso na busca deste objetivo é voltarmos todos (de cardeais até leigos) a uma obediência radical ao Santo Padre Bento XVI. Ele, o Cristo visível, é assistido direta e plenamente pelo Espírito Santo, por isso possuindo assistência ímpar que nenhum outro ser recebe na face da Terra; pelo menos nesta dimensão.

                                                                        Julho/2012

 

 

  

 

As cinco chagas da Liturgia

 

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(Texto em português de Portugal)

 

INTRODUÇÃO:

 

Prendeu-se-nos a atenção sobre este bem singular título, pelo simples facto de seu autor ser justamente o autor do já bem conhecido livro “Dominus est”, que nos vem esclarecer o tão profanado mistério da Eucaristia, nestes nossos tristes dias de hoje. Não havia dúvidas: teríamos que o tornar conhecido pelos leitores de “Anunciai a Boa Nova”, uma vez que também as nossas edições tiveram o gosto de traduzir o seu livro “Dominus este ele continuar à disposição de todos os leitores de “Edições Boa Nova”.

É bom não esquecer que este mesmo livro é prefaciado justamente pelo Secretário da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, Sua Eminência, o Cardeal Ranjith, o que nos dá também uma perfeita idéia do que dele pensa o actual Papa Bento XVI. Aliás, todos deveremos certamente já conhecer a ideal forma como o próprio Papa administra sempre a Sagrada Comunhão: de joelhos, na “Mesa da comunhão”, e na boca. E este é também o motivo pelo qual, nesta nossa Fraternidade, assim se administra a Sagrada Comunhão.

                                                                                       Edições Boa Nova.

 

 

QUEM É MONS. SCHNEIDER?

 

Para o célebre vaticanista Sandro Magister, Monsenhor Athanasius Schneider é, com o Cardeal Ranjith, o melhor aluno de Bento XVI. Um aluno que o é, não apenas pelas idéias que defende, mas também pelo estilo que ostenta ou divulga.

Longe de ser um bispo mediático, é um homem meigo e bom, que respira uma fé profunda e tranqüila.

Nasceu no dia 7 de abril de 1961, no seio de uma família alemã (mas originária da Alsácia) deportada por Staline e um de seus avós foi mesmo fusilado em 1936, porque era considerado como “Koulak” (rico proprietário camponês, na Rússia).

Em 1973, a sua família conseguiu partir para a Alemanha, onde o jovem Schneider, que apenas falava russo, teve de se familiarizar com o alemão e seguir o curso escolar em instituições religiosas.

Entrou seguidamente na Congregação dos Cônegos regulares da Santa Cruz e foi ordenado Sacerdote no dia 25 de março de 1990.

 

CHAMADO PARA O KASAQUISTÃO

 

No momento da preparação do seu doutoramento em teologia patrística em Roma, o futuro Mons. Schneider encontrou-se com um sacerdote do Kasaquistão, que o convidou a ensinar no primeiro Seminário deste país. Finalmente, o arcebispo de Karaganda, Mons. Jan Pawel Lenga, pediu-lhe que ficasse neste país para o ajudar na reconstrução da Igreja.

Primeiro, director espiritual do Seminário, Athanasius Schneider passou a ser o Chanceler da Cúria Episcopal de Karaganda, redactor chefe do Jornal católico em língua russa, Credo. Fundou igualmente três paróquias, antes de ser ordenado bispo, em Roma, no dia 2 de junho de 2006.

Mons. Schneider é também o autor do pequeno livro: “Dominus est” para compreensão do rito da comunhão praticado por Bento XVI (já nos tempos de 2008). A obra compreende uma pequena parte, que nos conta a vida heróica das mulheres católicas, por ele chamadas “eucarísticas” que, na época da dominação soviética levavam em segredo a Sagrada Comunhão aos fiéis. A partir destes exemplos, que ele mesmo conheceu directamente, Mons. Schneider evoca ou traz-nos à recordação os Padres da Igreja e a história da Liturgia, tanto no Oriente como no Ocidente, esclarecendo-nos as razões e a importância de receber a Sagrada Comunhão de joelhos e na boca. Segundo Sandro Magister, “Quando Bento XVI leu o manuscrito de Mons. Schneider, em 2008, imediatamente ordenou às Edições do Vaticano (Libreria Editrice Vaticana) que o publicassem.”

Bispo missionário num país em que os católicos estão em minoria, profundamente caritativo e dominado pelo bem das pessoas, Mons. Schneider é também um homem de convicções que são bem enraizadas numa verdadeira vida de oração e numa formação teológica de primeira classe. No momento do seu encontro com o Reunicato (1), em janeiro passado, numa sala paroquial da Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Paris, deu uma boa sova, sobretudo a um jovem clérigo diocesano, com as suas firmes propostas, feitas aliás com uma grande e caritativa delicadeza. Demos, pois, a palavra a Mons. Schneider:

(1)   http://reunicatho.free.fr/

 

 

AS CINCO CHAGAS DA LITURGIA

 

Para falar correctamente da nova evangelização, é indispensável lançar primeiro o nosso olhar sobre Aquele que é o verdadeiro Evangelizador, isto é, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito Homem.

O Filho de Deus veio a esta Terra para espiar e resgatar o maior pecado, o pecado por excelência. E este pecado, por excelência, da humanidade consiste na sua rejeição de adorar a Deus, na sua rejeição de Lhe reservar o primeiro lugar, o lugar de honra. Este pecado dos homens consiste no facto de se não prestar já atenção a Deus, no facto de se não ter já o verdadeiro sentido das coisas, isto é, nos pormenores ou pontos de vista que elevam ou nobilitam Deus e a adoração que Lhe é devida, no facto de se não querer já ver Deus, no facto de se não querer já ajoelhar diante d’Ele.

Perante uma tal atitude, a Incarnação de Deus é incômoda ou embaraçosa, como embaraçosa é também, por conseqüência, a presença real de Jesus no mistério Eucarístico, e embaraçosa é também a centralidade da presença Eucarística de Deus nas igrejas. Com efeito, o homem pecador quer pôr-se no centro, tanto no interior da igreja como na celebração Eucarística: quer ser visto, quer ser notado. E é esta a razão pela qual Jesus Eucaristia, Deus Incarnado, presente no Sacrário sob a forma eucarística, se prefere colocar de lado. A própria representação do Crucificado, na Cruz, ao centro do altar, na celebração virada para o povo é embaraçosa, porque então, o rosto do sacerdote passaria a ficar ocultado. Por conseguinte, a imagem do Crucificado, no centro, tal como Jesus Eucaristia, no Sacrário, igualmente no centro, são embaraçosos ou incômodos.

E deste modo, a Cruz e o Sacrário são pura e simplesmente postos de lado. Durante o Ofício, os assistentes devem poder ver ou observar permanentemente o rosto do sacerdote e este tem todo o prazer em se colocar literalmente no centro da Casa de Deus. E se por acaso Jesus Eucaristia é mantido no seu Sacrário, no centro do altar, porque o Ministério dos Monumentos Nacionais, mesmo sob um regime ateu, proibiu, por razões de simples conservação do patrimônio artístico, deslocá-Lo, o sacerdote, muitas vezes, ao longo de toda a celebração litúrgica, volta-Lhe às costas sem escrúpulo algum.

 

JESUS NO CENTRO

 

Quantas vezes, maravilhados, os fiéis adoradores de Cristo, na sua simplicidade e humildade se terão visto a clamar: “Abençoados sejais vós, os Monumentos Nacionais! Vós mesmos, pelo menos, nos tereis deixado Jesus no centro da nossa igreja.”

Só a partir da adoração, da glorificação de Deus e da Igreja se poderá anunciar, de uma forma adequada, a Palavra da Verdade, isto é, evangelizar. Antes que o mundo ouvisse Jesus, o Verbo eterno feito carne, pregar e anunciar o Reino, Jesus calou-se e adorou durante trinta anos. E isso mesmo fica sendo para sempre a lei da vida e acção da Igreja, assim como a de todos os evangelizadores.

 “É na forma de tratar a liturgia que se decide a sorte da fé e da Igreja”, afirmou o Cardeal Ratzinger, nosso actual Santo Padre, o Papa Bento XVI. O Concílio Vaticano II, quis lembrar a Igreja que realidade e acção deveriam tomar o primeiro lugar na sua vida. E foi justamente para isso que o primeiro documento conciliar foi consagrado à Liturgia. A respeito disso, o Concílio dá-nos os seguintes princípios:

Na Igreja, e por conseguinte na Liturgia, o humano se deve ordenar ao divino, o visível ao invisível, a acção à contemplação e o presente à Cidade futura a que todos nós aspiramos (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 2).

Por isso, tudo, na Liturgia da Santa Missa, deve servir para que se exprima da mais nítida forma, a realidade do Sacrifício de Cristo, isto é, as orações de adoração, de acção de graças, de expiação, de petição, que o Eterno Sumo Sacerdote apresentou a Seu Pai.

 

UM CÍRCULO ABERTO

 

O rito e todos os pormenores ou detalhes do Santo Sacrifício da Missa devem estar orientados no sentido da glorificação e da adoração de Deus, insistindo-se, sobretudo, na centralidade da Presença de Cristo, quer no sinal e na representação do Crucificado, quer na Presença Eucarística no Sacrário, e sobretudo, no momento da Consagração e da Sagrada Comunhão. Quanto mais isto mesmo for respeitado, tanto menos o homem se coloca no centro da celebração, tanto menos a celebração se assemelha a um círculo fechado, mas sim pelo contrário está aberto, mesmo de uma forma exterior, para Cristo, como numa verdadeira procissão que se dirige para Ele, com o sacerdote à cabeça; e quanto mais uma celebração litúrgica reflectir, de uma forma verdadeira, o sacrifício de adoração de Cristo na cruz, tanto mais ricos serão os frutos que os participantes irão receber na sua alma, que vêm da glorificação de Deus, tanto mais o próprio Deus os honrará.

Quanto mais o sacerdote e os fiéis procurarem em verdade, nas celebrações Eucarísticas, a glória de Deus e não a glória dos homens, e não procurarem receber a glória uns dos outros, tanto mais Deus os honrará, deixando, então, que a sua alma participe, de uma forma bem mais intensa e mais fértil, na glória e na honra de Sua vida divina.

Na hora actual e em diversos lugares da Terra, muitas são as celebrações da Santa Missa, em que se poderia dizer a seu respeito as palavras seguintes, invertendo deste modo as palavras do Salmo 113 B, versículo 1: “A nós, ó Senhor, e a nosso nome, dai glória” e por outro lado, o propósito de tais celebrações se aplicam as palavras de Jesus: “Como podeis acreditar, vós que tirais a glória uns dos outros e não buscais a glória que vem de Deus?” (Jo. 5, 44). O Concílio Vaticano II emitiu, a respeito de uma reforma litúrgica, os princípios seguintes:

1 – O humano, o temporal, a actividade devem, durante a celebração litúrgica, orientar-se pelo divino, pelo eterno, pela contemplação, e ter um papel subordinado, relativamente a estes últimos (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 21).

2 – Durante a celebração litúrgica, dever-se-á encorajar ou estimular a tomada de consciência de que a liturgia terrestre participa da liturgia celeste (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 8).   

3 - Não deve haver nela absolutamente nenhuma inovação e, por conseguinte, nenhuma criação nova de ritos litúrgicos, sobretudo no rito da Missa, a não ser que seja para um proveito verdadeiro e certo a favor da Igreja e sob a condição de que se proceda com prudência e de que eventualmente formas novas substituam formas já existentes de maneira orgânica (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 23).

4 – Os ritos da Missa devem ser de tal forma, que o sagrado seja expresso mais explicitamente (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 21) .

5 – O latim deve ser conservado na liturgia, e sobretudo na Santa Missa (cf. Sacrosanctum Concilium, n.os 36 e 54).

6 – O canto gregoriano tem o primeiro lugar na liturgia (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 116).

Os Padres conciliares viam as suas propostas de reforma como a continuação da reforma de São Pio X (cf. Sacrosanctum Concilium, n. os 112 e 117) e do servo de Deus Pio XII, e com efeito, na constituição litúrgica, é a encíclica Mediator Dei do Papa Pio XII que mais é citada.

O Papa Pio XII deixou à Igreja, entre outros, um princípio importante da doutrina sobre a santa liturgia, isto é, a condenação daquilo que se chama o arqueologismo litúrgico, cujas propostas coincidiam largamente com as do sínodo jansenista e protestantizante de Pistóia, de 1786 (cf. Mediator Dei, n. os 63 e 64). E que de facto lembra os pensamentos teológicos de Martinho Lutero.

 

UM SACRIFÍCIO E NÃO UM BANQUETE

 

Eis porque já o Concílio de Trento condenou as idéias litúrgicas protestantes, notavelmente a acentuação exagerada da noção de banquete na celebração Eucarística em detrimento do carácter sacrificial, a supressão dos sinais unívocos de sacralidade como expressão do mistério da liturgia (cf. Concílio de Trento, seção XXII).

As declarações litúrgicas doutrinais do magistério, como neste caso do Concílio de Trento e da Encíclica Mediator Dei, que se reflectem numa práxis litúrgica secular, isto é, de mais de um milênio, constante e universal, estas declarações, por conseguinte, fazem parte deste elemento da santa Tradição que se não pode abandonar, sem correr graves riscos no plano espiritual.

Estas declarações doutrinais sobre a liturgia, retomou-as o Vaticano II, como se pode constatar ao ler os princípios do culto divino na constituição litúrgica Sacrosanctum Concilium.

Como erro concreto no pensamento e agir do arqueologismo litúrgico, o Papa Pio XII cita a proposta feita de dar ao altar a forma de uma mesa (cf. Mediator Dei, n. 62). Se já o Papa Pio XII recusava o altar com uma forma de mesa, imagine-se como ele teria a fortiori, com maior força de razão rejeitado a proposta de uma celebração como ao redor de uma mesa “versus populum (virada para o povo)!

Se o Sacrosanctum Concilium ensina no n. 2 que, na liturgia, a contemplação deve ter a prioridade e que toda a celebração da Santa Missa deve ser orientada para os mistérios celestes (cf. itens n. os 2 e 8), nele se encontra um eco fiel da seguinte declaração do Concílio de Trento que dizia:

“uma vez que a natureza do homem está feita de tal modo, que se não deixa facilmente erguer para a contemplação das coisas divinas sem ajudas exteriores, a Mãe Igreja, na sua benevolência, introduziu ritos preciosos; e recorreu, apoiando-se no ensinamento apostólico e na tradição, as cerimônias tais como bênçãos cheias de mistérios, velas ou círios, incenso, vestes litúrgicas e muitas outras coisas; tudo isso deveria incitar os espíritos dos fiéis, graças a sinais visíveis da religião e da piedade, à contemplação das coisas sublimes.” (Sessão XXII, cap. 5)

Os ensinamentos citados do magistério da Igreja, e sobretudo o da Mediator Dei , foram sem dúvida alguma reconhecidos pelos Padres conciliares como plenamente válidos; por conseguinte, eles mesmos devem continuar hoje ainda a ser plenamente válidos para todos os filhos da Igreja.

Na sua carta dirigida a todos os bispos da Igreja católica, que Bento XVI juntou ao motu próprio Summorum Pontificum de 7 de julho de 2007, o Papa faz esta declaração importante: “Na história da liturgia, há crescimento e progresso, mas não ruptura. Aquilo que foi sagrado para as gerações passadas, deve permanecer sagrado e grande para nós.” 

Dizendo isto, o Papa exprime o princípio fundamental da liturgia que o Concílio de Trento, o Papa Pio XII e o Concílio Vaticano II ensinaram.

 

PRINCÍPIOS NÃO SEGUIDOS

 

Se olharmos agora, sem preconceitos e de uma forma objectiva, para a prática litúrgica da esmagadora maioria das Igrejas em todo o mundo católico, em que a forma ordinária do rito romano está em uso, com toda a honestidade, ninguém poderá negar que os seis princípios litúrgicos mencionados pelo Concílio Vaticano II não são respeitados ou apenas o serão bem pouco; muito embora se declare, erroneamente, que essa prática da liturgia foi sonhada pelo Vaticano II.

Há um certo número de aspectos concretos, na prática dominante actual, no rito ordinário que representam uma verdadeira ruptura ou contradição com uma prática litúrgica constante, desde há mais de um milênio. Trata-se dos seguintes usos litúrgicos, que bem se poderão designar como sendo AS CINCO CHAGAS DO CORPO MÍSTICO LITÚRGICO DE CRISTO.

Trata-se de chagas, porque elas representam uma violenta ruptura com o passado; porque na realidade elas põem um bem menor acento no carácter sacrificial, que entretanto é extraordinariamente belo e que é justamente o carácter central e essencial da Santa Missa, e sublinham acima de tudo a idéia de banquete. E tudo isso diminui os sinais exteriores da adoração divina, porque põem em muito menor relevo o carácter do mistério, naquilo que ele tem de celeste e eterno.

Quanto às cinco chagas, trata-se daquelas que, com excepção de uma delas (as novas orações do ofertório), não estão previstas na forma ordinária do rito da Santa Missa, mas foram INTRODUZIDAS PELA PRÁTICA DE UM MODO BEM DEPLORÁVEL.

 

1 – A primeira chaga e a mais evidente é a celebração do Santo Sacrifício da Missa, em que o sacerdote celebra virado para os fiéis, particularmente na Oração Eucarística e na Consagração, o momento mais alto e o mais sagrado da adoração que é devida a Deus. Esta forma ou posição exterior corresponde mais, pela sua natureza, à forma de que se faz uso no momento em que se partilha uma refeição. Estamos, pois, na presença de um círculo fechado. Ora, esta forma, não está de modo algum conforme com o momento da oração, e muito menos ainda com o da adoração. Esta forma, de modo algum foi sequer sonhada ou desejada e jamais foi recomendada pelo magistério dos Papas postconciliares. O Papa Bento XVI escreve, no seu prefácio ao primeiro tomo das suas obras completas:

“A idéia de que o sacerdote e a assembléia devem estar a olhar-se no momento da oração nasceu entre os modernos e é absolutamente estranha à cristandade tradicional. O sacerdote e a assembléia não se dirigem mutuamente uma oração, mas é ao Senhor que ambos se dirigem, eis porque, na oração, eles mesmos devem olhar na mesma direcção: ou para o Oriente, como sendo esta direção o símbolo cósmico do regresso do Senhor, ou então, onde isto não seja possível, para uma imagem de Cristo situada na ábside, para uma cruz ou muito simplesmente para o alto.”   

 

VIRADOS PARA O SENHOR

 

A forma da celebração em que todos dirigem o seu olhar para a mesma direcção (conversi ad orientem, ad Crucem, ad Dominum – virados para o Oriente, para a Cruz, para o Senhor) é até mesmo evocada pelas rubricas do novo rito da Missa (cf. Ordo Missae, n. 25, nn 133 e 134). A celebração que se chama “versus populum (virado para o povo) não corresponde evidentemente à idéia da santa liturgia, tal como ela é mencionada nas declarações do documento do Vaticano II (Sacrosanctum Concilium n. 2 e 8).

 

2 – A segunda chaga é a comunhão na mão, espalhada praticamente em toda a parte, no mundo.

A segunda chaga é a comunhão na mão, espalhada praticamente em toda a parte, no mundo. Não só esta forma de receber a comunhão não foi evocada ou citada de modo algum pelos Padres conciliares do Vaticano II, mas também é tristemente introduzida por um certo número de bispos em claríssima desobediência à Santa Sé, e no desprezo do voto negativo, em 1968, da maioria do corpo episcopal (1).  Só depois o Papa Paulo VI a legitimou sob condições particulares, e bem contra a sua própria vontade.

O Papa Bento XVI, depois da festa do Santíssimo Sacramento de 2008, não mais distribuiu a Comunhão senão a fiéis de joelhos e na língua, exigindo sempre a chamada “mesa da comunhão”, e não apenas em Roma, mas também em todas as igrejas locais que visita. Com esta atitude, ele mesmo dá a toda a Igreja, um claro exemplo do magistério prático em matéria litúrgica. Se a maioria qualificada do corpo episcopal, três anos depois do Concílio, rejeitou ou recusou a Comunhão na mão, como algo de nocivo ou prejudicial, quanto mais os Padres conciliares o teriam igualmente feito!

(1) – Em Portugal, e soubemo-lo directamente do próprio Arcebispo Primaz, D. Francisco Maria da Silva, infelizmente, esta determinação veio de uma simples votação feita pela própria Conferência Episcopal reunida em Fátima. Venceu a maioria, mas o próprio Arcebispo de Braga de então exigiu que na Acta da reunião se declarasse: “O Arcebispo de Braga não assina esta decisão.” Ainda hoje recordamos o próprio lugar do Santuário do Sameiro em que o Sr. D. Francisco Maria da Silva no-lo declarou pessoalmente, ao dizer-nos qual a sua opinião sobre a Comunhão na mão. E reconhecemos aliás que, já nesse tempo, a opinião do Arcebispo de Braga, D. Francisco Maria da Silva, estava plenamente de acordo com a decisão do Papa de hoje, Bento XVI.

 

 

3 – A terceira Chaga são as novas orações do Ofertório.

Elas são uma criação inteiramente nova e jamais foram usadas na Igreja. Estas orações exprimem muito menos a evocação do mistério do Sacrifício da Cruz, que a de um banquete, que lembra as orações da refeição sabática dos Judeus. Na tradição mais que milenária da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente, as orações do Ofertório tem sempre sido orientadas expressamente no sentido do mistério do Sacrifício da Cruz (cf. p. ex. Paul Tirot, História das orações do ofertório, na liturgia romana, do século VII ao século XVI, Roma, C.L.V., 1985).

Uma tal criação absolutamente nova está sem dúvida alguma em contradição com a formulação bem clara do Vaticano II que lembra: “Finalmente, não se introduzam inovações, a não ser que uma utilidade autêntica e certa da Igreja o exija, e com a preocupação de que as novas formas como que surjam a partir das já existentes” (Sacrosanctum Concilium, n. 23).

 

4 – A quarta chaga é o desaparecimento total do latim e do canto gregoriano, na imensa maioria das celebrações Eucarísticas de forma ordinária, na totalidade dos países católicos.

Está nisso uma infracção directa contra as decisões do Vaticano II.   

 

5 – A quinta Chaga é o exercício dos serviços litúrgicos de Leitor e de Acólito por mulheres, assim como o exercício destes mesmos serviços em hábito civil, penetrando assim no coro durante a Santa Missa, vindos directamente do espaço reservado aos fiéis.

Este costume jamais existiu na Igreja ou, pelo menos, nunca foi bem-vindo. Um tal costume confere à celebração da Santa Missa católica o carácter exterior de algo informal, o carácter e o estilo de uma assembléia, mais profana que religiosa. O segundo concílio de Niceia já proibia, em 787, tais práticas, editando este cânone: “Se alguém não está ordenado, não lhe é permitido fazer a leitura do ambão, durante a santa liturgia.” (can 14)

Esta norma foi constantemente respeitada na Igreja. Só o subdiáconos ou os leitores tinham o direito de fazer a leitura durante e liturgia da Missa. Em substituição do subdiáconos e leitores ou acólitos que viessem a faltar, só homens ou jovens moços de hábitos litúrgicos as poderiam fazer, e não mulheres, uma vez reconhecido que o sexo masculino, no plano da ordenação não sacramental dos leitores e acólitos representa simbolicamente a última ligação com as ordens menores.

Nos textos do Vaticano II, não é feita de modo algum qualquer menção da supressão das ordens menores e do subdiaconado, nem da introdução de novos ministérios. Na Sacrosanctum Concilium n.28, o Concílio faz a diferença entre minister e fidelis durante a celebração litúrgica e estipula ou determina que um e outro tenham direito de não fazer senão aquilo que lhes compete segundo a natureza da liturgia. O n. 29 menciona os “ministrantes”, isto é, os servos do altar que não receberam nenhuma ordenação. Em oposição a esses “ministrantes”, haveria, segundo os termos jurídicos da época, os “ministros”, isto é, aqueles que receberam uma ordem, quer maior, quer menor.

 

UM APELO A UM ESPÍRITO MAIS SAGRADO

 

Pelo motu próprio “Summorum Pontificum”, o Papa Bento XVI estipula ou determina que as duas formas de rito romano são de considerar e de tratar com o mesmo respeito, porque a Igreja continua a ser a mesma antes e depois do Concílio. Na carta que acompanhou o motu próprio, o Papa deseja que as duas formas se enriqueçam mutuamente. Além disso, deseja que na nova forma “se verifique, mais do que tem acontecido até ao presente, o sentido do sagrado, que acaba por atrair muitíssimas pessoas para o rito antigo.”

As quatro chagas litúrgicas ou infelizes práticas (celebração virada para o povo (versus populum), comunhão na mão, abandono total do latim e do canto gregoriano e intervenção das mulheres no serviço da leitura e no de acólitos), não tem em si mesmas nada a ver com a forma ordinária da missa e estão ainda mais em contradição com os princípios litúrgicos do Vaticano II. Se se pusesse termo a estas práticas, voltaríamos ao verdadeiro ensinamento litúrgico do Vaticano II. E nesse momento, as duas formas do rito romano se viriam então a aproximar muitíssimo, de forma que, pelo menos exteriormente, em nada teríamos que reconhecer ruptura alguma entre essas duas formas e, por esse motivo, não haveria ruptura alguma entre a Igreja antes do Concílio e a Igreja depois do mesmo Concílio.

Naquilo que se relaciona com as novas orações do Ofertório, seria desejável que a Santa Sé a substituísse pelas orações correspondentes da forma extraordinária ou, pelo menos, que permitisse a sua utilização ad libtum. E deste modo, seria evitada a ruptura entre as duas formas, não apenas exteriormente, mas também interiormente.

A ruptura na liturgia é justamente aquilo que a maioria dos Padres conciliares jamais quis; e testemunham-no muitíssimo bem as Actas do Concílio, porque nos dois mil anos de história da Liturgia na Santa Igreja, jamais houve ruptura litúrgica e, por conseguinte, jamais a deve haver agora. Pelo contrário, deve haver nela uma continuidade, como convém que o seja para o próprio magistério. As cinco chagas no corpo litúrgico da Igreja aqui evocadas ou indicadas reclamam ou exigem uma verdadeira cura. Elas mesmas representam uma ruptura semelhante à do exílio de Avinhão.

A situação de uma tão nítida ruptura numa expressão da vida da Igreja, que está bem longe de ser sem importância (outrora, a ausência dos papas da cidade de Roma; hoje, a ruptura visível entre a liturgia de antes e de depois do Concílio), e, por conseguinte, esta situação exige cura.

Eis porque se tem hoje necessidade de novos santos, de uma ou de mais Santas Catarinas de Sena (2). Tem-se necessidade da “Vox populi fidelis” (voz do povo fiel) a reclamar a supressão ou desaparecimento desta ruptura litúrgica. Mas o trágico da história é que hoje, como outrora, no tempo do exílio de Avinhão, uma grande maioria do clero, sobretudo do alto clero, se satisfaz com este exílio, com esta ruptura. Antes que se possam esperar frutos eficazes e duradoiros da nova evangelização, é necessário primeiro que se instaure no interior da Igreja um processo de verdadeira conversão. Como poderemos nós chamar ou convidar os outros a converter-se enquanto entre aqueles que fazem este mesmo convite se não realizou ainda nenhuma conversão convincente para Deus, porque, na liturgia, eles mesmos se não viraram suficientemente para Deus, tanto interior como exteriormente? Celebra-se o Santo Sacrifício de Cristo, o maior mistério da fé, o acto de adoração mais sublime, num círculo fechado, olhando-se uns para os outros.

(2) Santa Catarina de Sena foi célebre nas suas famosas e bem determinantes cartas enviadas ao Papa, nesse tempo a viver em Avinhão e não em Roma, declarando-lhe o seu indiscutível dever de viver em Roma e não em Avinhão. Graças a Deus, a biblioteca desta nossa Fraternidade tem a oportunidade de possuir e conhecer muito bem estas famosas cartas e variados escritos espirituais de S. Catarina de Sena. (n.d.t.p.)

 

A CONVERSÃO PARA DEUS “CONVERSIO AD DOMINUM”

 

Falta a “Conversio ad Dominum” necessária, mesmo exteriormente, fisicamente. Uma vez que durante a liturgia se trata Cristo como se não fosse Deus, e que se lhe não manifestam sinais exteriores claros de uma adoração devida só a Deus, pelo facto de os fiéis receberem a Sagrada Comunhão de pé e, mais ainda, tomarem a Hóstia Consagrada nas suas mãos, como se tratasse de um ordinário alimento, agarrando-o com os dedos e metendo-o eles mesmos na boca. Há nisto o perigo de uma espécie de arianismo ou de um semiarianismo eucarístico. Uma das condições necessárias de uma frutuosa nova evangelização seria o testemunho seguido por toda a Igreja no plano de culto litúrgico público, que observasse pelo menos estes dois aspectos de culto divino, isto é:

 

1 – Que em toda a terra, a Santa Missa fosse celebrada mesmo na forma ordinária, com a “Conversio ad Dominum” interiormente e também de um modo necessário exteriormente. Virados para Deus e não para o povo (versus Deum e não versus populum).

 

2 - E que os fiéis dobrassem o joelho diante de Cristo, no momento da Sagrada Comunhão, como o próprio São Paulo o pede, ao invocar o Nome e a Pessoa de Cristo (Fil. 2, 10); e que os mesmos fiéis O recebessem com o maior amor e o maior respeito possível, como aliás Lhe convém, como verdadeiro Deus que é. Deus seja louvado pelo Papa Bento XVI, que encetou ou iniciou, com duas medidas concretas, o processo do regresso do exílio avinhonês litúrgico (exílio litúrgico de Avinhão), isto é, pelo motu próprio Summorum Pontificum  e pela reintrodução do rito da comunhão tradicional (de joelhos e na boca).

Há ainda necessidade de muitas orações e talvez de uma nova Catarina de Sena, a fim de que se realizem todos os outros passos, de forma a curar as cinco chagas do Corpo Litúrgico e Místico da Igreja e que Deus seja venerado na liturgia com esse amor, com esse respeito, com esse sentido do sublime, que foram sempre as características da Igreja e do seu Ensinamento, notavelmente através do Concílio de Trento, do Papa Pio XII, na sua encíclica Mediator Dei, do Concílio Vaticano II, na sua constituição Sacrosanctum Concilium e do Papa Bento XVI, na sua teologia da Liturgia, no seu magistério litúrgico prático e no motu próprio já citado.

Ninguém poderá evangelizar, se não tiver primeiro adorado, e mesmo se não adorar permanentemente e não der a Deus, a Cristo Eucaristia, a verdadeira prioridade, na forma de celebrar e em toda a sua vida. Com efeito, para retomar as palavras do próprio Cardeal Joseph Ratzinger: “É na forma de tratar a liturgia que se decide a sorte ou destino da fé e da Igreja.” 

 

Mons. Athanasius SCHNEIDER

 

(15 de janeiro de 2012 - em “L’Homme Nouveau”, n° 1511 de 11.2.2012)

 

www.obradoespiritosanto.com

 

PONTIFÍCIA COMISSÃO ECCLESIA DEI

 

INSTRUÇÃO

 

Sobre a aplicação da Carta Apostólica
Motu Proprio Summorum Pontificum
de S. S. O PAPA BENTO XVI

 

I. Introdução

 

1. A Carta Apostólica Summorum Pontificum Motu Proprio data do Soberano Pontífice Bento XVI, de 7 de julho de 2007, e em vigor a partir de 14 de setembro de 2007, fez mais acessível à Igreja universal a riqueza da Liturgia Romana.

 

2. Com o sobredito Motu Proprio o Sumo Pontífice Bento XVI promulgou uma lei universal para a Igreja com a intenção de dar uma nova regulamentação acerca do uso da Liturgia Romana em vigor no ano de 1962.

 

3. Tendo recordado a solicitude dos Sumos Pontífices no cuidado pela Santa Liturgia e na revisão dos livros litúrgicos, o Santo Padre reafirma o princípio tradicional, reconhecido dos tempos imemoráveis, a ser necessariamente conservado para o futuro, e segundo o qual "cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à fé e aos sinais sacramentais, mas também quanto aos usos recebidos universalmente da ininterrupta tradição apostólica, os quais devem ser observados tanto para evitar os erros quanto para transmitir a integridade da fé, de sorte que a lei de oração da Igreja corresponda à lei da fé." [1]

 

4. O Santo Padre recorda, ademais, os Pontífices romanos que particularmente se esforçaram nesta tarefa, em especial São Gregório Magno e São Pio V. O Papa salienta que, entre os sagrados livros litúrgicos, o Missale Romanum teve um papel relevante na história e foi objeto de atualização ao longo dos tempos até o beato Papa João XXIII. Sucessivamente, no decorrer da reforma litúrgica posterior ao Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI aprovou em 1970 um novo missal, traduzido posteriormente em diversas línguas, para a Igreja de rito latino. No ano de 2000 o Papa João Paulo II, de feliz memória, promulgou uma terceira edição do mesmo.

 

5. Diversos fiéis, tendo sido formados no espírito das formas litúrgicas precedentes ao Concílio Vaticano II, expressaram o ardente desejo de conservar a antiga tradição. Por isso o Papa João Paulo II, por meio de um Indulto especial, emanado pela Congregação para o Culto Divino, Quattuor abhinc annos, em 1984, concedeu a faculdade de retomar, sob certas condições, o uso do Missal Romano promulgado pelo beato Papa João XXIII. Além disso, o Papa João Paulo II, com o Motu Próprio Ecclesia Dei de 1988, exortou os bispos a que fossem generosos ao conceder a dita faculdade a favor de todos os fiéis que o pedissem. Na mesma linha se põe o Papa Bento XVI com o Motu Próprio Summorum Pontificum, no qual são indicados alguns critérios essenciais para o Usus Antiquior do Rito Romano, que oportunamente aqui se recordam.

 

6. Os textos do Missal Romano do Papa Paulo VI e daquele que remonta à última edição do Papa João XXIII são duas formas da Liturgia Romana, definidas respectivamente ordinária e extraordinária: trata-se aqui de dois usos do único Rito Romano, que se põem um ao lado do outro. Ambas as formas são expressões da mesma lex orandi da Igreja. Pelo seu uso venerável e antigo a forma extraordinária deve ser conservada em devida honra.

 

7. O Motu Proprio Summorum Pontificum é acompanhado de uma Carta do Santo Padre, com a mesma data do Motu Próprio (7 de julho de 2007). Nela se dão ulteriores elucidações acerca da oportunidade e da necessidade do supracitado documento; faltando uma legislação que regulasse o uso da Liturgia romana de 1962 era necessária uma nova e abrangente regulamentação. Esta regulamentação se fazia mister especialmente porque no momento da introdução do novo missal não parecia necessário emanar disposições que regulassem o uso da Liturgia vigente em 1962. Por causa do aumento de quantos solicitam o uso da forma extraordinária fez-se necessário dar algumas normas a respeito. Entre outras coisas o Papa Bento XVI afirma: "Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial." [2]

8. O Motu Proprio Summorum Pontificum constitui uma expressão privilegiada do Magistério do Romano Pontífice e do seu próprio múnus de regulamentar e ordenar a Liturgia da Igreja[3] e manifesta a sua preocupação de Vigário de Cristo e Pastor da Igreja universal[4]. O Motu Proprio se propõe como objetivo:

a) oferecer a todos os fiéis a Liturgia Romana segundo o Usus Antiquior, considerada como um tesouro precioso a ser conservado;

b) garantir e assegurar realmente a quantos o pedem o uso da forma extraordinária, supondo que o uso da Liturgia Romana vigente em 1962 é uma faculdade concedida para o bem dos fiéis e que por conseguinte deve ser interpretada em sentido favorável aos fiéis, que são os seus principais destinatários;

c) favorecer a reconciliação ao interno da Igreja.

 

II. Tarefas da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei

 

9. O Sumo Pontífice conferiu à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei poder ordinário vicário para a matéria de sua competência, de modo particular no que tocante à exata obediência e à vigilância na aplicação das disposições do Motu Proprio Summorum Pontificum (cf. art. 12).

 

10. §1. A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei exerce tal poder tanto por meio das faculdades a ela anteriormente conferidas pelo Papa João Paulo II e confirmadas pelo Papa Bento XVI (cf. Motu Proprio Summorum Pontificum, art. 11-12) quanto por meio do poder de decidir sobre os recursos administrativos a ela legitimamente remetidos, na qualidade de Superior hierárquico, mesmo contra uma eventual medida administrativa singular do Ordinário que pareça contrário ao Motu Proprio.

§2. Os decretos com os quais a Pontifícia Comissão julga os recursos são passíveis de apelação ad normam iuris junto do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

 

11. Compete à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, depois de aprovação da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, a tarefa de preparar a eventual edição dos textos litúrgicos concernentes à forma extraordinária.

 

III. Normas específicas

 

12. A Pontifícia Comissão, por força da autoridade que lhe foi atribuída e das faculdades de que goza, dispõe, depois da consulta feita aos Bispos do mundo inteiro, com o ânimo de garantir a correta interpretação e a reta aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, emite a presente Instrução, de acordo com o cânone 34 do Código de Direito Canônico.

A competência dos Bispos diocesanos

 

13. Os bispos diocesanos, segundo o Código de Direito Canônico[5], devem vigiar em matéria litúrgica a fim de garantir o bem comum e para que tudo se faça dignamente, em paz e serenidade na própria Diocese, sempre de acordo com a mens do Romano Pontífice, claramente expressa no Motu Proprio Summorum Pontificum.[6] No caso de controvérsia ou de dúvida fundada acerca da celebração na forma extraordinária julgará a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.

 

14. É tarefa do Ordinário tomar as medidas necessárias para garantir o respeito da forma extraordinária do Rito Romano, de acordo com o Motu Proprio Summorum Pontificum.

O coetus fidelium (cf. Motu Proprio Summorum Pontificum, art. 5 §1).

 

15. Um coetus fidelium será considerado stabiliter exsistens, de acordo com o art. 5 §1 do supracitado Motu Proprio, quando for constituído por algumas pessoas de uma determinada paróquia unidas por causa da veneração pela Liturgia em seu Usus Antiquior, seja antes, seja depois da publicação do Motu Proprio, as quais pedem que a mesma seja celebrada na própria igreja paroquial, num oratório ou capela; dito coetus pode ser também constituído por pessoas que vêm de diferentes paróquias ou dioceses e que convergem em uma igreja paroquial ou oratório ou capela destinados a tal fim.

 

16. No caso em que um sacerdote se apresente ocasionalmente com algumas pessoas em uma igreja paroquial ou oratório e queira celebrar na forma extraordinária, como previsto pelos artigos 2 e 4 do Motu Proprio Summorum Pontificum, o pároco ou o reitor de uma igreja, ou o sacerdote responsável por uma igreja, o admita a tal celebração, levando todavia em conta as exigências da programação dos horários das celebrações litúrgicas da igreja em questão.

17. §1. A fim de decidir nos casos particulares, o pároco, ou o reitor ou o sacerdote responsável por uma igreja, lançará mão da sua prudência, deixando-se guiar pelo zelo pastoral e por um espírito de generosa hospitalidade. 

 

§2. No caso de grupos menos numerosos, far-se-á apelo ao Ordinário do lugar para determinar uma igreja à qual os fiéis possam concorrer para assistir a tais celebrações, de tal modo que se assegure uma mais fácil participação dos mesmos e uma celebração mais digna da Santa Missa.

 

18. Também nos santuários e lugares de peregrinação deve-se oferecer a possibilidade de celebração na forma extraordinária aos grupos de peregrinos que o pedirem (cf. Motu Proprio Summorum Pontificum, art. 5 §3), se houver um sacerdote idôneo.

 

19. Os fiéis que pedem a celebração da forma extraordinária não devem apoiar nem pertencer a grupos que se manifestam contrários à validade ou à legitimidade da Santa Missa ou dos Sacramentos celebrados na forma ordinária, nem ser contrários ao Romano Pontífice como Pastor Supremo da Igreja universal.

O sacerdote idôneo (cf. Motu Proprio Summorum Pontificum , art. 5 § 4)

 

20. No tocante à questão dos requisitos necessários para que um sacerdote seja considerado "idôneo" para celebrar na forma extraordinária, enuncia-se quanto segue:

a) O sacerdote que não for impedido segundo o Direito Canônico[7], deve ser considerado idôneo para a celebração da Santa Missa na forma extraordinária;

 

b) No que se refere à língua latina, é necessário um conhecimento de base, que permita pronunciar as palavras de modo correto e de entender o seu significado;

 

c) Em referimento ao conhecimento e execução do Rito, se presumem idôneos os sacerdotes que se apresentam espontaneamente a celebrar na forma extraordinária, e que já o fizeram no passado.

 

21. Aos Ordinários se pede que ofereçam ao clero a possibilidade de obter uma preparação adequada às celebrações na forma extraordinária, o que também vale para os Seminários, onde se deve prover à formação conveniente dos futuros sacerdotes com o estudo do latim [8] e oferecer, se as exigências pastorais o sugerirem, a oportunidade de aprender a forma extraordinária do Rito.

 

22. Nas dioceses onde não houver sacerdotes idôneos, os bispos diocesanos podem pedir a colaboração dos sacerdotes dos Institutos erigidos pela Comissão Ecclesia Dei ou dos sacerdotes que conhecem a forma extraordinária do Rito, seja em vista da celebração, seja com vistas ao seu eventual ensino.

 

23. A faculdade para celebrar a Missa sine populo (ou só com a participação de um ajudante) na forma extraordinária do rito Romano foi dada pelo Motu Proprio a todo sacerdote, seja secular, seja religioso (cf. Motu Proprio Summorum Pontificum, art.2). Assim sendo, em tais celebrações, os sacerdotes, segundo o Motu Proprio Summorum Pontificum, não precisam de nenhuma permissão especial dos próprios Ordinários ou superiores.

 

A disciplina litúrgica e eclesiástica

 

24. Os livros litúrgicos da forma extraordinária devem ser usados como previstos em si mesmos. Todos os que desejam celebrar segundo a forma extraordinária do Rito Romano devem conhecer as respectivas rubricas e são obrigados a executá-las corretamente nas celebrações.

 

25. No Missal de 1962 poderão e deverão inserir-se novos santos e alguns dos novos prefácios [9], segundo as diretrizes que ainda hão de ser indicadas.

 

26. Como prevê o Motu Proprio Summorum Pontificum no art. 6, precisa-se que as leituras da Santa Missa do Missal de 1962 podem ser proclamadas ou somente em língua latina, ou em língua latina seguida da tradução em língua vernácula ou ainda, nas missas recitadas, só em língua vernácula.

 

27. No que diz respeito às normas disciplinares conexas à celebração, aplica-se a disciplina eclesiástica contida no Código de Direito Canônico de 1983.

 

28. Outrossim, por força do seu caráter de lei especial, no seu próprio âmbito, o Motu Proprio Summorum Pontificum derroga os textos legislativos inerentes aos sagrados Ritos promulgados a partir de 1962 e incompatíveis com as rubricas dos livros litúrgicos em vigor em 1962.

 

Crisma e a Sagrada Ordem

 

29. A concessão de usar a fórmula antiga para o rito da Crisma foi confirmada pelo Motu Proprio Summorum Pontificum (cf. art. 9, §2). Por isso para a forma extraordinária não é necessário lançar mão da fórmula renovada do Rito da Confirmação promulgado por Paulo VI.

 

30. No que diz respeito a tonsura, ordens menores e subdiaconado, o Motu Proprio Summorum Pontificum não introduz nenhuma mudança na disciplina do Código de Direito Canônico de 1983; por conseguinte, onde se mantém o uso dos livros litúrgicos da forma extraordinária, ou seja, nos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que dependem da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, o membro professo de votos perpétuos ou aquele incorporado definitivamente numa sociedade clerical de vida apostólica, pela recepção do diaconado incardina-se como clérigo no respectivo instituto ou sociedade de acordo com o cân. 266, § 2 do Código de Direito Canônico.

 

31. Somente aos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que dependem da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, e àqueles nos quais se conserva o uso dos livros litúrgicos da forma extraordinária, se permite o uso do Pontifical Romano de 1962 para o conferimento das ordens menores e maiores.

 

Breviarium Romanum

 

 

32. Outorga-se aos clérigos a faculdade de usar o Breviarium Romanum em vigor no ano de 1962, conforme o art. 9, §3 do Motu Proprio Summorum Pontificum. Deve ser recitado integralmente e em latim.

O Tríduo Pascal

 

33. O coetus fidelium que adere à tradição litúrgica precedente, no caso de dispor de um sacerdote idôneo, pode também celebrar o Tríduo Sacro na forma extraordinária. Caso não haja uma igreja ou oratório destinados exclusivamente para estas celebrações, o pároco ou o Ordinário, em acordo com o sacerdote idôneo, disponham as modalidades mais favoráveis para o bem das almas, não excluindo a possibilidade de uma repetição das celebrações do Tríduo Sacro na mesma igreja.

 

Os ritos das Ordens Religiosas

 

34. Aos membros das Ordens Religiosas se permite o uso dos livros litúrgicos próprios, vigentes em 1962.

Pontificale Romanum e Rituale Romanum

 

35. Permite-se o uso do Pontificale Romanum e do Rituale Romanum, também como do Caeremoniale Episcoporum, vigentes em 1962, de acordo com o art. 28, levando-se em conta, no entanto, quanto disposto no n. 31 desta Instrução.

O Sumo Pontífice Bento XVI, em Audiência concedida no dia 8 de abril de 2011 ao subscrito Cardeal Presidente da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei", aprovou a presente Instrução e ordenou que se publicasse.

Dado em Roma, na Sede da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, aos 30 de abril de 2011, memória de São Pio V. 

William Cardeal Levada
Presidente

Mons. Guido Pozzo
Secretário 

 

 

Notas

[1] Bento XVI, Carta Apostólica Summorum Pontificum dada como Motu Proprio, I, in AAS 99 (2007) 777; cf. Introdução geral do Missal Romano, terceira ed. 2002, n. 397.

[2] Bento XVI, Carta aos Bispos que acompanha a Carta Apostólica "Motu Proprio data" Summorum Pontificum sobre o uso da Liturgia romana anterior à reforma de 1970, in AAS 99 (2007) 798.

[3] Cf. C.I.C. can. 838 § 1 e § 2.

[4] Cf. C.I.C. can. 331.

[5] Cf. C.I.C. can. 223 § 2; 838 §1 e § 4

[6] Cf. Bento XVI, Carta aos Bispos que acompanha a Carta Apostólica "Motu Proprio data" Summorum Pontificum sobre o uso da Liturgia romana anterior à reforma de 1970 , in AAS 99 (2007) 799.

[7] Cf. C.I.C. can. 900, § 2.

[8] Cf. C.I.C. can. 249; cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 36; Decl. Optatam Totius n. 13.

[9] Cf. Bento XVI, Carta aos Bispos que acompanha a Carta Apostólica "Motu Proprio data" Summorum Pontificum sobre o uso da Liturgia romana anterior à reforma de 1970, in AAS 99 (2007) 797.

Fonte: Site do Vaticano.

 

NOTA:

 

1) Motu proprio é uma das espécies normativas da Igreja Católica, expedido diretamente pelo próprio Papa. A expressão motu proprio poderia ser traduzida como "de sua iniciativa própria" o que se opõe ao conceito de rescrito que é, em regra, uma norma expedida em resposta a uma dada situação. Significa ainda que trata-se de matéria decidida pessoalmente pelo papa e não por um cardeal ou outro conselheiro. Tem normalmente a forma de decreto. Lembram, pela sua forma, um breve ou bula papal (outra espécie normativa) mas sem se revestir da solenidade própria destes documentos. O primeiro motu proprio remonta a Inocêncio VIII, em 1484, e continua a ser um ato administrativo bastante comum na Administração da Igreja. Um recente motu proprio é o Summorum Pontificum de Bento XVI que trata de regras específicas da liturgia latina de acordo com o missal anterior ao Concílio Vaticano II, liberalizando a Missa Tridentina.

 

2) Missa Tridentina é a liturgia da Missa do Rito Romano contida nas edições típicas  do Missal Romano que foram publicados de 1570-1962. Foi à liturgia da missa mais amplamente celebrada em todo o mundo, até que o Concílio Vaticano II, pediu sua revisão, o que ocasionou a promulgação de uma nova liturgia, pelo Papa Paulo VI, em 1969.

Atualmente, a Missa Tridentina é definida pela Igreja como a "forma extraordinaria do Rito Romano", indicando portanto, que a missa nova de Paulo VI permanece como a "forma ordinária" ou "normal" do Rito Romano, embora ambos não sejam considerados ritos distintos, mas apenas "formas diferentes do mesmo rito". É chamada comumente de "Missa Tridentina" (gentílico de Trento, na Itália) ou "Missa de São Pio V", porque o Concílio de Trento, pediu aos papas, a revisão do Missal Romano, que foi aplicada pelo Papa São Pio V em 1570. Também é comumente chamado de "rito antigo", "rito tradicional", "rito romano clássico", "missa de sempre", "missa de todos os tempos", "missa das eras", ou "usus antiquior" (uso antigo) - "forma antiquior" (forma antiga), para diferenciá-la do uso, e da forma, da missa nova. É também conhecida como "missa em latim", embora de forma inadequada, uma vez que mesmo a liturgia da missa de 1969 pode ser celebrada nesse idioma. Menos comumente, em círculos mais cultos, é chamado de "Vetus Ordo Missae" (Velho Ordinário da Missa). Como seus elementos essenciais remontam a liturgia do Papa Gregório I, também é conhecida como "Missa Gregoriana".

O Papa Bento XVI em 2007 pelo motu proprio Summorum Pontificum, regulamentou a possibilidade do uso da liturgia tridentina; no rito romano nas missas privadas celebradas sem o povo, os padres podem usar livremente a liturgia tridentina; ela também pode ser usada publicamente em paróquias, se houver um grupo estável de fiéis (coetus fidelium) que a assista.

 

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa

Baseado na doutrina de Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, o autor nos oferece uma exposição bastante clara e objetiva do que é a Santa Missa e das suas quatro finalidades: na Missa, os fiéis louvam a Deus, agradecem-lhe, pedem-lhe perdão pelos seus pecados e também as graças de que necessitam.

 

A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

 

I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa

 

O Concílio de Trento (Sess. 22) diz da Santa Missa: “Devemos reconhecer que nenhum outro ato pode ser praticado pelos fiéis que seja tão santo como a celebração deste imenso mistério”. O próprio Deus todo-poderoso não pode fazer que exista uma ação mais sublime e santa do que o santo sacrifício da Missa. Este sacrifício de nossos altares sobre passa imensamente todos os sacrifícios do Antigo Testamento, pois não são mais bois e cordeiros que são sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que se oferece em sacrifício. “O judeu tinha o animal para o sacrifício, o cristão tem Cristo”, escreve o venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é, pois, tanto mais precioso, quanto mais acima de todos os sacrifícios dos judeus está Jesus Cristo”. E acrescenta que, “para os servos (isto é, para os judeus, no Antigo Testamento), não convinham outros animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para os amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado como cordeiro que nos livra do pecado e da morte eterna” (Ep. cont. Petrobr.). Tem, portanto, razão São Lourenço Justiniano, dizendo que não há sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o santo sacrifício da Missa (cfr. Sermo de Euch.).

S. João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o altar está circundado de anjos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo que, nesse sacrifício sublime, é oferecido ao Pai celeste (De sac., 1, 6). Que cristão poderá duvidar, escreve S. Gregório (Dial. 4, c. 58), que os céus se abram à voz do sacerdote, durante esse Santo Sacrifício, e que coros de anjos assistam a esse sublime mistério de Jesus Cristo. S. Agostinho chega até a dizer que os anjos se colocam ao lado do sacerdote para servi-lo como ajudantes.

 

II. Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal

 

O Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2) ensina-nos também que neste sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo é o próprio Salvador que oferece em primeiro lugar esse sacrifício, mas que o faz pelas mãos do sacerdote que escolheu para seu ministro e representante. Já antes dissera São Cipriano: “O sacerdote exerce realmente o ofício de Jesus Cristo” (Ep. 62). Por isso o sacerdote diz, na elevação: Isto é o meu corpo; este é o cálice de meu sangue.

Belarmino (De Euch., 1. 6, c. 4) escreve que o santo sacrifício da missa é oferecido por Jesus Cristo, pela Igreja e pelo sacerdote; não, porém, do mesmo modo por todos: Jesus Cristo oferece como o sacerdote principal, ou como o oferente próprio, contudo, por intermédio de um homem, que é, no mesmo tempo sacerdote e ministro de Cristo; a Igreja não oferece como sacerdotisa, por meio de seu ministro, mas como povo, por intermédio do sacerdote; o sacerdote, finalmente, oferece como ministro de Jesus Cristo e como medianeiro ele todo o povo.

Jesus Cristo, contudo, é sempre o sacerdote principal na Santa Missa, onde ele se oferece continuamente e sob as espécies de pão e de vinho por intermédio dos sacerdotes, seus ministros, que representam a sua Pessoa quando celebram os santos mistérios. Por isso diz o quarto Concílio de Latrão (Cap. Firmatur, de sum. Trinit.) que Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacerdote e o sacrifício. De fato, convém à dignidade deste sacrifício que ele não seja oferecido, em primeiro lugar, por homens pecadores, mas por um sumo sacerdote que não esteja sujeito ao pecado, mas que seja santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais elevado que os céus (Heb 7, 26).

 

III. A Santa Missa é uma representação e renovação do sacrifício da cruz

 

Segundo São Tomás (Off. Ss. Sac., I. 4), o Salvador nos deixou o Santíssimo Sacramento para conservar viva entre nós a lembrança dos bens que nos adquiriu e do amor que nos testemunhou com sua morte. Por isso o mesmo Doutor chama a Sagrada Eucaristia “um manancial perene da paixão”.

Ao assistires, pois, à Santa Missa, alma cristã, pondera que a hóstia que o sacerdote oferece é o próprio Salvador que por ti sacrificou o seu sangue e a sua vida. Entretanto, a Santa Missa não é somente uma representação do sacrifício da cruz, mas também uma renovação do mesmo, porque em ambos é o mesmo sacerdote e a mesma vítima, a saber, o Filho de Deus Humanado. Só no modo de oferecer há uma diferença: o sacrifício da cruz foi oferecido com derramamento de sangue; o sacrifício da missa é incruento; na cruz, Jesus morreu realmente; aqui, morre só misticamente (Conc. Trid., Sess. 22, c. 2).

Imagina, durante a Santa Missa, que estás no monte Calvário, para ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao receberes a Santa Comunhão, imagina beberes seu precioso sangue das chagas do Salvador. Pondera também que em cada Missa se renova a obra da Redenção, de maneira que, se Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de uma só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe. Cada Missa celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte na cruz nos trouxe, diz São Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da cruz. A paixão de Jesus Cristo nos habilitou à Redenção; a Santa Missa nos faz entrar na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo.

 

IV. A Santa Missa é o maior presente de Deus

 

Na Santa Missa, o próprio Jesus Cristo dá-se a nós. É uma verdade de fé que o Verbo Encarnado se obrigou a obedecer ao sacerdote, quando este pronuncia as palavras da consagração e a vir às suas mãos sob as espécies do pão e do vinho. Fica-se estupefato por Deus ter obedecido outrora a Josué e mandado ao sol que parasse, quando ele disse: Sol, não te movas de Gabaon, e tu, ó lira, do vale de Ajalon (Jos 10, 12). Entretanto, muito mais admirável é que Deus mesmo desce ao altar ou a qualquer outro lugar a que o Padre o chama com umas poucas palavras, e isso tantas vezes quantas é chamado pelo sacerdote, mesmo que este seja seu inimigo. E, tendo vindo, se põe o Senhor à inteira disposição do sacerdote; este o leva, à vontade, de um lugar para o outro, coloca-o sobre o altar, fecha-o no tabernáculo, tira-o da igreja, toma-o na Santa Comunhão, e o dá em alimento a outros. São Boaventura diz que o Senhor, em cada Missa, faz ao mundo um benefício igual àquele que lhe fez outrora pela encarnação (cfr. De inst. Novit., p. 1, c. 11). Se Jesus Cristo não tivesse vindo ao mundo, o sacerdote, pronunciando as palavras da consagração, o introduziria nele. “Ó dignidade sublime a do sacerdote”, exclama por isso Santo Agostinho (Mol. lnstr. Sach., t. 1, c. 5), “em cujas mãos o Filho de Deus se reveste de carne, como no seio da Virgem Mãe”.

Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do profeta (Zac 9, 17), é a coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja. São Boaventura (De inst. Nov., 1. c.) diz que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o amor que Deus nos dedicou e que é, de certo modo, um compêndio de todos os benefícios que ele nos fez.

 

OS QUATRO FINS DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

 

I. A Santa Missa é um sacrifício latrêutico

 

No Antigo Testamento os homens procuravam honrar a Deus por toda a espécie de sacrifícios, no Novo Testamento, porém, presta-se maior honra a Deus com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios do Antigo Testamento, que eram só figuras e sombras da Sagrada Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a Deus a honra que lhe é devida, porque, por meio dela, Ele recebe a mesma honra infinita que Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa presta a Deus maior honra que todas as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires, todo o amor dos serafins e mesmo da Mãe de Deus, porque todas as honras dos homens são de natureza finita, enquanto a honra que Deus recebe pela Missa é infinita, pois lhe é prestada por uma pessoa divina, o seu Filho.

Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a Santa Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22). Nosso Senhor morreu especialmente para esse fim, para poder criar sacerdotes do Novo Testamento. Não era necessário que o Salvador morresse para remir o mundo; uma só gota do seu sangue, uma lágrima, uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos, porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para remir não só um mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém, um sacerdote devia Jesus Cristo morrer, pois, do contrário, donde se tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus os sacerdotes do Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só, basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se sacrificasse a vida de todos os anjos e santos, mesmo assim, esse sacrifício não prestaria a Deus essa honra infinita, que lhe dá uma única Santa Missa.

 

II. A Santa Missa é um sacrifício propiciatório

 

Pode-se deduzir já da instituição da Sagrada Eucaristia que a Santa Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, ou seja, que inclina Deus a nos perdoar a pena e a culpa dos pecados, que foi feita especialmente para a remissão dos pecados: Este é o meu, sangue, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados, disse Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam os teólogos, isto é, Deus, em consideração ao sacrifício do altar, concede a graça que leva o homem a detestar seus pecados e a purificar-se deles no sacramento da Penitência. Quanto às penas temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são elas perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente, quando não de todo. Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da divina misericórdia em favor dos pecadores.

Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que impede à justiça divina de nos enviar os castigos que merecemos por nossos pecados. É certo que todos os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam aplacar a ira de Deus contra os pecadores. Se se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça divina não seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a criatura tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia satisfazer por nossos pecados: Ele é a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre Eterno enviou o seu Filho ao mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo sacrifício de sua vida, o reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado em cada Missa. Não há dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais fortemente por misericórdia em nosso favor, que o sangue de Abel por vingança contra Caim.

Este sacrifício pode ser oferecido também pelos defuntos. Por isso o sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus servos que partiram para a outra vida e que lhes conceda, pelos merecimentos de Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se o amor de Deus que possuem as almas ao saírem desta vida não basta para purificá-las, essa falta será reparada pelo fogo do Purgatório; muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas vezes, até a libertação completa dos seus sofrimentos. O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem no Purgatório podem ser muito auxiliadas pela intercessão dos fiéis, mas em especial pelo santo sacrifício da Missa. E acrescenta (Sess. 22, c. 2) que isso é uma tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos a oferecer o sacrifício da Santa Missa por todos os defuntos, caso que não possa aproveitar às almas pelas quais pedimos.

 

III. A Santa Missa é um sacrifício eucarístico

 

É justo e razoável que agradeçamos a Deus pelos benefícios que nos fez em sua infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos dar-lhe nós, miseráveis? Se Deus nos tivesse dado uma única vez um sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a um agradecimento infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa obrigação e de agradecer-lhe dignamente. E como? Tornando-nos possível oferecer-lhe na Santa Missa a Jesus Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais perfeito agradecimento e satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa, dá-lhe um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que foram concedidas aos santos no céu; uma tal ação de graças, porém, não podem prestar a Deus todos os santos juntos, de maneira que também nesse respeito a dignidade sacerdotal sobrepuja todas as dignidades, não excetuadas as do céu.

Na Santa Missa, a vítima que é oferecida ao Eterno Pai é seu próprio Filho, em quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi suas vistas a este sacrifício, quando pensava num meio de agradecer a Nosso Senhor pelas graças recebidas: Que darei ao Senhor por tudo que ele me tem feito?, pergunta ele, e responde: Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor (S1 115, 12). O próprio Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que tinha feito aos homens, por meio deste sacrifício: E, tomando o cálice, deu graças e disse: Tomai-o e distribuí-o entre vós (Lc 22, 17).

 

IV. A Santa Missa é um sacrifício impetratório

 

Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em nome de Jesus Cristo (cfr. Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa confiança se oferecemos a Deus seu próprio Filho. Este Salvador que nos ama roga por nós sem cessar lá no céu (cfr. Rom 8, 31), mas, de modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a seu Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças. Se soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão rezando por nós, com que confiança não esperaríamos de Deus os maiores favores e graças. Está, porém, fora de dúvida que um só rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as súplicas dos santos.

No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e isso uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém, todos os sacerdotes podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o cordeiro divino, para alcançar de Deus graças para si e para todo o povo.

O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os pecadores. “Ele exerce o ofício de um medianeiro”, diz São Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e por isso deve ser um intercessor para todos que pecam”. Dessa maneira, diz São João Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o homem; oferece a Deus as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças de que precisam” (Hom. 5 in Jo.). Deus distribui as suas graças sempre que é rogado em nome de Jesus Cristo, mas as distribui com mais largueza durante a Santa Missa, atendendo às suplicas do sacerdote, diz São João Crisóstomo; pois essas súplicas são então acompanhadas e secundadas pela oração de Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele mesmo que se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu Eterno Pai.

Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2), é especialmente durante a Santa Missa que o Senhor está sentado naquele trono de graças ao qual devemos nos chegar, diz o Apóstolo, para alcançarmos misericórdia e encontrarmos graças no momento oportuno (Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz São João Crisóstomo (Hom 13. De incomp. Dei nat.), para pedirem com mais resultado por nós, acrescentando que dificilmente se alcançará aquilo que não se consegue durante a Santa Missa.

A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de Santa Francisca Farnese, disse-lhe: “Eis aqui o meu Filho; aprende a torná-lo favorável a ti, oferecendo-o muitas vezes a Deus. Dize, por isso, a Deus, quando vires presente no altar o divino Cordeiro: Ó Pai Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os atos e todos os afetos de vosso mui amado Filho. Recebei-os por mim e por seus merecimentos que ele me deu e, por isso, são meus; dai-me as graças que Jesus Cristo pedir por mim. Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas as misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus pecados. Pelos merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós todas as graças, o perdão, a perseverança, o céu, mas especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso puro e santo amor”.

Fonte: Editora Quadrante - http://beinbetter.wordpress.com/

 

 

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A Missa na visão dos Santos

 

 

"Nosso Senhor nos concede tudo o que pedimos na Santa Missa: e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-lhe e que entretanto nos é necessário " ( São Jerônimo )

 

"Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa que zelo não teríamos em assistir a ela! "       Cura d'Ars (São João Maria Vianey).

 

"A mais humilde das Missas, celebrada na mais pobre das igrejas, pelo mais simples dos padres, mete medo ao diabo. E o Céu todo se inclina para assistir." (São João Maria Vianney, o cura D'Ars)

 

"Fica sabendo ó cristão, que mais se merece em ouvir devotamente uma só Missa do que com distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar por toda a terra." (São Bernardo).

 

"A Missa é o Sol da Igreja." (São Francisco de Sales )

 

"Na hora da morte, as Missas a que houveres assistido serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar o perdão para teus pecados. Em cada Missa, pois, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados; pena essa diminuída na proporção de teu fervor." (Santo Agostinho)

 

"Assistindo com devoção a Santa Missa, presta-se a maior das honras a Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligencias e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes, preserva-te de muitos perigos e desgraças que até abateriam [...] Diminui o império de satanás sobre ti mesmo [...] Sufraga as almas do purgatório da melhor maneira possível" (Santo Agostinho)

 

"Uma só Missa a que tiveres assistido em vida, ser-te-á de mais valor que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte." (Santo Agostinho)

 

"Será confirmada no Céu, a benção que do Sacerdote recebes na Santa Missa." (Santo Agostinho)

 

"O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa." (São Tomás de Aquino)

 

"Pelo martírio o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e seu Sangue em sacrifício para os homens. Se os homens reconhecessem devidamente esse mistério, morreriam de amor." (São Tomás de Aquino)

 

"A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador, é o dom soberano do seu amor." (São Tomás de Aquino)

 

"Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo-se o mais eficaz que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação da humanidade." (Santa Mectildes)

 

"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa." (São Lourenço)

 

"Após a Consagração eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus em volta do Tabernáculo; eu os tenho visto com meus próprios olhos."( São João Crysóstomo)

 

"A Santa Missa é o presente mais precioso e agradável que podemos oferecer a Santíssima Trindade, vale mais que o Céu e a Terra, vale o próprio Deus." ( Venerável Martinho de Cohen)

Fonte: http://www.portaldamisericordia.com.br

 

 

 

Vaticano

 

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Papa esclarece tradução litúrgica da fórmula na Consagração da Missa

 

Padres devem dizer que sangue de Cristo foi derramado «por muitos» em vez de «por todos».

Cidade do Vaticano, 30 abr 2012 (Ecclesia) – Bento XVI enviou uma mensagem aos bispos católicos da Alemanha, determinando que a expressão latina ‘pro multis’ seja traduzida como "por muitos" em todas as traduções da oração eucarística, proferida na celebração da Missa.             

A expressão aparece quando o sacerdote consagra o vinho, dizendo “será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados”.

Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, a missiva do Papa foi escrita na residência de Castel Gandolfo, arredores de Roma, depois da Páscoa.

No editorial para o semanário de informação do Centro Televisivo Vaticano, ‘Octava dies’, este responsável adianta que, segundo Bento XVI, “a tradução ‘por muitos’, mais fiel ao texto bíblico, deve ser preferida a ‘por todos’, que pretendia tornar mais explícita a universalidade da salvação trazida por Cristo”.

“Para o Papa as palavras da instituição da Eucaristia são absolutamente fundamentais, trata-se do coração da vida da Igreja”, acrescenta o padre Lombardi.

O texto original do Missal Romano apresenta o texto ‘qui pro vobis et pro multis effundetur in remissionem peccatorum’: a expressão ‘pro multis’ tem sido traduzida como "por todos" em várias línguas.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=90701

 

 

“(...)Pôr-se de joelhos na oração exprime precisamente a atitude de Adoração perante Deus (...)” As palavras do Santo Padre.

Da catequese do Santo Padre de quarta-feira, 27 de junho de 2012:

 

“O hino da Carta aos Filipenses oferece-nos aqui duas indicações importantes para a nossa oração. A primeira é a invocação «Senhor», dirigida a Jesus Cristo, sentado à direita do Pai: Ele é o único Senhor da nossa vida, no meio de muitos «dominadores» que a querem orientar e guiar. Por isso, é necessário dispor de uma escala de valores na qual a primazia compete a Deus, para afirmar como São Paulo: «Sim, considero que tudo isto foi mesmo uma perda, por causa da maravilha que é o conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor» (Fl 3, 8). O encontro com o Ressuscitado levou-o a compreender que Ele é o único tesouro pelo qual vale a pena despender a própria existência.

A segunda indicação é a prostração, o «dobrar-se de todos os joelhos» na terra e nos céus, que evoca uma expressão do profeta Isaías, onde indica a adoração que todas as criaturas devem a Deus (cf. 45, 23). A genuflexão diante do Santíssimo Sacramento, ou o pôr-se de joelhos na oração exprimem precisamente a atitude de adoração perante Deus, também com o corpo. Daqui a importância de realizar este gesto não por hábito e à pressa, mas com consciência profunda. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, professamos a nossa fé nEle, reconhecemos que Ele é o único Senhor da nossa vida.”

 

 

* * *

 

 

A seguir, alguns exemplos de “zelo episcopal” em aberto contraste com as afirmações do Santo Padre:

Igreja da Santíssima Trindade – Santuário de Fátima, dedicada em 2007 pelo Cardeal Bertone.

Capela do Centro Pastoral Diocesano de Leeds (abaixo, a capela do Santíssimo): eis o resultado da modernização desejada pelo atual secretário do Culto Divino, Dom Roche.

Igreja Kikiana

Catedral de Reggio Emilia: “graças” ao Arcebispo Caprioli, em vez de bancos, têm surgido recentemente cadeiras.

Cripta da nova igreja de San Giovanni Rotondo: foi Dom Crispino Valenziano quem baniu os genuflexórios. (Que grande tristeza ao Padre Pio!)

Igreja de Santa Maria Maior em Trento: depois da reabertura, nenhum banco com genuflexório. Por vontade de Dom Bressan.

Igreja de São Francisco de Sales, em Roma, dedicada pelo Cardeal Ruini em 2005 (apenas um dos tantos exemplos de igrejas romanas horrendas construídas desde os anos 90 até hoje).

Fonte: http://fratresinunum.com/

 

 

 

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Dom Guido Marini explica especial cuidado do Papa Bento com a Missa.

 

09.11.2011 - O Mestre de Celebrações Litúrgicas do Papa Bento XVI, Dom Guido Marini, assinalou alguns dos principais detalhes que o Santo Padre precisa cuidar para celebrar a Santa Missa.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Dom Marini indicou que para o Papa é muito importante dirigir o olhar ao crucifixo no momento da celebração Eucarística.

Nas celebrações presididas pelo Santo Padre, "um dos aspectos significativos é o da centralidade do crucifixo sobre o altar", afirmou. Porque, acima de tudo, no momento da oração eucarística, é fundamental que todos dirijam o olhar e o coração "para quem está no centro, o Senhor, para renovar seu sacrifício de amor pela salvação de todos".

Dom Marini explicou que o Papa é muito cuidadoso em "desenvolver a liturgia como a celebração do mistério de Cristo onde o Senhor é o verdadeiro grande protagonista litúrgico, e onde a participação é autêntica na medida em que se entra no Evangelho de Cristo, no Evangelho do Senhor".

Outro aspecto importante para o Santo Padre é a adoração. Ele indicou que "o Papa repete freqüentemente que a liturgia é o ato maior de adoração da Igreja, e deve conduzir na adoração".

Dom Marini disse ao grupo ACI que participar de uma Missa celebrada pelo Santo Padre é também uma oportunidade para fortalecer a fé. "Nesses momentos penso, ‘estou ao lado do Vigário de Cristo’, e renovo minha fé", expressou.

O Prelado recalcou que a liturgia se compõe de "muitas pequenas coisas", como ajoelhar-se enquanto se recebe a Comunhão, ou guardar silêncio nos momentos previstos durante o ato litúrgico.

 

n/d

 

Para o Prelado é necessário ter sempre presente os pequenos detalhes que fazem da Missa uma verdadeira conversação com o Senhor. Durante a Missa, "eu penso na atenção a tudo o que entra na composição do rito para que ajude de verdade a quem participa em viver a figura de Deus e aqueles que permanecem em atitude de adoração".

"Do lado litúrgico é necessário considerar (estes detalhes) para que permaneça bem afirmada esta centralidade da presença do Senhor, de seu ser protagonista, e do sentido também autêntico da participação no mistério de Cristo", concluiu.             

   Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

Cardeal Tarcisio Bertone: "A ação purificadora do Papa Bento XVI incomoda"

 

Cardeal Tarcisio Bertone

"A grande ação esclarecedora e purificadora de Bento XVI, desde que ele era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em total harmonia com João Paulo II certamente incomodou e incomoda". Foi o que disse e publicou numa entrevista à Revista Famiglia Cristiana, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone.

"A sua ação para acabar com os casos de pedofilia no clero, - disse o cardeal - mostrou que a Igreja tem uma capacidade de auto-regeneração que outras instituições e pessoas não têm".
"É evidente como a Igreja é uma rocha que resiste a todas as tempestades
- destacou o cardeal -. É um ponto de referência claro para inúmeras pessoas e instituições ao redor do mundo. Por isso o interesse em desestabilizá-la".

Sobre a maneira como alguns jornais realizaram uma obra de agressão ao Papa e aos seus colaboradores, o Secretário de Estado disse: "Muitos jornalistas brincam de imitar Dan Brown. Continua-se a inventar contos ou repropor lendas".

A este respeito o cardeal Bertone pede para recuperar o senso da proporção, ponderando a consistência real dos fatos, evitando criar fantasias sobre o conteúdo dos documentos roubados do Papa, por Paolo Gabriele.

E garantiu que não é o resultado “de um envolvimento de cardeais ou de lutas entre personalidades eclesiásticas pela conquista de um poder misterioso”.

No que diz respeito às responsabilidades do mordomo do Papa que roubou os documentos, o Cardeal Bertone lembrou que as investigações estão em andamento. "O próprio Papa - revelou - nos pediu várias vezes, de modo sincero, uma explicação das razões do gesto de Paolo Gabriele, amado por ele como um filho”.

Também eu “Estou no centro do conflito - explicou -. Vivo esses acontecimentos com dor mas também vendo constantemente do meu lado a Igreja real”. Segundo o Secretário de Estado está em ação uma “tentativa incansável e repetida de separar, de criar divisão entre o Santo Padre e os seus colaboradores, e entre os mesmos colaboradores”. Se está querendo “atacar aqueles que se dedicam com maior paixão e também maior fadiga pessoal ao bem da Igreja”. E desmentiu os rumores que diziam que quando ele era arcebispo de Gênova teria recebido a visita de um monsenhor “para dissuadí-lo de aceitar a proposta de Bento XVI que me queria como Secretário de Estado".

"Totalmente falso" - disse o prelado -, ainda se continuo a ler sobre isso”.

O Secretário de Estado reiterou o quão sério seja "a publicação de uma variedade de cartas e de documentos enviados ao Santo Padre, por pessoas que têm direito à privacidade, constitui como já o dissemos muitas vezes, um ato imoral de gravidade sem precedentes".Violar a privacidade – explicou – “é um furo a um direito reconhecido expressamente pela Constituição italiana, que deve ser rigorosamente observado e cumprido."

Sobre a demissão de Ettore Gotti Tedeschi diretor do IOR (Instituto das Obras Religiosas) o cardeal assegurou que "a publicação dos trabalhos do Conselho de supervisão mostra que o seu afastamento não se deve a dúvidas internas sobre a vontade de transparência, mas sim a uma deterioração das relações entre os conselheiros, por causa de decisões não partilhadas, que levou à decisão de uma mudança”.

"Além disso - acrescentou - para além dos escândalos do passado (que são muito enfatizados e periodicamente repropostos para causar desconfiança sobre esta instituição do Vaticano), o IOR tinha se dado normas precisas bem antes da Lei da Anti-lavagem".

"O atual Conselho de superintendência, - afirmou o cardeal Bertone - composto por altas personalidades do mundo econômico-financeiro, tem continuado e fortalecido esta linha de clareza e transparência e está trabalhando para restaurar a nível internacional a estima que merece esta instituição".

No que diz respeito aos tempos e procedimentos relativos ao estado de custódia cautelar de Paolo Gabrieli, o cardeal explicou que sobre a liberação “o magistrado ainda não respondeu favoravelmente ao pedido" e que os interrogatórios do Judiciário serão retomados em breve.

Fonte: http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/1851/1/

 

 

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Cardeal Burke: os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa.

12.07.2012 - O Cardeal americano Raymond Burke, Presidente da Corte Suprema do Vaticano, a chamada Assinatura Apostólica, explicou que os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa posto que eles não são os protagonistas da liturgia, mas sim o próprio Cristo.

Em entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o cardeal explicou que o sacerdote não deve modificar ou acrescentar palavras às orações da Missa considerando que todo presbítero é "um servidor do rito" e "não o protagonista”. O Protagonista, nas palavras do Cardeal Burke “é o próprio Jesus Cristo".

"Então está totalmente equivocado que um sacerdote pense ‘como posso tornar isto (a liturgia) mais interessante?’ ou ‘como posso fazê-lo melhor’?"

O Cardeal norte-americano, um dos colaboradores mais próximos ao Papa Bento XVI, recordou que o Código de Direito Canônico assinala que o sacerdote deve "com precisão e devotamente observar o que está escrito nos livros litúrgicos e assim tomar cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações de acordo ao seu próprio juízo".

O Cardeal explicou logo que o Código de 1917, modificado pelo de 1983, estabelece que um sacerdote em pecado mortal não deve celebrar Missa "sem antes aceder à confissão sacramental" ou o mais breve possível "no caso de não contar com um confessor", quando a Missa  seja "muito necessária" e tenha feito um ato de contrição perfeito.

"Parece-me que esse cânon de 1917 foi eliminado, mas acredito que deve ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade está bem de maneira preeminente para um sacerdote que está oferecendo o sacrifício", disse.

O Cardeal de 64 anos de idade também disse ao grupo ACI que é preciso uma reforma da sagrada liturgia, seguindo o estabelecido pelo Papa Bento XVI e "enraizada nos ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II" assim como "adequadamente conectada com a tradição".

Em sua opinião, isto significa evitar diversas inovações como os "serviços de comunhão" liderados por leigos ou religiosos quando existe uma paróquia sem sacerdote para presidir a Eucaristia dominical.

"Não é bom para o povo participar repetidamente nestes tipos de serviços aos domingos porque perdem o sentido do Santíssimo Sacramento", precisou.

O excesso deste tipo de serviços, acrescentou, pode ser também algo que desalente as ordenações sacerdotais porque com estes serviços um jovem com vocação ao sacerdócio "já não vê ante seus olhos a identidade da vocação à qual está chamado".

Na entrevista com o grupo ACI, o Presidente da Assinatura Apostólica se referiu também à “dúvida” na aplicação de penas canônicas nas décadas recentes e aos "abusos e violações da lei eclesiástica" que se dão no âmbito litúrgico.

Tais sanções, disse o Cardeal Burke, são "primeiramente medicinais" e procuram "chamar a atenção da pessoa sobre a gravidade do que está fazendo para que não o faça mais".

"As sanções são necessárias", acrescentou.

"Se em 20 séculos da vida da Igreja foram necessárias sanções, por que em nosso século de repente devemos pensar que elas não são necessárias? Isso também é absurdo", concluiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

A Missa é do Senhor, não dos sacerdotes que a celebram, diz o Cardeal Rouco.

 

11.06.2007 - MADRI - A Eucaristia é um dom que pertence ao Senhor, não aos sacerdotes que a celebram, que não tem direito a arbitrariedades litúrgicas, assinalou o Arcebispo de Madri, Cardeal Carlos Maria Rouco, durante a celebração de Corpus Christi deste domingo.

Durante a homilia da Missa que presidiu na Praça do Oriente, o Cardeal recordou que "profanar a Eucaristia supõe um desprezo da morte do Senhor", e destacou que os sacerdotes "não são os protagonistas da celebração litúrgica".

Em seguida, em uma clara referência a recentemente dissolvida paróquia de Entrevías, onde três sacerdotes vinham celebrando a "missa" com rosquinhas e torrone, o Cardeal assinalou que "temos que lamentar com profunda dor os abusos e profanações deste Sacramento dos quais fomos testemunhas recentemente em nossa diocese".

Estes fatos "apartam seus autores da comunhão na fé e na vida eclesiástica, que é o único marco válido de celebração destes sagrados mistérios".

O Arcebispo madrileno afirmou que "utilizar a celebração contra a própria Tradição em que teve sua origem é, além de um ato carente de sentido e de valor teológico, um triste e grave atentado contra a comunhão eclesiástica que nasce da obediência à fé e ao mandamento apostólico que procede do Senhor", adicionou.

Em outra clara alusão a recentemente suspensa "igreja vermelha", como a batizaram seus mesmos líderes, o Cardeal Rouco recordou aos que participam das celebrações que ali seguem sendo realizadas em desobediência à ordem da Arquidiocese, que "quem não tem fé injuria a comunidade fiel, simulando participar de seus mistérios; e aqueles que acreditam, rompem a comunhão que Cristo quis para sua Igreja".

A ex-paróquia de São Carlos Borromeo, com efeito, converteu-se em ponto de desfile de numerosos políticos, artistas e personagens públicos não fiéis, que participam "de gesto de solidariedade" das "missas" estrambóticas celebradas em rebeldia por três sacerdotes que não aceitaram a decisão do Arcebispo de fechar a paróquia.

O Cardeal Rouco exortou a todos os sacerdotes a "aprofundarem-se sempre na consciência do próprio Mistério Eucarístico como um humilde serviço a Cristo e a sua Igreja".

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

“Eis aqui uma recomendação que te dou, meu filho Timóteo, de acordo com aquelas profecias que foram feitas a teu respeito: amparado nelas, sustenta o bom combate, com fidelidade e boa consciência, que alguns desprezaram e naufragaram na fé. É o caso de Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.”  (1Tm. 1, 18-20)

 

 

Monsenhor Nicola Bux: Liturgia criativa nos aliena de Deus e nos conduz ao pecado.

 

Então, não muito surpreendente, ele afirma: “O sentido de pecado foi enfraquecido pela diluição da sacralidade da liturgia. Existe um elo estreito entre etos e louvor.” O que o senhor quer dizer com isso? “Que hoje em dia perdemos valores porque frequentemente não damos a Deus um louvor digno na Missa. E muitos ateus também devem viver como se Deus existisse.” (E molti anche atei dovrebbero vivere come se Dio esistesse). Mas voltemos ao aspecto litúrgico: “As pessoas precisam do sentido do sagrado para descobrir Deus. O pecado é uma negação de Deus, mas se mesmo quando assistimos a Missa vivemos longe de Deus, então, como é possível evitar o pecado?” Então, ele especifica: “A liturgia é sagrada, divina e gloriosa; ela é vertical no sentido de tender em direção ao Alto, em direção à Beleza e ao Céu. Ela não é algo circular ou horizontal, algum tipo de estádio esportivo, assembléia ou festa. A idéia de uma liturgia frutuosa e criativa inevitavelmente perde o sentido do sagrado e, portanto, nos aliena de Deus e nos leva ao pecado. As pessoas, que são bem mais inteligentes do que lhes dão crédito, percebem onde está o sagrado. Ele não é algo abstrato, mas algo concreto. E isso é dito no Evangelho. “A mulher desejava tocar o manto de Cristo.” Para derrotar o pecado, é necessário determinados sinais inequívocos e firmes, não sinais flutuantes e instáveis.”

Portanto, a liturgia criativa cria um dano: “Muitos, especialmente, depois do Concilio, cederam a essa noção insalubre de criatividade. Porém, isso não foi culpa do Concílio, uma vez que o Concílio nunca ab-rogou ou cancelou a liturgia de sempre. Uma Missa descuidada, manipulada e – pior ainda – violada é um obstáculo para o sagrado e aliena as pessoas da Igreja. Celebrar Missas criativas é uma profanação do sentido de sagrado porque isso nos afasta de Deus. O ministro do culto nunca deve ser um ator, mesmo um ator medíocre é uma fonte de escândalo, mas ele deveria pensar que seu dever principal é servir a Deus, nunca o seu próprio desejo irrefreado de representar o protagonista. Somente pela recuperação e restauração de uma liturgia vertical e correta, poderemos limitar em parte os efeitos do pecado e, desta forma, redescobrir Deus.”

Fonte: http://fratresinunum.com

 

 

 

Monsenhor Ranjith: Comunhão deve ser recebida de joelhos e na boca.

 

09.02.2010 - A Libreria Editrice Vaticana publicou um livro, Dominus Est, de autoria do Bispo Athanasius Schneider, onde ele analisa a questão da comunhão recebida de joelhos e na língua.

O Arcebispo Malcolm Ranjith prefaciou este livro, que a NLM sente-se feliz em apresentar uma tradução não oficial que aqui se segue. (nossos sinceros agradecimentos a um amigo do NLM por ter-nos disponibilizado o link para este prefácio que originalmente foi divulgado pela Associazione Luci sull'Est.

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Sem maiores delongas, passemos ao prefácio do Msgr. Ranjith, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos:

No Livro do Apocalipse, São João relata como viu e ouviu o que foi a ele revelado e prostrou-se em adoração aos pés do anjo de Deus (cf. Apoc 22, 8). Prostrar-se, ou abaixar-se sobre os próprios joelhos ante a majestade da presença de Deus em humilde adoração, era um hábito de reverência que Israel apresentava constantemente perante o Senhor. É dito no primeiro livro dos Reis, “Quando Salomão acabou de fazer ao Senhor esta prece e esta súplica, levantou-se de diante do Altar do Senhor, onde estava ajoelhado com as mãos levantadas para o céu. De pé, abençoou toda a assembléia de Israel” (1 Reis 8, 54-55). A posição de súplica do Rei é clara: Ele estava de joelhos diante do altar.

A mesma tradição é também visível no Novo Testamento onde vemos Pedro cair de joelhos ante a Jesus (cf. Lc 5, 8), quando Jairo pediu a Ele que curasse sua filha (Lc 8, 41); quando o Samaritano retornou para agradecer a Jesus e quando Maria, a irmã de Lázaro, pediu-Lhe pela vida de seu irmão (Jo 11,32). A mesma atitude de prostração diante da revelação da divina presença é amplamente conhecida no Livro do Apocalipse (Apoc. 5, 8, 14 e 19, 4).

Intimamente relacionada a esta tradição era a convicção de que o Templo Sagrado de Jerusalém era o lugar da morada de Deus e, portanto, no templo era necessária a preparação da própria disposição por meio de expressão corporal; um profundo sentido de humildade e reverência na presença do Senhor.

Mesmo na Igreja, a profunda convicção de que nas espécies Eucarísticas o Senhor está verdadeiramente e realmente presente, juntamente com a crescente prática de preservar o Santíssimo Sacramento em tabernáculos, contribuiu para a prática de ajoelhar-se numa atitude de humilde adoração do Senhor na Eucaristia.

[...] .. fé na Presença Real de Cristo nas espécies Eucarísticas já pertencia a essência da fé da Igreja Católica e era uma parte intrínseca do Catolicismo. Estava claro que não podíamos edificar a Igreja se esta fé fosse minimamente afetada.

Portanto, a Eucaristia, pão transubstanciado em Corpo de Cristo e o vinho em Sangue de Cristo, Deus entre nós, é para ser acolhido com deslumbramento, reverência e uma imensa atitude de humilde adoração. O Papa Bento XVI esclarece que “receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos. (...)somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro."(Sacramentum Caritatis 66).

Seguindo essa tradição, fica claro que se tornou coerente e indispensável tomar ações e atitudes de corpo e espírito que facilitem [entrar em] o silêncio, o recolhimento e a aceitação humilde de nossa miséria face à grandeza e à santidade infinitas Daquele que vem ao nosso encontro sob as espécies Eucarísticas. A melhor forma de expressar nosso senso de reverência para com o Senhor na Missa é seguir o exemplo de Pedro, quem, como nos diz o Evangelho, atirou-se de joelhos ante o Senhor e disse, ”Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.” (Lc 5, 8)

Atualmente podemos observar que em algumas igrejas essa prática está decrescendo e aqueles responsáveis além de exigirem que os fiéis devam receber a Santíssima Eucaristia de pé, ainda eliminam todos os genuflexórios, forçando os fiéis a se sentarem ou permanecerem de pé, mesmo durante a elevação e adoração das [Sagradas] Espécies. É irônico que tais medidas tenham sido tomadas em [algumas] dioceses por aqueles que são os responsáveis pela liturgia, ou em igrejas, por pastores, sem sequer fazerem uma mínima consulta aos fiéis, a despeito de hoje em dia, muito mais do que antes, haver um ambiente desejoso de democracia na Igreja.

Ao mesmo tempo, acerca da comunhão nas mãos, deve-se reconhecer que a prática foi impropriamente e rapidamente introduzida em algumas dioceses da Igreja logo após o Concílio, mudando aquela antiqüíssima prática, tornando-a uma prática regular em toda a Igreja. Algumas dioceses justificaram a mudança dizendo que ela melhor reflete o Evangelho ou a antiga prática da Igreja... Outras, para justificar essa prática, referem-se às palavras de Jesus: “Tomai e comei.” (Mc 14, 22; Mt 26, 26).

Quaisquer que sejam as razões para esta prática, não podemos ignorar o que está acontecendo no mundo inteiro onde a mesma tem sido implantada. Esse gesto tem contribuído para um gradual enfraquecimento da atitude de reverência para com as sagradas espécies Eucarísticas, enquanto que na prática anterior salvaguardava-se melhor o sentido de reverência. Naquela, ao invés, surgiu uma alarmante ausência de recolhimento e um espírito geral de descaso. Presenciamos pessoas que comungam e com freqüência retornam para os seus assentos como se nada de extraordinário tivesse acontecido... Em muitos casos, não se pode discernir aquele sentido de seriedade e de silêncio interior que deve ser o sinal da presença de Cristo na alma.

Há ainda aqueles que levam as sagradas espécies para tê-las como souvenires, aqueles que vendem, ou ainda pior, que as levam para dessacralizá-las em rituais satânicos. Mesmo em grandes concelebrações, também em Roma, várias vezes as espécies sagradas foram encontradas jogadas no chão.

Essa situação nos leva a refletir não apenas sobre uma séria perda da fé, mas também sobre as ofensas ultrajantes...

O Papa nos fala da necessidade em compreender não apenas o profundo e verdadeiro significado da Eucaristia, mas também em celebrá-la com dignidade e reverência. Ele nos diz que temos que estar conscientes dos “dos gestos e posições, como, por exemplo, ajoelhar-se durante os momentos salientes da Oração Eucarística.” (Sacramentum Caritatis, 65). Falando ainda sobre a recepção da Sagrada Comunhão ele pede a todos para “que façam o possível para que o gesto, na sua simplicidade, corresponda ao seu valor de encontro pessoal com o Senhor Jesus no sacramento.”(Sacramentum Caritatis, 50).

Neste sentido, o livro escrito pelo Bispo Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Karaganda no Cazaquistão, intitulado Dominus Est, é significativo e estimado. Ele vem trazer uma contribuição ao debate corrente sobre a presença real e substancial de Cristo na espécies consagradas do pão e do vinho... a partir de sua experiência, que lhe provocou uma profunda fé, deslumbramento e devoção para com o Senhor presente na Eucaristia, ele nos apresenta uma esclarecedora consideração histórico-teológica de como a prática de receber a Sagrada Comunhão na língua e de joelhos foi aceita e praticada na Igreja por um longo período de tempo.

Agora eu penso que é o momento ideal para se rever e reavaliar tão boas práticas e, se necessário, abandonar a prática corrente que não foi exigida nem pela Sacrosanctum Concilium nem pelos Padres da Igreja, mas foi apenas aceita depois de sua introdução ilegítima em alguns países. Agora, mais do que nunca, nós temos a obrigação de ajudar os fiéis em desenvolver novamente uma fé profunda na Presença Real de Cristo nas espécies Eucarísticas, a fim de que se fortaleça a vida da Igreja e a defenda em meio às perigosas distorções da fé que esta situação continua causando.

As razões para esta mudança não devem ser tão acadêmicas, mas pastoral-espirituais assim como litúrgicas - em resumo, o que melhor edifica a fé. Neste sentido Mons. Schneider apresenta uma coragem louvável por ter sido capaz de apreender o verdadeiro significado das palavras de São Paulo: “que isto se faça de modo a edificar.” (1 Cor 14, 26).

Malcolm Ranjith, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Fonte: http://cristoreinosso.blogspot.com

 

 

 

 

Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos.

 

27.07.2011 - Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".

"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".

"De fato – acrescentou – se comunga-se de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".

O Prefeito vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".

Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem, será fazer que na Eucaristia se participe bem".

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

Arcebispo Dom Ranjith declara guerra aos desvios litúrgicos durante a Missa.

04.03.2010 – Colombo/Sri Lanka, Dom Ranjith declara guerra aos desvios litúrgicos dos Neocatecumenais (e dos Carismáticos): “Vetados os cantos e danças durante a missa, obrigatória a comunhão de joelhos.”

CIDADE DO VATICANO (Petrus) – Dom Malcolm Ranjith é alguém que entende de Liturgia. Foi, de fato, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos antes de Bento XVI nomeá-lo, no ano passado, arcebispo de Colombo, no Sri Lanka. O Papa confia muito nele, a tal ponto que deve criá-lo Cardeal no próximo consistório. Dom Ranjith se tornou muito admirado nos seus anos de serviço no Vaticano pela nobre defesa da gloriosa tradição litúrgica da Igreja, uma batalha que retomou energicamente em sua nova diocese, proibindo extravagância e improvisações durante a celebração da Eucaristia e “recomendando” a administração da Comunhão apenas sobre a língua e aos fiéis ajoelhados, como já é o caso durante a Missa presidida pelo Pontífice. Mas aqui está o texto completo, rico em muitíssimos elementos, enviado pelo arcebispo de Colombo a seus sacerdotes e fiéis, com particular referência àqueles pertencentes aos movimentos (entre os quais recai seguramente o Caminho Neocatecumenal, mas Dom Ranjith não o cita explicitamente) que, habitualmente, se aproximam da Eucaristia de um modo diferente do estabelecido pela Igreja ou participam da Missa com cantos e danças em torno do altar, permitindo, contudo, a pregação por leigos durante a celebração:

 

“Queridos irmãos e irmãs,

 

Recentemente, algumas pessoas e movimentos católicos de renovação desenvolveram muitos exercícios para-litúrgicos não previstos pelo calendário paroquial ordinário. Apreciando as numerosas conversões, o valor do testemunho, o entusiasmo renovado pela oração, a participação dinâmica e a sede da Palavra de Deus, como bispo diocesano e administrador geral dos mistérios de Deus na igreja local a mim confiada, sou o moderador, o promotor e o guardião da vida litúrgica da arquidiocese de Colombo. Como tal, vos convido a refletir sobre os aspectos litúrgicos e eclesiológicos relacionados a esta nova situação e vos peço insistentemente que respeiteis as diretrizes enunciadas na presente circular de efeito imediato. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal por excelência dado à Igreja pelo próprio Jesus Cristo. Jesus Cristo é o princípio de toda liturgia na Igreja e por esta razão toda liturgia é essencialmente de origem divina. Ela é o exercício da Sua função sacerdotal e, portanto, não é certamente um simples empreendimento humano ou uma inovação piedosa. Na verdade, é incorreto defini-la uma simples celebração da vida. É muito mais do que isso. É a fonte e o ápice do qual todas as graças divinas enchem a igreja. Este sagrado mistério foi confiado aos apóstolos pelo Senhor e a Igreja cuidadosamente preservou a celebração ao longo dos séculos, dando vida à tradição sagrada e a uma teologia que não cedem à interpretação individual ou privada. Nenhum padre, conseqüentemente, diocesano ou religioso que seja, proveniente de uma outra arquidiocese ou mesmo do exterior, está autorizado a modificar, adicionar ou suprimir qualquer coisa no rito sagrado da missa. Não se trata de uma novidade, mas de uma decisão tomada em 1963 pela Constituição “Sacrosanctum Concilium” (22, 3), a Constituição Dogmática sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, posteriormente reiterada várias vezes em documentos como “Sacramentum Caritatis”, de Sua Santidade Bento XVI, e “Ecclesia de Eucharistia” do Papa João Paulo II, de venerada memória. A este respeito, convém mencionar explicitamente alguns elementos: os sacerdotes não estão autorizados a modificar ou improvisar a Oração Eucarística ou outras orações imutáveis da Missa — mesmo quando se trata de dar detalhes sobre um elemento já presente — cantando respostas ou explicações diferentes. Devemos compreender que a liturgia da Igreja é estreitamente ligada à sua fé e sua tradição: “Lex orandi, lex credendi”, a regra da oração é a regra de fé! A liturgia nos foi dada somente pelo Senhor, ninguém mais, portanto, tem o direito de mudá-la; as manifestações do tipo “Praise and Worship” (literalmente “louvor e adoração”, mas aqui diz respeito a uma corrente musical de estilo gospel, NdT) não são permitidos no rito da Missa. A música desordenada e ensurdecedora, as palmas, os longos discursos e os gestos que perturbam a sobriedade da celebração não são autorizados. É muito importante que compreendamos a sensibilidade cultural e religiosa do povo do Sri Lanka. A maioria dos nossos compatriotas são budistas e por este motivo estão habituados a um culto profundamente sóbrio; por sua vez, nem os muçulmanos nem os hindus criam agitação em sua oração. Em nosso país, além do mais, há uma forte oposição às seitas cristãs fundamentalistas e nós, como católicos, nos esforçamos para fazer compreender que os católicos são diferentes dessas seitas. Alguns destes chamados exercícios de louvor e adoração se assemelham mais aos exercícios religiosos fundamentalistas que a um culto católico romano. Que seja permitido respeitar a nossa diversidade cultural e a nossa sensibilidade; a Palavra de Deus prescrita não pode ser alterada aleatoriamente e o Salmo responsorial deve ser cantado e não substituído por cantos de meditação. A dimensão contemplativa da Palavra de Deus é de suma importância. Em alguns serviços para-litúrgicos as pessoas hoje têm a tendência a se tornar extremamente faladoras e tagarelas. Deus fala e nós devemos escutá-Lo; para ouvir bem, o silêncio e a meditação são mais necessários que a exuberância cacofônica; os sacerdotes devem pregar a Palavra de Deus sobre os mistérios litúrgicos celebrados. É expressamente proibido aos leigos pregar durante as celebrações litúrgicas; a Santíssima Eucaristia deve ser administrada com extremo cuidado e máximo respeito, e exclusivamente por aqueles autorizados a fazê-lo. Todos os ministros, ordinários e extraordinários, devem estar revestidos dos ornamentos litúrgicos apropriados. Recomendo a todos os fiéis, inclusive religiosos, receber a comunhão com reverência, de joelhos e na boca. A prática da auto-comunhão é proibida e pediria humildemente a cada sacerdote que a permite que suspendesse imediatamente esta prática; todos os sacerdotes devem seguir o rito da missa como determinado, de modo a não dar espaço a comparações ou opor as Missas celebradas por alguns sacerdotes às outras Missas ditas pelo resto dos sacerdotes; as bênçãos litúrgicas são reservadas exclusivamente aos ministros da liturgia: bispos, sacerdotes e diáconos. Todos podem rezar uns pelos outros. Recomenda-se insistentemente, entretanto, não usar gestos que possam provocar fantasias, confusões ou uma interpretação errônea”.

Fonte: http://fratresinunum.com

 

 

Ajoelhar-se na Missa ajuda a vencer idolatria, explica perito em liturgia.

16.09.2010 – Vaticano – O perito em liturgia e arte sacra, Monsenhor Marco Agostini, assegurou que ajoelhar-se na Missa é uma boa maneira de vencer a idolatria, pois é uma resposta do homem à "Epifania de Cristo".

Mons. Agostini, oficial da segunda seção da secretaria de Estado e um dos mestres de cerimônia pontifícios, escreveu no jornal L'Osservatore Romano, que os formosos pavimentos de muitas igrejas antigas foram "feitos para os joelhos dos fiéis" como um "tapete perene de pedras" para a oração e a humildade.

"Hoje os genuflexórios desapareceram em muitas igrejas e se tende a remover os balaustres diante dos quais alguém podia se aproximar da comunhão de joelhos", sustenta o perito segundo uma tradução do texto divulgada pelo vaticanista Sandro Magister.

"Entretanto no Novo Testamento o gesto de ajoelhar-se apresenta-se cada vez que se apresenta a divindade de Cristo a alguém: pense-se, por exemplo, nos Magos, o cego de nascimento, a unção de Betânia, a Madalena no jardim na manhã de Páscoa", acrescenta Mons. Agostini.

O perito recorda que "Jesus mesmo disse a Satanás, que queria impor-lhe uma genuflexão equivocada, pois só a Deus se deve dobrar o joelho. Satanás pede ainda hoje que se escolha entre Deus ou o poder, Deus ou a riqueza, e trata ainda mais profundamente. Mas assim não se dará glória a Deus de maneira nenhuma; os joelhos se dobrarão para aqueles que o poder lhes favoreceu, para aqueles aos quais se tem o coração unido através de um ato".

"Voltar a ajoelhar-se na Missa é um bom exercício de treinamento para vencer a idolatria na vida, além de ser um dos modos da ‘actuosa participatio’ do que fala o último Concílio. A prática é útil também para perceber a beleza dos pavimentos (ao menos dos antigos) de nossas igrejas. Frente a alguns dá vontade de tirar os sapatos como fez Moisés diante de Deus que lhe falava da sarça ardente", assinala.

Para Magister, "ajoelhar-se hoje – especialmente sobre o piso – caiu em desuso. Tanto é assim que suscita surpresa o desejo de Bento XVI de dar a comunhão aos fiéis na boca e de joelhos". “Mas mais que de uma novidade, se trata de um retorno à tradição. As outras são o crucifixo ao centro do altar, ‘para que todos na missa olhem para Cristo e não para uns aos outros’”, e o uso freqüente do latim “para sublinhar a universalidade da fé e a continuidade da Igreja”, explica Magister.

O vaticanista sustenta que "perdeu-se de vista também o sentido da pavimentação das igrejas. Tradicionalmente muitas delas foram ornamentadas precisamente para servir de fundamento e guia à grandeza e profundidade dos mistérios celebrados".

"Hoje poucos são os que advertem que pavimentos tão formosos e preciosos são feitos também para os joelhos dos fiéis: um tapete de pedra sobre o qual prostrar-se diante do esplendor da epifania divina", acrescenta.

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

Mons. Ranjith: A situação da fé na presença real na Eucaristia é bastante preocupante.

 

A situação da fé na presença real da Eucaristia é bastante preocupante. Não quero dizer que todos tenham perdido a fé. Contudo, nós da Congregação para o Culto Divino fizemos recentemente uma sondagem sobre a Adoração Eucarística, que será o tema de nossa próxima reunião plenária. Dos informes das diversas conferências episcopais, no que diz respeito aos aspectos negativos, surge a constatação de que no clero influenciado por certas tendências teológicas não existe mais uma fé clara na presença real de Cristo. Em alguns seminários se ensina que Cristo está presente apenas no momento da Consagração e da Comunhão, depois não. Se trata de uma posição mais protestante que, depois, abre caminho para abusos e até mesmo sacrilégios das espécies eucarísticas. Uma situação lamentável.

É necessário aquele sentido de reverência, fruto da consciência que temos em relação com o Corpo do Senhor, Jesus vivo em sua forma eucarística, que nós comemos, que nós adoramos. Para tanto, se necessitará ver urgentemente como dar uma formação teológica e sacramental que assegure aos jovens seminaristas, aos sacerdotes e também aos religiosos e religiosas, um reforço deste sentido da real e contínua presença de Cristo nas espécies eucarísticas. Se não, as consequências só poderão ser dramáticas para a Igreja e causa de inumeráveis problemas".

PS.: Não é a primeira referência que Mons. Ranjith faz à perda da fé por parte do clero

 

 

Na festa da Assunção da Santíssima Virgem - Dom Ranjith – 2008

 

Queridos irmãos e irmãs, hoje muitos discípulos de Jesus em todos os estados e vocações da Igreja estão faltando com a reverência e alegria que vêm da verdadeira, contínua presença de Jesus entre nós, especialmente no Santíssimo Sacramento do Altar. Então, hoje nós devemos rezar mais do que nunca à Santa Mãe de Deus e pedir a ela que possa nos abrir aos tesouros de seu Imaculado Coração: sua fé e seu amor por Jesus em sua missão Eucarística. Não infrequentemente nós ouvimos hoje de padres que, revelando uma falta de fé e de entendimento, celebram os Sagrados Mistérios da Eucaristia de uma maneira que é indigna de sua celestial magnificência. Também muitos fiéis perderam o sentido para o sagrado do Sacríficio da Missa. O convite de Jesus de se tornar completamente um com Ele e de receber a vida Dele, vida que corre de Seu tremendo Sacrifício do Gólgota, e de ser parte de Sua celestial assembléia do novo povo de Deus, — como o Senhor diz: Enquanto o Pai vivo me enviou, e eu vivo pelo Pai; assim aquele que me come, também viverá por mim. — esse convite maravilhoso está sendo degradado por uma visão puramente intramundana e horizontal da Santa Eucaristia, na qual não se vê mais que apenas o pão terreno. Nós não podemos honrar Maria se nós não podemos honrar Jesus Eucarístico! Nós devemos rezar para uma verdadeira renovação da Igreja, como quer o Santo Padre, acima de tudo na e através da Santa Missa e na veneração da Santa Eucaristia, através de uma fé aprofundada, uma digna celebração e um corajoso testemunho. Hoje, mais do que noutros tempos, nós precisamos amar e conhecer Maria para que nós amemos mais e conheçamos melhor Jesus, e O honremos mais.

Mons. Albert M. Ranjith Patabendige, Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, à Revista Radici Cristiane.

Fonte: http://fratresinunum.com/

 

 

Como se vestir para ir à Santa Missa?

Francisco Dockhorn)

Muitos hoje se perguntam, qual é a melhor forma de se vestir para participar do Santo Sacrifício da Missa. Alguns procuram responder a estes afirmando que "tanto faz, pois o que importa é o coração". Mas o que dizem os documentos oficiais da nossa Santa Mãe Igreja a respeito disso? O Catecismo da Igreja Católica (n. 1387) afirma sobre o momento da Sagrada Comunhão: "A atitude corporal - gestos, roupa - há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede."

Para compreender o porquê, (o Catecismo afirma isto a respeito das vestes) é importante compreender antes o que é a Santa Missa: Ela é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pagou pelos nossos pecados na cruz. Tal Sacrifício se torna presente na Santa Missa no momento em que o pão e o vinho tornam-se verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381). O Santo Sacrifício da Missa é incruento (ou seja, sem sofrimento nem derramamento de sangue), ou seja, é o mesmo e único Sacrifício do Calvário, tornando-se verdadeiramente presente na Santa Missa para que possamos receber os seus frutos e nos alimentar da Carne e do Sangue de Nosso Senhor. Por isso o Sagrado Magistério nos ensina que "o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. (Catecismo da Igreja Católica, 1367)

É preciso evitar, então, primeiramente as roupas que expõe o corpo de forma escandalosa, como decotes profundos, shorts curtos ou blusas que mostrem a barriga. Mas convém que se evite também tudo o que contraria, como afirma o Catecismo, a alegria, a solenidade e o respeito, isto é, banaliza o momento sagrado.

O bom senso nos mostra, por exemplo, que partindo do princípio da solenidade, é melhor que se use uma calça do que uma bermuda. Ora, na nossa cultura, não se vai a um encontro social solene usando uma bermuda!

O bom senso nos mostra também que, partindo do princípio do respeito e da não-banalização do sagrado, é melhor que se evite roupas que chamam atenção para o corpo ou para elementos não relacionados com a Sagrada Liturgia. É melhor que uma mulher, por exemplo, utilize uma blusa com mangas do que uma blusa de alcinha; é melhor que utilize uma calça discreta, saia ou vestido do que uma calça estilo "mulher-gato" (isto é, apertadíssima); também é melhor que se utilize, por exemplo, uma camisa ou camiseta discreta do que uma camiseta do Internacional ou do Grêmio.

A questão se reveste de uma seriedade ainda maior quando se trata daqueles que exercem funções litúrgicas, tais como os leitores e músicos. Pois estes, além de normalmente estarem mais expostos ao público que os demais, acabam por serem também modelos.

É de acordo com este senso que até a pouco tempo atrás era comum se utilizar a expressão popular "roupa de Missa" ou "roupa de Domingo" como sinônimo da melhor roupa que se tinha. Quanto bem faria aos católicos se esta expressão fosse restaurada!

Quanto aos que afirmam que "o que importa é o coração", vale lembrar que aqui não cabe a aplicação deste princípio, pois isso implicaria colocar-se em contraposição com grande parte das normas litúrgicas da Santa Igreja, bem como com os diversos sinais e símbolos litúrgicos (paramentos, velas, incenso, gestos do corpo, etc), que partem da necessidade de se manifestar com sinais externos a fé católica a respeito do que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental, mas desprezar as atitudes externas é um erro.

A este respeito, escreveu o saudoso Papa João Paulo II: "De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. (...) Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo." (Mane Nobiscum Domine, 18)

 

Concluímos com as palavras de São Josemaria Escrivá em uma de suas fantásticas homilias, recordando seus tempos de infância: "Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor." Afirma ainda: "Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos? (Homilias sobre a Eucaristia, Ed. Quadrante)

 

Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/comovestir.html

 

 

 

Cardeal Antonio Cañizares: Chega de Missa criativa, na Igreja silêncio e oração.

 

28.12.2010 - Apresentamos nossa tradução da entrevista concedida pelo Cardeal Antonio Cañizares a Andrea Tornielli, do Il Giornale, via La Buhardilla de Jerónimo.

A liturgia católica vive “uma certa crise” e Bento XVI quer dar vida a um novo movimento litúrgico, que volte a trazer mais sacralidade e silêncio à Missa, e mais atenção à beleza no canto, na música e na arte sacra. O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, 65 anos, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, que enquanto bispo na Espanha era chamado de “o pequeno Ratzinger”, é o homem ao qual o Papa confiou esta tarefa. Nesta entevista a Il Giornale, o “ministro” da liturgia de Bento XVI revela e explica programas e projetos.

Como cardeal, Joseph Ratzinger havia lamentado uma certa pressa na reforma litúrgica pós-conciliar. Qual é a sua opinião?

A reforma litúrgica foi realizada com muita presa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação. Não se deu tempo e espaço suficiente para acolher e interiorizar os ensinamentos do Concílio; de repente, mudou-se o modo de celebrar.

Recordo bem a mentalidade então difundida: era necessário mudar, criar algo novo. Aquilo que havíamos recebido, a tradição, era visto como um obstáculo. A reforma foi entendida como obra humana, muitos pensavam que a Igreja era obra de nossas mãos e não de Deus. A renovação litúrgica foi vista como uma investigação de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então.

Como cardeal, Ratzinger havia prognosticado uma “reforma da reforma” litúrgica, palavras atualmente impronunciáveis, mesmo no Vaticano. Todavia, parece evidente que Bento XVI a deseje. É possível falar dela?

Não sei se é possível, ou se é conveniente, falar de “reforma da reforma”. O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja. Porque, como explica Bento XVI, no primeiro volume de sua Opera Omnia, em relação à liturgia se decide o destino da fé e da Igreja. Cristo está presente na Igreja através dos sacramentos. Deus é o sujeito da história, e não nós. A liturgia não é uma ação do homem, mas de Deus.

O Papa, mais que decisões impostas de cima, fala com o exemplo. Como ler as mudanças introduzidas por ele nas celebrações papais?

Acima de tudo, não deve haver nenhuma dúvida sobre a bondade da renovação litúrgica conciliar, que trouxe grandes benefícios para a vida da Igreja, como a participação mais consciente e ativa dos fiéis e a presença enriquecida da Sagrada Escritura. Mas, além destes e outros benefícios, não faltaram sombras, surgidas nos anos seguintes ao Vaticano II: a liturgia, isso é fato, foi “ferida” por deformações arbitrárias, provocadas também pela secularização que desgraçadamente atinge também dentro da Igreja. Consequentemente, em muitas celebrações já não se coloca Deus no centro, mas o homem e seu protagonismo, sua ação criativa; o papel principal é dado à assembléia. A renovação conciliar foi entendida como uma ruptura, e não como um desenvolvimento orgânico da Tradição. Devemos reavivar o espírito da liturgia e para isso são significativos os gestos introduzidos nas liturgias do Papa: a orientação da ação litúrgica, a cruz no centro do altar, a comunhão de joelhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio, a beleza na arte sacra. É também necessário e urgente promover a Adoração Eucarística: diante da presença real do Senhor, não se pode senão estar em adoração.

Quando se fala de uma recuperação da dimensão do sagrado, há sempre quem apresente tudo isso como um simples retorno ao passado, fruto de nostalgia. Como o senhor responde?

A perda do sentido do sagrado, do Mistério, de Deus, é uma das perdas de consequências mais graves para um verdadeiro humanismo. Quem pensa que reavivar, recuperar, reforçar o espírito da liturgia e a verdade da celebração é um simples retorno a um passado superado, ignora a verdade das coisas. Colocar a liturgia no centro da vida da Igreja não é em nada nostálgico, mas, pelo contrário, é garantia de estar a caminho em direção ao futuro.

Como julga o estado da liturgia católica no mundo?

Diante do risco da rotina, diante de algumas confusões, da pobreza e da banalidade do canto e da música sacra, pode-se dizer que há uma certa crise. Por isso é urgente um novo movimento litúrgico. Bento XVI, indicando o exemplo de São Francisco de Assis, muito devoto do Santíssimo Sacramento, explicou que o verdadeiro reformador é alguém que obedece a fé: não se move de maneira arbitrária e não se arroga nenhuma discricionariedade sobre o rito. Não é o dono, mas o custódio do tesouro instituído pelo Senhor e confiado a nós. O Papa, portanto, pede à nossa Congregação promover uma renovação segundo o Vaticano II, em sintonia com a tradição litúrgica da Igreja, sem esquecer a norma conciliar que prescreve não introduzir inovações exceto quando as requererem uma verdadeira e comprovada utilidade para a Igreja, com a advertência de que as novas formas, em todo caso, devem surgir organicamente das já existentes.

O que pretende fazer como Congregação?

Devemos considerar a renovação litúrgica segundo a hermêutica da continuidade na reforma indicada por Bento XVI para ler o Concílio. E para fazê-lo, é necessário superar a tendência de “congelar” o estado atual da reforma pós-conciliar, de um modo que não faz justiça ao desenvolvimento orgânico da liturgia da Igreja.

Estamos tentando levar adiante um grande empenho na formação dos sacerdotes, seminaristas, consagrados e fiéis leigos, para favorecer a compreensão do verdadeiro significado das celebrações da Igreja. Isso requer uma adequada e ampla instrução, vigilância e fidelidade nos ritos, e uma autêntica educação para vivê-los plenamente. Este empenho será acompanhado pela revisão e pela atualização dos textos introdutórios de diversas celebrações. Somos conscientes também de que dar impulso a este novo movimento não será possível sem uma renovação pastoral da iniciação cristã.

Uma perspectiva que deveria ser aplicada também à arte e à música…

O novo movimento litúrgico deverá fazer descobrir a beleza da liturgia. Por isso, abriremos uma nova seção em nossa Congregação dedicada à “Arte e música sacra” a serviço da liturgia. Isso nos levará a oferecer, o quanto antes, critérios e orientações para a arte, canto e música sacras. Como também pensamos em oferecer o mais rápido possível critérios e orientações para a pregação.

Nas Igrejas desaparecem os genuflexórios, a Missa às vezes é ainda um espaço aberto à criatividade, são cortadas inclusive as partes mais sagradas do cânon. Como inverter esta tendência?

A vigilância da Igreja é fundamental e não deve ser considerada como algo inquisitório ou repressivo, mas como um serviço. Em todo caso, devemos tornar todos conscientes da exigência, não só dos direitos dos fiéis, mas também dos “direitos de Deus”.

Existe também o risco oposto, isto é, o de se crer que a sacralidade da liturgia depende da riqueza dos paramentos: uma posição fruto de esteticismo, que parece ignorar o coração da liturgia…

A beleza é fundamental, mas é algo muito distintivo de um esteticismo vazio, formalista e estéril, no qual se cai às vezes. Existe o risco de se acreditar que a beleza e a sacralidade da liturgia dependem da riqueza ou da antiguidade dos paramentos. É necessária uma boa formação e uma boa catequese baseada no Catecismo da Igreja Católica, evitando também o risco oposto, o da banalização, e atuando com decisão e energia quando se recorre a costumes que tiveram seu sentido no passado, mas que atualmente não têm ou não contribuem de nenhum modo para a verdade da celebração.

 

Poderia nos dar alguma indicação concreta sobre o que poderia mudar na liturgia?

Mais que pensar em mudanças, devemos nos comprometer em reavivar e promover um novo movimento litúrgico, seguindo o ensinamento de Bento XVI; a reavivar o sentido do sagrado e do Mistério, pondo Deus no centro de tudo. Devemos impulsionar a Adoração Eucarística, renovar e melhorar o canto litúrgico, cultivar o silêncio, dar mais espaço à meditação. Disso surgirão as mudanças…

Fonte: http://fratresinunum.com/

 

 

Saiba o que deve e o que não deve ser feito na celebração da Missa.

 

Vaticano - A instrução Redemptionis Sacramentum, descreve detalhadamente como se deve celebrar a Eucaristia e o que pode ser considerado "abuso grave" durante a cerimônia. Aqui lhes oferecemos um resumo das normas que o documento recorda a toda a Igreja.

No Capítulo I sobre a “ordenação da Sagrada Liturgia” afirma que:

Compete à Sé Apostólica ordenar a sagrada Liturgia da Igreja universal, editar os livros litúrgicos, revisar suas traduções a línguas vernáculas e vigiar para que as normas litúrgicas sejam fielmente cumpridas.

Os fiéis têm direito a que a autoridade eclesiástica regule a sagrada Liturgia de forma plena e eficaz, para que nunca seja considerada a liturgia como propriedade privada de alguém.

O Bispo diocesano é o moderador, promotor e custódio de toda a vida litúrgica. A ele corresponde dar normas obrigatórias para todos sobre matéria litúrgica, regular, dirigir, estimular e algumas vezes também repreender.

Compete ao Bispo diocesano o direito e o dever de visitar e vigiar a liturgia nas igrejas e oratórios situados em seu território, também aqueles que sejam fundados ou dirigidos pelos citados institutos religiosos, se os fiéis recorrem a eles de forma habitual.

Todas as normas referentes à liturgia, que a Conferência de Bispos determine para seu território, conforme as normas do direito, devem se submeter a recognitio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, sem a qual, carecem de valor legal.

No Capítulo II sobre a “participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia”, estabelece que: a participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia, e nos outros ritos da Igreja, não pode ser equivalente a uma mera presença, mais ou menos passiva, mas deve ser valorizada como um verdadeiro exercício da fé e da dignidade batismal.

A força da ação litúrgica não está na mudança freqüente dos ritos, mas, verdadeiramente, em aprofundar na palavra de Deus e no mistério que se celebra.

Entretanto, não se diz necessariamente que todos devam realizar outras coisas, em sentido material, além dos gestos e posturas corporais, como se cada um tivesse que assumir, necessariamente, uma tarefa litúrgica específica; embora convenha que se distribuam e realizem entre várias pessoas as tarefas ou diversas partes de uma mesma tarefa.

Alenta a participação de leitores e acólitos que estejam devidamente preparados e sejam recomendáveis por sua vida cristã, fé, costumes e fidelidade ao Magistério da Igreja.

Recomenda a presença de crianças ou jovens coroinhas que realizem algum serviço junto ao altar, como acólitos, e recebam uma catequese conveniente, adaptada a sua capacidade, sobre esta tarefa. A esta classe de serviço ao altar podem ser admitidas meninas ou mulheres, segundo o parecer do Bispo diocesano e observando as normas estabelecidas.

No Capítulo 3, sobre a “celebração correta da Santa Missa” especifica sobre:

 

A matéria da Santíssima Eucaristia

 

O pão a ser consagrado deve ser ázimo, apenas de trigo e feito recentemente. Não podem ser usadas cereais, substâncias diferentes do trigo. É um abuso grave introduzir em sua fabricação frutas, açúcar ou mel.

As hóstias devem ser preparadas por pessoas honestas, especialistas na elaboração e que disponham dos instrumentos adequados.

As frações do pão eucarístico devem ser repartidas entre os fiéis, mas quando o número deste excede as frações deve-se usar hóstias pequenas.

O vinho do Sacrifício deve ser natural, do fruto da videira, puro e sem corromper, sem mistura de sustâncias estanhas. Na celebração deve ser misturado com um pouco de água. Não deve ser admitida, sob nenhum pretexto, outra bebida de qualquer gênero.

 

A Oração Eucarística

 

Só podem ser utilizadas as Orações Eucarísticas do Missal Romano ou as aprovadas pela Sé Apostólica. Os sacerdotes não têm o direito de compor orações eucarísticas, mudar o texto aprovado pela Igreja, nem utilizar outros, compostos por pessoas privadas.

É um abuso que algumas partes da Oração Eucarística sejam pronunciadas pelo diácono, por um ministro leigo, bem como por um só ou todos os fiéis juntos. A Oração Eucarística deve ser pronunciada em sua totalidade, e somente, pelo sacerdote.

O sacerdote não pode partir a hóstia no momento da consagração.

Na Oração Eucarística não se pode omitir a menção do Sumo Pontífice e do Bispo diocesano.

 

As outras partes da Missa

 

Os fiéis têm o direito de ter uma música sacra adequada e idônea e que o altar, os paramentos e os panos sagrados, segundo as normas, resplandeçam por sua dignidade, nobreza e limpeza.

Os textos da Liturgia não podem ser mudados.

A liturgia da palavra não pode ser separada da liturgia eucarística, nem celebradas em lugares e tempos diferentes.

A escolha das leituras bíblicas deve seguir as normas litúrgicas. Não está permitido omitir ou substituir, arbitrariamente, as leituras bíblicas prescritas nem mudar as leituras e o salmo responsorial com outros textos não bíblicos.

A leitura evangélica fica reservada ao ministro ordenado. Um leigo, ainda que seja religioso, não deve proclamar a leitura evangélica na celebração da Missa.

A homilia nunca poderá ser feita por um leigo. Tampouco os seminaristas, estudantes de teologia, assistentes pastorais nem qualquer membro de alguma associação de leigos.

A homilia deve iluminar desde Cristo os acontecimentos da vida, sem esvaziar o sentido autêntico e genuíno da Palavra de Deus, por exemplo, tratando apenas de política ou de temas profanos, ou usando como fonte idéias que provém de movimentos pseudo-religiosos.

Não se pode admitir um “Credo” ou Profissão de fé que não encontre nos livros litúrgicos devidamente aprovados.

As oferendas, além do pão e do vinho, também podem compreender outros dons. Estes últimos devem ser colocados em um lugar conveniente, fora da mesa eucarística.

A paz deve ser dada antes de distribuir a sagrada Comunhão, lembrando que esta prática não tem um sentido de reconciliação nem de perdão dos pecados.

Sugere-se que o gesto da paz seja sóbrio e seja dado apenas aos mais próximos. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo no presbitério. Para não alterar a celebração e do mesmo modo se, por uma boa causa, deseja dar a paz a alguns fiéis. O gesto de paz é estabelecido pela Conferência de Bispos, com o reconhecimento da Sé Apostólica, “segundo a idiossincrasia e os costumes do lugar”.

A fração do pão eucarístico deve ser feita somente pelo sacerdote celebrante, ajudado, se for o caso, pelo diácono ou por um concelebrante, mas nunca por um leigo. Esta começa depois de dar a paz, enquanto se diz o “Cordeiro de Deus”.

É preferível que as instruções ou testemunhos expostos por um leigo sejam feitas fora da celebração da Missa. Seu sentido não deve ser confundido com a homilia, nem suprimi-la.

 

 

 

União de vários ritos com a celebração da missa.

 

Não se permite a união da celebração eucarística com outros ritos quando o que será acrescentado tem um caráter superficial e sem importância.

Não é lícito unir o Sacramento da Penitência com a Missa e fazer uma única ação litúrgica. Entretanto, os sacerdotes, independentemente dos que celebram a Missa, sim podem escutar confissões, inclusive nos mesmo lugar onde se celebra a Missa. Isto deve ser feito de maneira adequada. A celebração da Missa não pode ser intercalada como acrescentado a uma ceia comum, nem se unir com qualquer tipo de banquete. A Missa não deve ser celebrada, salvo por uma grave necessidade, sobre uma mesa de jantar, ou na sala de jantar, ou no lugar que seja utilizado para uma recepção, nem em qualquer sala onde haja alimentos. Os participantes da Missa não podem sentar-se à mesa durante a celebração.

Não está permitido relacionar a celebração da Missa com acontecimentos políticos ou mundanos, ou com outros elementos que não concordem plenamente com o Magistério.

Não se deve celebrar a Missa pelo simples desejo de ostentação ou celebrá-la segundo o estilo de outras cerimônias, especialmente profanas.

Não devem ser introduzidos ritos tirados de outras religiões na celebração da Missa.

No capítulo 4, sobre a “Sagrada Comunhão”, são apresentadas disposições como:

Estando em consciência de estar em pecado grave, não se deve celebrar nem comungar sem antes recorrer à confissão sacramental, a não ser que seja por um motivo grave e não haja oportunidade de confessar-se.

Deve-se vigiar para que não se aproximem à sagrada Comunhão, por ignorância, os não católicos ou, até mesmo, os não cristãos.

A primeira Comunhão das crianças deve ser sempre precedida da confissão e absolvição sacramental. A primeira Comunhão sempre deve ser administrada por um sacerdote e nunca fora da celebração da Missa.

O sacerdote não deve prosseguir a Missa até que tenha terminado a Comunhão dos fiéis.

Somente onde a necessidade o requer, os ministros extraordinários podem ajudar o sacerdote celebrante.

Pode-se comungar de joelhos ou de pé, segundo estabeleça a Conferência de Bispos, com a confirmação da Sé Apostólica.

Os fiéis têm sempre direito a escolher se desejam receber a Comunhão na boca, mas se o que vai comungar quiser receber o Sacramento na mão, a Comunhão deve ser dada. Se existe perigo de profanação, o sacerdote não deve distribuir aos fiéis a Comunhão na mão. Os fiéis não devem tomar a hóstia consagrada nem o cálice sagrado por si mesmo, muito menos passá-los entre si de mão em mão.

Os esposos, na Missa matrimonial, não devem administrar-se de modo recíproco a sagrada Comunhão.

Não deve ser distribuída de maneira de Comunhão, durante a Missa ou antes dela, hóstias não consagradas, outros comestíveis ou não comestíveis.

Para comungar, o sacerdote celebrante ou os concelebrantes não devem esperar que termine a comunhão do povo.

Se um sacerdote ou diácono entrega aos concelebrantes a hóstia sagrada ou o cálice, não deve dizer nada, quer dizer, não pronuncia as palavras “o Corpo de Cristo” ou “o Sangue de Cristo”.
Para administrar aos leigos a Comunhão sob as duas espécies, devem levar em conta, convenientemente, as circunstâncias, sobre as quais devem julgar em primeiro lugar os Bispos diocesanos.

Deve excluir totalmente a administração da Comunhão sob as duas espécies quando exista perigo, até mesmo pequeno, de profanação.

A comunhão não deve ser administrada com cálice aos leigos onde: 1) seja tão grande a quantidade de vinho para a Eucaristia e exista o perigo de que sobre tanta quantidade de Sangue de Cristo, que deva ser consumida no final da celebração»; 2) o acesso ordenado ao cálice só seja possível com dificuldade; 3) seja necessária tal quantidade de vinho que seja difícil poder conhecer sua qualidade e proveniência; 4) quando não esteja disponível um número suficiente de ministros sagrados nem de ministros extraordinários da sagrada Comunhão que tenham a formação adequada; 5) onde uma parte importante do povo não queira participar do cálice por diversos motivos.

Não se permite que o comungante molhe por si mesmo a hóstia no cálice, nem recebe na mão a hóstia molhada. A hóstia que a ser molhada deve ser feita de matéria válida e estar consagrada. Está absolutamente proibido o uso de pão não consagrado ou de outra matéria.

No capítulo 5, sobre “outros aspectos que se referem à Eucaristia”, esclarece que:

A celebração eucarística deve ser feita em lugar sagrado, a não ser que, em algum caso particular, a necessidade exija outra coisa.

Nunca é lícito a um sacerdote celebrar a Eucaristia em um templo ou lugar sagrado de qualquer religião não cristã.

Sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo sacrifício em latim.

É um abuso suspender de forma arbitrária a celebração da Santa Missa em favor do povo, sob o pretexto de promover o “jejum da Eucaristia”.

Reprova-se o uso de copos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros copos de cristal, cerâmica, e outros materiais, que podem quebrar facilmente.

A vestimenta própria do sacerdote celebrante é a casula revestida sobre a alva e a estola. O sacerdote que se reveste com a casula deve colocar a estola.

Reprova-se o não uso das vestimentas sagradas, ou vestir apenas a estola sobre o cíngulo monástico, ou o hábito comum dos religiosos, ou a vestimenta comum. No capítulo 6, o documento trata sobre “a reserva da Santíssima Eucaristia e seu culto fora da Missa”. E nos lembra que:

O Santíssimo Sacramento deve ser reservado em um sacrário, na parte mais nobre, insigne e destacada da igreja, e no lugar mais apropriado para a oração.

Está proibido reservar o Santíssimo Sacramento em lugares que não estão sob a segura autoridade do Bispo ou onde exista perigo de profanação.

Ninguém pode levar a Sagrada Eucaristia para casa ou a outro lugar.

Não se exclui a oração do terço diante da reserva eucarística ou do santíssimo Sacramento exposto.
O Santíssimo Sacramento nunca deve permanecer exposto sem suficiente vigilância, nem sequer por um período muito curto.

É um direito dos fiéis visitar freqüentemente o Santíssimo Sacramento. É conveniente não perder a tradição de realizar procissões eucarísticas.

O capítulo 7 versa sobre “os ministérios extraordinários dos fiéis leigos”. Ali o documento especifica que:

As tarefas pastorais dos leigos não devem assemelhar-se à forma do ministério pastoral dos clérigos. Os assistentes pastorais não devem assumir o que propriamente pertence ao serviço dos ministros sagrados.

Somente por verdadeira necessidade pode-se recorrer ao auxilio de ministros extraordinários na celebração Liturgia.

Nunca é lícito aos leigos assumir as funções ou as vestimentas do diácono ou do sacerdote, ou outras vestes semelhantes.

Se habitualmente há um número suficiente de ministros sagrados, não se podem designar ministros extraordinários da sagrada Comunhão. Em tais circunstâncias, os que foram designados para este ministério, não devem exercê-lo.

Está reprovado o costume de sacerdotes que, apesar de estarem presentes na celebração, absterem-se de distribuir a comunhão, encomendando esta tarefa a leigos.

Ao ministro extraordinário da sagrada Comunhão nunca está permitido delegar a nenhum outro a administrar a Eucaristia.

Os leigos têm direito a que nenhum sacerdote, a menos que exista verdadeira impossibilidade, rejeite celebrar a Missa em favor do povo, ou que esta seja celebrada por outro sacerdote, se de diferente modo não se pode cumprir o preceito de participar da Missa, no domingo e outros dias estabelecidos.

Quando falta o ministro sagrado, o povo cristão tem direito a que o Bispo, na medida do possível, procure que se realize alguma celebração dominical para essa comunidade.

É necessário evitar qualquer confusão entre este tipo de reuniões e a celebração eucarística.
O clérigo que foi afastado do estado clerical está proibido de exercer a potestade da ordem. Não está permitido celebrar os sacramentos. Os fiéis não podem recorrer a ele para a celebração. O capítulo 8 está dedicado aos Remédios:

Qualquer católico tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ao Bispo diocesano ou o Ordinário competente de igual direito, ou à Sé Apostólica, em virtude da primazia do Romano Pontífice.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/christi/06.htm

 

 

Sem sacerdotes não há Eucaristia e sem Eucaristia não há Igreja, diz Cardeal Cañizares.

 

03.06.2010 - No Simpósio Teológico do I Congresso Eucarístico e Mariano de Lima (CEM 2010) inaugurado nesta terça-feira, 1 de junho, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que "sem sacerdotes não há Eucaristia e sem Eucaristia não há Igreja"; e advertiu que "renovar o sentido eucarístico é garantia de um futuro para a Igreja". Diante de 2 mil participantes, no evento organizado pela Arquidiocese de Lima - auditório do colégio San Agustín - na capital peruana, o Cardeal recordou que a Eucaristia é fonte e cume da vida de todo cristão e que "a Igreja é sacramento vivo e eficaz da união com Deus e da unidade de todo o gênero humano" e que esta união "somente é possível pela participação do Corpo de Cristo. Isto acontece na Eucaristia". "Somente é possível a Eucaristia pelo sacerdócio. Por conseguinte, só com os sacerdotes existe Igreja", advertiu.

"Os sacerdotes – recalcou – somos necessário não para que funcione a Igreja ou para que esteja bem organizada ou para ensinar uma doutrina. Somos sacerdotes para que haja Eucaristia. Se não recuperarmos isto não haverá vocações. Assim colocamos o futuro em jogo".

Do mesmo modo, o Cardeal Cañizares sublinhou a centralidade do sacrifício de Cristo na Eucaristia que em muitos lugares se viu "reduzido ao banquete, a celebração da comunidade, a uma lembrança, mas não ao sacrifício mesmo de Cristo que se entrega por nós na Cruz. Sem isto não entendemos nada da Eucaristia e não celebramos nada mais que a nós mesmos".

"Secularizamo-nos e acreditamos que tudo era criatividade do homem. O que importa é que seja atrativo. Não. O que importa é que o mistério seja reconhecido, que o mistério seja celebrado. Deve-se ter presente o direito de Deus. Deus nos diz como deve ser realizado o mistério, a celebração", advertiu.

Por isso, depois de recordar o espírito de renovação eclesiástica que propôs o Concílio Vaticano II, o Cardeal ressaltou que em ordem de prioridades os padres conciliares propuseram a renovação litúrgica porque "não podemos entender a Gaudium et Spes se não sobre a base onde tudo se fundamenta: a Eucaristia".

"Não haverá uma Igreja da Gaudium et Spes se não for uma Igreja da Sacrosanctum Concilium. Por isso o Papa põe grande interesse na liturgia. Por isso, quando se interpreta (a renovação) em mudanças meramente rituais é não entender nada do que o Santo Padre está nos dizendo", adicionou.

"Fazer a renovação não é fazer cada dia uma fantoche diferente. É fazer que se possa celebrar o mistério de fé que acontece. Essa renovação deve expressar tudo o que é a realidade do mistério. O culto se perverte quando se oferece uma festa na que a comunidade oferece a si mesma. O princípio é que Deus ocupe o lugar central", indicou.

Finalmente, o Cardeal Cañizares recordou que na comunhão não somos nós os que assimilamos (a Cristo), "mas é Ele quem assimila a si" por isso "somos arrancados da individualidade. Assim a Eucaristia tem um caráter social".

"Celebrar a Eucaristia é realizar a renovação da sociedade. Por isso, renovar o sentido eucarístico é garantia de um futuro para a Igreja. Aqui está o verdadeiro perigo para uma humanidade que não reconhece a Deus".

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

Sem sacerdotes o mundo perece, afirma Cardeal Arcebispo de Toledo, na Espanha.

 

10.07.2007 - O Arcebispo de Toledo, Cardeal Antonio Cañizares, assegurou que "fazem falta sacerdotes, muitos sacerdotes, sem os quais o mundo perece, e não exagero, porque falta Jesus Cristo, Eucaristia, o amor que enche tudo e que salva todos os homens", em sua homilia da Missa de ordenação de novos presbíteros para a diocese que dirige.

O Cardeal disse que "atravessamos tempos nada fáceis, olhemos por onde olhemos, estamos passando uma época em que a fé está sendo submetida a provas extremas" e por isso pediu aos novos sacerdotes que cumpram sua missão "sem complexos, sem nenhum complexo, nada de covardias, singelos, seguros e, por isso mesmo, felizes". Também exigiu que não tratassem de erigir-se nos donos da comunidade a que sejam enviados, que não se aliem com os poderes e que não sejam ingênuos, "sabendo que os lobos são lobos".

"São muitos lobos os que hoje estão espreitando o rebanho de Deus, à Igreja, não sejam ingênuos ante correntes de pensamento, ante adulações, ante os poderes deste mundo: são lobos que tratam de arrebatar com freqüência do coração dos homens a riqueza de Cristo", advertiu.

Depois de recordar que "a Igreja caminha sem alforjes" e que "não nos amedrontam mais com a ameaça de que podem tirar nossos alforjes", o Cardeal explicou que "a Igreja sabe viver em pobreza" e não se vende "por riquezas, por facilidades (...).”

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

A Missa não pode se converter em um espetáculo, adverte Cardeal Urosa.

 

03.08.2011 - O Arcebispo de Caracas (Venezuela), Cardeal Jorge Urosa Savino, exortou os sacerdotes a cultivarem o amor à Eucaristia e a respeitar "a estrutura e a natureza da Missa: não podemos mudá-la ao nosso arbítrio; não podemos inventar as orações; não podemos banalizá-la com superficialidade e convertê-la em um espetáculo".

O Cardeal fez este chamado durante uma ordenação sacerdotal celebrada neste 30 de julho na Catedral Metropolitana. "A Eucaristia é o maior tesouro da Igreja, pois neste sacramento admirável está contido não simplesmente a graça de Deus, mas o próprio autor da graça", disse o Cardeal, e indicou aos ordenandos que estão chamados a fazer presente a Cristo mediante a proclamação da palavra, a celebração da Eucaristia e o serviço como bom pastor. "Sim, meus queridos irmãos: como Igreja, corpo vivo de Cristo na história, estamos chamados a fazer presente a Cristo no mundo", acrescentou. Do mesmo modo, recordou que o sacerdote, ao "atuar na pessoa de Cristo para a salvação das almas (…), é o único que pode presidir a Eucaristia. Daí vem a frase eclesiástica tão conhecida: ‘sem sacerdócio não há eucaristia’".

O Cardeal Urosa indicou que isto "leva também a considerar a santidade a que está chamado o presbítero", e a não conformar-se "com uma vida espiritual medíocre, morna; está chamado a ir pelo caminho de Cristo, a viver suas palavras a fundo". "Queridos ordenandos, e queridos irmãos sacerdotes: de maneira particular quero convidá-los a ser fiéis em sua consagração a servir ao Senhor para sempre no celibato", acrescentou.

Finalmente, o Cardeal reiterou seu chamado para que se aprecie "altamente a Cristo sacramentado presente em nossos sacrários, e lhe rendamos a homenagem de nossa adoração: com o esplendor do sacrário, com os gestos históricos, tradicionais da adoração: a genuflexão, a oração de joelhos ante o Santíssimo, e o culto cada vez mais esplendoroso a esse augusto sacramento".

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

Abusos litúrgicos e atos nefastos: bater palmas na Santa Missa??? Danças?? Coreografias???

 

 

O abuso litúrgico é antes de tudo uma falsificação da liturgia católica, no dizer da Instrução Redemptionis Sacramentum. Todo católico tem o direito de ver celebrada a sagrada liturgia sem improvisações, sem experimentação, de acordo com as normas estabelecidas pela Santa Sé.  

 ATENÇÃO: Conversas, barulho, alvoroço, danças... Nada disso combina com a missa. Certamente haverá locais e circunstâncias propícias para extravasar a alegria de ser cristão. Na missa, vale a "regra de ouro": o que não caberia fazer no Calvário, não cabe fazer na missa.

Estamos diante do sacrifício do Filho de Deus! No altar, Jesus oferece-se ao Pai como vítima, por nossos pecados. Portanto, conversar com o vizinho, atender chamadas de celulares, bater palmas ou fazer coreografias, danças, etc., nada disso é próprio na missa. Este tipo de atitude, podemos chamar de atos nefastos e profanos na celebração da renovação do sacrifício do calvário.

Na chamada "Missa Nova" do rito ordinário, por exemplo, há orações que são próprias e exclusivas do sacerdote. No caso específico, rezam o "Por Cristo, com Cristo, em Cristo...", a doxologia com que o sacerdote encerra a anáfora (a parte central da missa). Só o padre pode pronunciá-la. Mesmo que o celebrante convide ("todos juntos!", etc.) os fiéis deverão ficar em silêncio e responder, ao final, o solene "amém" (cf. IGMR 151).

Os leigos também não devem rezar a oração da paz ("Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz..."). Só o sacerdote pronuncia essa oração.

Há que se distinguir os papéis do sacerdote e do leigo na missa: "Deve-se evitar o perigo de obscurecer a complementaridade entre a ação dos clérigos e dos leigos, para que as tarefas dos leigos não sofram uma espécie de «clericalização», como se fala, enquanto os ministros sagrados assumem indevidamente o que é próprio da vida e das ações dos fiéis leigos". (Redemptionis Sacramentum).

Fonte: http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/479/39/

 

Papa aos padres: retornai para o confessionário

05.05.2010 - Nas últimas décadas, foram lançadas tendências orientadas a fazer prevalecer, na identidade e na missão do sacerdote, a dimensão do anúncio, separando-a daquela da santificação; frequentemente afirmou-se que seria necessário superar uma pastoral meramente sacramental. Mas é possível exercitar autenticamente o Ministério sacerdotal “superando” a pastoral sacramental? O que significa exatamente para os sacerdotes evangelizar, em que consiste o chamado primeiro do anúncio? Conforme relatam os Evangelhos, Jesus afirma que o anúncio do Reino de Deus é o objetivo de sua missão; esse anúncio, no entanto, não é apenas um “discurso”, mas inclui, ao mesmo tempo, o seu próprio agir; os sinais, milagres que Jesus realiza indicam que o Reino surge como realidade presente e que coincide, ao final, com a sua própria pessoa, com o dom de si mesmo, como ouvimos hoje na leitura do Evangelho. E o mesmo vale para o ministro ordenado: ele, o sacerdote, representa Cristo, o Enviado do Pai, continua a sua missão, mediante a “palavra” e o “sacramento”, nesta totalidade de corpo e alma, de sinal e palavra. Santo Agostinho, em uma carta ao Bispo Onorato di Thiabe, referindo-se aos sacerdotes, afirma: “Façamos, então, os servos de Cristo, ministros da Palavra e do Sacramento d’Ele, o que ele ordenou ou permitiu” (Epist. 228, 2). É necessário refletir se, em alguns casos, o ter subestimado o verdadeiro exercício do munus sanctificandi não tenha, talvez, representado um enfraquecimento da própria fé na eficácia salvífica dos Sacramentos e, em definitivo, no operar atual de Cristo e do Seu Espírito, através da Igreja, no mundo.

[...]

Quem, então, salva o mundo e o homem? A única resposta que podemos dar é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde se atualiza o Mistério da morte e ressurreição de Cristo, que traz a salvação? Na ação de Cristo através da Igreja, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente a oferta sacrifical redentora do Filho de Deus, no Sacramento da Reconciliação, em que da morte do pecado se vai à vida nova, e em todo o ato sacramental de santificação (cf. Presbyterorum Ordinis, 5). É importante, então, promover uma catequese adequada para ajudar os fiéis a compreender o valor dos Sacramentos, mas também é necessário, seguindo o exemplo do Santo Cura d’Ars, ser disponíveis, generosos e atentos no doar aos irmãos os tesouros da graça que Deus colocou em nossas mãos, e dos quais não somos os “mestres”, mas tutores e administradores. Sobretudo neste nosso tempo, em que, de um lado, parece que a fé vai enfraquecendo-se e, por outro, emerge uma profunda necessidade e uma ampla busca de espiritualidade, é necessário que todo o sacerdote recorde que, na sua missão, o anúncio missionário e o culto e adoração e os sacramentos não estão mais separados e promova uma saudável pastoral sacramental, para formar o Povo de Deus e ajudá-lo a viver plenamente a Liturgia, o culto da Igreja, os Sacramentos como dons gratuitos de Deus, atos livres e eficazes de sua ação salvadora.

[...]

A verdade segundo a qual no sacramento “não somos nós homens a fazer qualquer coisa” diz respeito, e deve dizer respeito, também à consciência sacerdotal: cada sacerdote sabe bem que é um instrumento necessário para o agir salvífico de Deus, mas ainda assim sempre instrumento. Tal consciência deve torná-los humildes e generosos na administração dos Sacramentos, no respeito às normas canônicas, mas também na profunda convicção de que sua missão é garantir que todos os homens, unidos a Cristo, possam oferecer-se a Deus como hóstia viva e santa apreciada por Ele (cf. Rm 12,1).

[...]

Queridos sacerdotes, vivei com alegria e amor a Liturgia e o culto: é ação que o ressuscitado realiza no poder do Espírito Santo em nós, com nós e por nós. Desejo renovar o apelo feito recentemente para “retornar para o confessionário, como lugar no qual celebrar o Sacramento da Reconciliação, mas também como lugar em que ‘habitar’ com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, ao lado da Presença real na Eucaristia” (Discurso à Penitenciaria Apostólica, 11 de março de 2010). E desejo também convidar todo o sacerdote para celebrar e viver com intensidade a Eucaristia, que está no coração do ofício de santificar; é Jesus que deseja estar conosco, viver em nós, doar-se a si mesmo, mostrar-nos a infinita misericórdia e ternura de Deus; é o único Sacrifício de amor de Cristo que se faz presente, se realiza entre nós e leva rumo ao trono da Graça, à presença de Deus, abraça a humanidade e nos une a Ele (cf. Discurso ao Clero de Roma, 18 de fevereiro de 2010)

Fonte: http://fratresinunum.com

 

 

 

 

Espanha: Bispo pede aos fiéis que não tenham medo de confessar seus pecados.

 

08.07.2012 - O bispo de Solsona, Xavier Novell, pediu a todos os seus reitores que deixem a fórmula da confissão “em fila”, na qual os fiéis verbalizam um pecado genérico e recebem a absolvição, e que distribuam “confessores suficientes” que permitam e ajudem aos fiéis a confessarem integramente seus pecados.

Em seu artigo semanal de hoje, o bispo mais jovem da Espanha explica: “uma boa confissão requer: exame de consciência, contrição, propósito de emenda, acusação dos pecados, absolvição e cumprimento da penitência”.

“Todos sabemos — acrescenta — que o elemento mais difícil é confissão dos pecados: a manifestação verbal e integral dos pecados cometidos”.

Segundo o prelado, esta dificuldade é a que provocou “uma diminuição da celebração individual do sacramento da penitência e o nascimento e proliferação das celebrações comunitárias do perdão, nas quais não é preciso manifestar os pecados ao confessor”.

O bispo recorda que desde alguns anos algumas paróquias organizam celebrações comunitárias em que os fiéis podem acusar-se breve, mas integramente dos pecados, mas lamenta que ainda existam paróquia nas quais estas celebrações “não facilitam tal acusação”.

Ele se refere, concretamente, às chamadas confissões “em fila” em que os fiéis se aproximam do confessor em fila e verbalizam uma acusação genérica, por exemplo, “padre, perdoai-me porque pequei” ou “acuso-me de egoísmo e de orgulho”, e recebem a absolvição individual.

O bispo Novell não está de acordo com esta fórmula, motivo pelo qual em sua coluna semanal, intitulada com a exclamação “Acusar-se dos pecados!”, informa que pediu aos reitores “que deixem esta fórmula da fila e organizem celebrações nas quais haja confessores suficientes distribuídos por toda a igreja, que permitam e ajudem aos fiéis a confessar integramente seus pecados e a receber frutuosamente o perdão”.

“Peço a todos os fiéis que não tenham medo de confessar seus pecados”, e faz referência a seu artigo escrito da próxima semana para “explicar a grande diferença entre acusar-se ou não dos próprios pecados no marco do sacramento do perdão”. (RD/Efe)

Fonte: http://fratresinunum.com/

 

 

 

Vaticano publica importante documento sobre confissão

 

14.07.2011 - O Vaticano acaba de publicar o documento "O sacerdote, confessor e diretor espiritual: Ministro da misericórdia divina", um manual de instruções sobre como ser bons confessores, elaborado pela Congregação para o Clero.

O texto leva as assinaturas do Prefeito do dicastério, Cardeal Mauro Piacenza e o secretário, Dom Celso Morga, que fizeram votos para que "os sacerdotes possam descobrir de novo o valor pastoral destes meios simples, muito comuns, que parece que não têm força pastoral, mas que são muito potentes se sabemos administrar bem e se valorizarmos o estar disponíveis para administrá-los".

A primeira parte do texto explica no que consiste o sacramento da Penitência e dá indicações práticas sobre como administrá-lo e recebê-lo melhor. Por exemplo, inclui um exame de consciência só para sacerdotes.

"Que os sacerdotes sejam muito disponíveis para as confissões e a direção espiritual e que ao mesmo tempo, eles, também eu, confessemo-nos freqüentemente e tenhamos a direção espiritual", disse Dom. Morga.

A segunda metade do texto explica a doutrina sobre a direção espiritual, ensina a ajudar a outras almas, e como deixar-se ajudar por um diretor espiritual.

Bento XVI está decidido a dar ele mesmo o exemplo sobre o valor do sacramento da confissão e a direção espiritual. Ele o fará com um gesto bastante expressivo: este verão se sentará em um confessionário durante a Jornada Mundial da Juventude de Madrid e administrará este Sacramento a vários jovens.

"É necessário voltar ao confessionário, como lugar no qual celebrar o sacramento da reconciliação, mas também como lugar onde" habitar "com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, ao lado da Presença real na Eucaristia".

Com estas palavras, o Santo Padre Bento XVI se dirigia durante o recente Ano sacerdotal aos confessores, indicando a todos e cada um a importância e a conseguinte urgência apostólica de redescobrir o Sacramento da Reconciliação, tanto na qualidade de penitentes, como na qualidade de ministros.

O texto completo em português pode ser visto ou baixado na página da Congregação para o Clero: http://www.clerus.org/clerus/dati/2011-05/2013/Sussidio_per_Confessori_pt.

Fonte: http://www.cleofas.com.br e http://www.rainhadosapostolos.com

 

 

 

Guarda: População critica padres por «falta de simplicidade no modo de viver» e pede-lhes «oração intensa». Conselho Presbiteral analisou inquérito realizado pela diocese.

 

Guarda, 04 jul 2012 (Ecclesia) – Os resultados de uma pesquisa que antecedeu a assembleia de padres da Diocese da Guarda realizada em maio, criticam as manifestações de posse de bens materiais de alguns sacerdotes e pedem ao clero que reforce a sua espiritualidade.

O “inquérito dirigido às comunidades e às pessoas em geral” nota que “por vezes” falta “simplicidade no modo de viver” dos padres, a quem se pede “espírito de pobreza de tal maneira que, sem faltar o essencial, se evite o supérfluo”, assinala uma nota enviada hoje à Agência Ecclesia, pela diocese dirigida pelo bispo D. Manuel Felício.

As apreciações desfavoráveis relativamente ao comportamento dos sacerdotes estendem-se à “desigualdade no tratamento das pessoas”, “falta de linguagem compreensiva”, ocupação em “muitas tarefas” e, por vezes, “falta de tempo para o atendimento”.

A pesquisa revela que os inquiridos desejam que o padre anuncie a mensagem cristã “em linguagem simples e compreensiva”, tenha “fé viva e oração intensa”, seja “dedicado às causas sociais”, promova as “boas relações humanas” e se torne “testemunha da alegria e da esperança”.

“Agradecemos a interpelação para sermos sábios e santos”, refere a nota assinada pelo Conselho Presbiteral, organismo representativo dos padres diocesanos, acrescentando que os sacerdotes são sensíveis aos apelos “para cultivar o melhor atendimento e proximidade às pessoas”.

A motivação das comunidades católicas para a formação é uma prioridade do clero, sublinha o texto, que termina com um apelo à oração de todos os fiéis: “Dentro do espírito da verdadeira caridade pastoral, rezai por nós para sermos cada vez mais padres”.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=91640

 

 

 

Cardeal Piacenza explica crise do sacerdócio católico

 

11.10.2011 - O Prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, o Cardeal Mauro Piacenza, explicou em entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI a “crise” do sacerdócio católico que os meios seculares pretendem apresentar, assim como o que cada presbítero deve viver para ser fiel à sua vocação. Pelo seu cargo, o Cardeal Piacenza é o principal encarregado na Santa Sé, depois do Papa, de promover iniciativas para a santidade e a formação do clero: sacerdotes diocesanos e diáconos. Também se encarrega da formação religiosa de todos os fiéis, especialmente da catequese. E tem ademais um trabalho menos conhecido de conservar e administrar os bens temporais da Igreja.

O Cardeal Piacenza nasceu no dia 15 de setembro de 1944 em Gênova na Itália. Foi ordenado sacerdote no dia 21 de dezembro de 1969. Tem um doutorado em direito canônico. Foi designado Presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja em 13 de outubro de 2003 e recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de novembro desse mesmo ano.

Foi nomeado secretário da Congregação para o Clero e elevado à dignidade de Arcebispo no dia 7 de maio de 2007. Em seguida foi nomeado Prefeito da mesma Congregação no dia 7 de outubro de 2010 tendo sido criado Cardeal em 20 de novembro desse mesmo ano.

A seguir publicamos na íntegra a entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI na cidade de Los Angeles (Estados Unidos) onde o Cardeal Piacenza realizou diversas atividades, e entre elas, um encontro com os sacerdotes diocesanos desta diocese, a maior do país norte-americano.

Grupo ACI: Uma conjunção de fatos e de sobre exposição na imprensa secular criou uma “crise”, por assim dizê-lo, da imagem do sacerdote católico. Como resgatar esta imagem para o bem da Igreja?

Cardeal Piacenza: Na teologia católica, imagem e realidade jamais se separam. A imagem é curada ao curar a interioridade. Devemos curar sobre tudo “por dentro”. Não devemos preocupar-nos muito por “aparentar por fora”, mas por “ser realmente”. É fácil individualizar as regras que movem ao exterior e os conseguintes interesses entrecruzados; nós não devemos jamais esconder-nos, mas, onde seja necessário, devemos reconhecer com humildade e verdade os erros, com a capacidade de reparar, seja humanamente, seja espiritualmente, confiando mais no Senhor que nas nossas pobres forças humanas.

Assim vem o resgate! Se o sacerdote for aquilo que deve ser: homem de Deus, homem do sagrado, homem de oração e, por isso, totalmente ao serviço dos demais homens, da fé deles, do seu bem autêntico e integral, seja espiritual ou material, e do bem da comunidade como tal.

Grupo ACI: Como fazer que tantos católicos desiludidos que vêem o chamado “escândalo sexual” da Igreja entendam que isto não define em absoluto o sacerdócio ministerial nem a Igreja?

Cardeal Piacenza: É humanamente compreensível, como o Santo Padre referiu na entrevista durante o vôo da sua última viagem apostólica à Alemanha, que alguns possam pensar que não podem reconhecer-se em uma Igreja na qual acontecem certos atos infames. Entretanto, o próprio Bento XVI, naquela ocasião, convidava com claridade a ir ao fundo da natureza da Igreja, que é o Corpo vivente de Cristo ressuscitado, que prolonga no tempo sua existência e ação salvífica.

O horrível pecado de alguns não deslegitima o bom proceder de muitos, nem muda a natureza da Igreja. Certamente debilita enormemente sua credibilidade e, por isso, estamos chamados a obrar incessantemente pela conversão de cada um e por aquela radicalidade evangélica e fidelidade, que sempre devem caracterizar um autêntico Ministro de Cristo. Recordemos que para ser verdadeiramente acreditáveis é necessário crer verdadeiramente.

Grupo ACI: Alguns acreditam que esta “crise” seja ainda um argumento mais para as “reformas exigidas” sobre o modo de viver o sacerdócio. Fala-se, por exemplo, de sacerdotes casados como uma solução tanto para a solidão dos sacerdotes como para a falta de vocações sacerdotais. O que significa verdadeiramente a “reforma do clero” no pensamento e magistério do Santo Padre Bento XVI?

Cardeal Piacenza: Se aqueles que argumentam isto fossem seguidos, criariam um crack inaudito. Os remédios sugeridos agravariam terrivelmente os males e seguiriam a lógica inversa do Evangelho. Fala-se de solidão? Mas por quê? Acaso Cristo é um fantasma? A Igreja é um cadáver ou está viva? Os Santos sacerdotes dos séculos passados foram homens anormais? A santidade é uma utopia, um assunto para poucos predestinados, ou uma vocação universal, como nos recordou o Concílio Vaticano II?

Não se deve baixar e sim elevar o tom: esse é o caminho. Se a subida for árdua devemos tomar vitaminas, devemos reforçar-nos e, fortemente motivados, sobe-se com muita alegria no coração.

Vocação significa “chamada” e Deus segue chamando, mas é necessário poder escutar e, para escutar, é necessário não ter as orelhas tampadas, é necessário fazer silêncio, é necessário poder ver exemplos e sinais, é necessário olhar a Igreja como o Corpo, no qual ocorre sempre o acontecimento do Encontro com Cristo.

Para ser fiéis é necessário estar apaixonados. Obediência, castidade no celibato, dedicação total no serviço pastoral sem limite de calendário ou de horário, se estamos realmente apaixonados, não são percebidos como constrições, mas como exigências do amor que constitutivamente não poderia não doar-se. Não são tantos “nãos,” mas um grande “sim” como aquele da Santa Virgem na Anunciação.

A reforma do clero? É o que eu invoco desde que era seminarista e logo um jovem sacerdote (falo dos anos 1968 -1969) e me enche de alegria escutar como o Santo Padre invoca continuamente tal reforma como uma das mais urgentes e necessárias na Igreja. Mas recordemos que a reforma da qual se fala não é “mundana” e sim católica!

Acredito que, em uma extrema síntese, pode-se dizer que o Papa considera muito importante um clero seguro e humildemente orgulhoso da própria identidade, completamente identificado com o dom de graça recebido e pelo qual, conseguintemente, seja clara a distinção entre “Reino de Deus” e mundo. Um clero não secularizado, que não sucumbe às modas passageiras nem aos costumes do mundo. Um clero que reconheça, viva e proponha a primazia de Deus e, de tal primazia, saiba fazer descender todas as conseqüências. Mais simplesmente a reforma consiste em ser o que devemos ser e procurar cada dia chegar a ser o que somos. Trata-se então de não confiar tanto nas estruturas, nas programações humanas, mas sim e sobre tudo na força do Espírito.

Grupo ACI: Fala-se com freqüência também do “sacerdócio feminino”. De fato existe nos Estados Unidos um movimento que pretende e exige o sacerdócio e a ordenação de bispas mulheres, e que afirmam ter recebido tal mandato dos sucessores dos Apóstolos.

Cardeal Piacenza: A Tradição Apostólica, neste sentido, é de uma claridade absolutamente inequívoca. A grande e ininterrupta Tradição eclesiástica sempre reconheceu que a Igreja não recebeu de Cristo o poder de conferir a ordenação às mulheres.

Qualquer outra reivindicação tem o sabor da auto-justificação e é, histórica e dogmaticamente, infundada. Em qualquer sentido, a Igreja não pode “inovar” simplesmente porque não tem o poder para fazê-lo neste caso. A Igreja não tem um poder superior ao de Cristo!

Onde vemos comunidades não católicas guiadas por mulheres, não devemos nos maravilhar porque onde não é reconhecido o sacerdócio ordenado, a guia obviamente é confiada a um fiel leigo e, em tal caso, que diferença existe se esse fiel for homem ou mulher? A preferência de um sobre outro seria só um dado sociológico e portanto mutável, em evolução. Se fossem apenas homens então seria discriminador. A questão não é entre homens e mulheres mas entre fiéis ordenados e fiéis leigos, e a Igreja é hierárquica porque Jesus Cristo a fundou assim.

O Sacerdócio ordenado, próprio da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas, está reservado aos homens e isto não é discriminação à mulher, mas simplesmente conseqüência da insuperável historicidade do evento da Encarnação e da teologia paulina do corpo místico, no qual cada um tem seu próprio papel e se santifica e produz fruto em coerência com o próprio lugar.

Se logo depois tudo isto for interpretado em chave de poder, então estamos completamente fora do caminho, porque na Igreja só a Beata Virgem Maria é “onipotência suplicante”, como nenhum outro o é, pelo qual uma mulher é bastante mais poderosa que São Pedro. Mas Pedro e a Virgem têm papéis diferentes e ambos essenciais. Eu escutei muito isto também em não poucos ambientes da Comunhão anglicana.

Grupo ACI: Do ponto de vista das cifras e da qualidade, como aparece a Igreja Católica hoje, em comparação com seu passado recente, e como se vê no futuro?

Cardeal Piacenza: Em geral, a Igreja Católica está crescendo no mundo, sobre tudo graças à enorme contribuição dos continentes asiático e africano. Essas jovens Igrejas aportam sua fundamental contribuição em ordem à frescura da fé.

Nas últimas décadas – se me concede a expressão – estivemos jogando rugby com a fé, colidindo, e às vezes machucando-nos muito, e ao final ninguém chegou a lugar nenhum. Houve e há problemas na Igreja, mas é necessário olhar para frente com grande esperança! Nem tanto em nome de um ingênuo ou superficial otimismo, mas em nome da magnífica esperança que é Cristo, concretizada na fé cada um, na santidade de cada um e na perene autêntica reforma da Igreja.

Se o grande evento do Concílio Ecumênico Vaticano II foi um vento do Espírito que entrou pelas janelas da Igreja abertas ao mundo, é necessário reconhecer que, com o Espírito, entrou também não pouco vento mundano, gerou-se uma corrente e as folhas voaram pelos ares. Está tudo, nada se perdeu, entretanto é necessário, com paciência, voltar a pôr ordem.

Ordena-se sobre tudo afirmando com força o primado de Cristo Ressuscitado, presente na Eucaristia. Há uma grande batalha pacífica a ser feita e é a da Adoração eucarística perpétua, para que o mundo inteiro faça parte de uma rede de oração que, unida ao Santo Rosário, vivido como ruminação dos mistérios salvíficos de Cristo, junto a Maria, seja gerado e desenvolvido um movimento de reparação e penetração.

Sonho com um tempo próximo no qual não exista uma só diocese na qual não haja uma igreja ou pelo menos uma capela na qual dia e noite se adore o Amor sacramentado. O Amor deve ser amado! Em cada diocese, e melhor ainda se também em cada cidade e povoado, houvesse mãos elevadas ao céu para implorar uma chuva de misericórdia sobre todos, próximos e longínquos, então tudo mudaria. Recordam o que acontecia quando Moisés tinha as mãos elevadas e o que acontecia quando as deixava cair? Jesus veio para trazer o fogo e seu desejo é que arda em todo lugar para exista a civilização do amor.

Este é o clima da reforma católica, o clima para a santificação do clero e para o crescimento de santas vocações sacerdotais e religiosas, este é o clima para o crescimento de famílias cristãs, verdadeiras igrejas domésticas, eis o clima para a colaboração de fiéis leigos e clérigos.

Sim, porém é preciso acreditar em tudo isto verdadeiramente e nos Estados Unidos sempre houve e ainda há muitos recursos prometedores. Adiante!

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

 

Bento XVI: “A revisão das formas litúrgicas manteve-se a um nível exterior e a «participação ativa» foi confundida com o agitar-se externamente”.

 

O Congresso realiza-se também num período em que a Igreja se prepara, em todo o mundo, para celebrar o Ano da Fé, que assinalará o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, um evento que lançou a mais extensa renovação que o Rito Romano já conheceu. Com base numa apreciação cada vez mais profunda das fontes da Liturgia, o Concílio promoveu a participação plena e ativa dos fiéis no Sacrifício Eucarístico. Hoje, olhando os desejos então expressos pelos Padres Conciliares sobre a renovação litúrgica à luz da experiência da Igreja universal no período transcorrido, é claro que uma grande parte foi alcançada; mas vê-se igualmente que houve muitos equívocos e irregularidades. A renovação das formas externas, desejada pelos Padres Conciliares, visava tornar mais fácil a penetração na profundidade íntima do mistério; o seu verdadeiro objetivo era levar as pessoas a um encontro pessoal com o Senhor presente na Eucaristia, e portanto com o Deus vivo, de modo que, através deste contato com o amor de Cristo, o amor mútuo dos seus irmãos e irmãs também pudesse crescer. Todavia, não raro, a revisão das formas litúrgicas manteve-se a um nível exterior e a «participação ativa» foi confundida com o agitar-se externamente. Por isso, ainda há muito a fazer na senda duma real renovação litúrgica. Num mundo em mudança, obcecado cada vez mais com as coisas materiais, precisamos de aprender a reconhecer de novo a presença misteriosa do Senhor Ressuscitado, o único que pode dar respiração e profundidade à nossa vida.

A Eucaristia é o culto da Igreja inteira, mas requer também pleno empenho de cada cristão na missão da Igreja; encerra um apelo a sermos o povo santo de Deus, mas chama também cada um à santidade individual; deve ser celebrada com grande alegria e simplicidade, mas também de forma quanto possível digna e reverente; convida-nos a arrepender dos nossos pecados, mas também a perdoar aos nossos irmãos e irmãs; une-nos a todos no Espírito, mas também nos ordena, no mesmo Espírito, de levar a boa nova da salvação aos outros.

Além disso, a Eucaristia é o memorial do sacrifício de Cristo na Cruz, o seu Corpo e Sangue oferecidos na nova e eterna aliança pela remissão dos pecados e a transformação do mundo. A Irlanda foi plasmada, ao nível mais profundo, por séculos e séculos de celebração da Santa Missa; e, pelo seu poder e graça, gerações de monges, mártires e missionários viveram heroicamente a fé na pátria e espalharam a Boa Nova do amor e perdão de Deus muito para além das suas praias. Vós sois os herdeiros duma Igreja que foi uma poderosa força de bem no mundo, e que transmitiu a muitos e muitos outros um amor profundo e duradouro a Cristo e à sua Mãe Santíssima. Os vossos antepassados na Igreja da Irlanda souberam como lutar pela santidade e a coerência na vida pessoal, como proclamar a alegria que vem do Evangelho, como promover a importância de pertencer à Igreja universal em comunhão com a Sé de Pedro, e como transmitir às gerações seguintes o amor pela fé e as virtudes cristãs. A nossa fé católica, imbuída dum sentido profundo da presença de Deus, maravilhada pela beleza da criação que nos rodeia, e purificada pela penitência pessoal e a certeza do perdão de Deus, é uma herança que seguramente se aperfeiçoa e alimenta quando regularmente é colocada sobre o altar do Senhor no Sacrifício da Missa.”

(Palavras do Santo Padre, o Papa Bento XVI, em vídeo-mensagem transmitida no encerramento do 50º Congresso  Eucarístico Internacional em Dublin, Irlanda.)     

 

Fonte: http://fratresinunum.com/2012/06/17/bento-xvi-a-revisao-das-formas-liturgicas-manteve-se-a-um-nivel-exterior-e-a-participacao-ativa-foi-confundida-com-o-agitar-se-externamente/

 

 

Em Lima, não à Comunhão na mão.

O Arcebispo de Lima não prega apenas contra a inconveniência da Comunhão na mão. Ele corta o mal pela raiz.

 

Mesas da comunhão na catedral de Lima

Mesas da comunhão na catedral de Lima

 

(Setembro de 2009) Na catedral de Lima, no Peru, os fiéis podem receber a Comunhão somente de joelhos e na boca. Dois genuflexórios são colocados na frente do altar para a distribuição da Comunhão.

O Arcebispo do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, deseja fazer de Lima uma “cidade eucarística”. Antes de sua nomeação ao episcopado, o Cardeal era padre da prelazia pessoal Opus Dei.

O Cardeal Cipriani também exortou os fiéis a visitarem o Santíssimo em uma das setenta capelas de Adoração da cidade. Em seu sermão de domingo ele disse: “A forma mais respeitosa de receber a Comunhão é de joelhos e na boca.” O texto do sermão está publicado no sitio da Arquidiocese.

O Príncipe da Igreja enfatiza que “se trata de nossas almas”: “Precisamos redescobrir o sentido de respeito e reverência perante a Eucaristia porque o amor a Jesus está no centro de nossa vida cristã.”

 

Cada vez mais contra a Comunhão na mão

 

Já em agosto o Cardeal Cipriani pregou sobre a maneira de receber a Comunhão: Vamos usar as patenas. Assim, se evita que partículas da Comunhão caiam no chão: “Recebemos a Comunhão sobre a língua. Assim, evitamos que as nossas mãos sujas toquem o Corpo de Cristo.” Os sacerdotes não deveriam distribuir o Corpo de Cristo como quaisquer impressos de papel.

Fonte: http://fratresinunum.com/tag/comunhao-na-mao/

 

 

Vaticano: Papa pediu aos arcebispos metropolitas para serem exemplo de espiritualidade e unidade

Discurso em diferentes línguas foi também dirigido a familiares e amigos dos 43 arcebispos

 

Cidade do Vaticano, 30 jun 2012 (Ecclesia) – Bento XVI pediu hoje aos arcebispos metropolitas que no regresso às suas dioceses sejam exemplo de “intensa espiritualidade” e “autêntica unidade evangélica”.

“Levem para as vossas comunidades a experiência da intensa espiritualidade e autêntica unidade evangélica destes dias, para que isso toque os corações dos crentes e toda a sociedade, deixando vestígios de bem”, referiu o Papa numa audiência esta manhã aos 43 arcebispos metropolitas que ontem receberam o pálio, aos seus familiares e amigos.

Na sala Paulo VI, o Papa referiu ser seu desejo prolongar a comunhão ecclesial vivida ontem, na celebração onde se fez memória dos apóstolos São Pedro e São Paulo.

“A presença dos arcebispos vindos de diferentes partes do mundo manifesta de forma visível a universalidade da Igreja” sublinhou num discurso em diferentes línguas, onde ainda acentuou a responsabilidade que os pastores têm de “ser exemplo” e “ricos em amor”.

Em português o Papa saudou os sete arcebispos brasileiros e o arcebispo angolano pedindo-lhes que sejam “sinal” e “guias para as suas ovelhas”. Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=91584

 

 

 

Bento XVI: Os Católicos devem ser fiéis à Igreja e ao Papa.

 

 (Vaticano, 11-06-2012) - O Papa Bento XVI explicou esta manhã que os católicos, especialmente os sacerdotes que servem diretamente a Santa Sé, devem ser sempre fiéis à Igreja e ao Sucessor do Pedro, pois colaboram com ele na sua missão.

Assim indicou na manhã de hoje o Santo Padre diante dos membros da Pontifícia Academia Eclesiástica pouco antes de concluir o curso desta instituição e antes de que os alunos dali partam para as distintas Representações Pontifícias (nunciaturas) espalhadas pelo mundo.

Bento XVI disse que “O Papa conta convosco também, para ser assistido no cumprimento do seu ministério universal. Convido-vos a não ter medo, preparando-vos com diligência e solicitude para a missão que vos espera, confiando na fidelidade d’Aquele que desde sempre vos conhece e chamou à comunhão com o seu Filho Jesus Cristo”.

“A fidelidade de Deus é a chave e a fonte da nossa fidelidade. Hoje queria chamar a vossa atenção precisamente para esta virtude, que bem exprime o vínculo muito especial que se cria entre o Papa e os seus colaboradores imediatos, tanto na Cúria Romana como nas Representações Pontifícias: um vínculo que, para muitos, se radica no caráter sacerdotal de que estão investidos e se especifica depois na missão peculiar, que é confiada a cada um, ao serviço do Sucessor de Pedro”. O Papa explicou logo que “no contexto bíblico, a fidelidade é primariamente um atributo divino: Deus dá-Se a conhecer como Aquele que é fiel para sempre à aliança concluída com o seu povo, não obstante a infidelidade deste. Fiel como é, Deus garante que levará a cumprimento o seu desígnio de amor, e por isso Ele é também credível e verdadeiro. Este comportamento divino é que cria no homem a possibilidade de, por sua vez, ser fiel”.

“Aplicada ao homem, à virtude da fidelidade está profundamente ligada ao dom sobrenatural da fé, tornando-se expressão daquela solidez própria de quem fundou toda a sua vida em Deus. De fato, a única garantia da nossa estabilidade está na fé (cf. Is 7, 9b), e só a partir dela podemos, por nossa vez, ser verdadeiramente fiéis: primeiro a Deus, depois à sua família, a Igreja, que é mãe e mestra, e nela à nossa vocação, à história na qual o Senhor nos colocou”.

“Nesta perspectiva, encorajo-vos, queridos amigos, a viver o vínculo pessoal com o Vigário de Cristo como parte da vossa espiritualidade. Trata-se, sem dúvida, de um elemento próprio de todo o católico, e mais ainda de todo o sacerdote. No entanto, para aqueles que trabalham na Santa Sé, este vínculo assume um caráter particular, já que colocam ao serviço do Sucessor de Pedro boa parte das suas energias, do seu tempo e do seu ministério diário”, animou o Papa.

Bento XVI ressaltou que “trata-se de uma grave responsabilidade, mas também de um dom especial, que com o tempo vai desenvolvendo um vínculo afetivo com o Papa, de confiança interior, um idem sentire natural, que se expressa justamente com a palavra ‘fidelidade’”.

 

O Santo Padre afirmou também que essa fidelidade deve dar-se naqueles lugares aonde sejam enviados, já que o trabalho dos representantes pontifícios é “uma preciosa ajuda para o ministério petrino”.“Desta forma, encorajareis e estimulareis também as Igrejas particulares a crescerem na fidelidade ao Romano Pontífice e a encontrarem no princípio da comunhão com a Igreja universal uma orientação segura para a sua peregrinação na história. E, por último mas não menos importante, ajudareis o próprio Sucessor de Pedro a ser fiel à missão recebida de Cristo, permitindo-lhe conhecer mais de perto o rebanho que lhe está confiado e fazer-lhe chegar mais eficazmente a sua palavra, a sua solidariedade, o seu afeto”, prosseguiu o Papa.

“Neste momento, penso com gratidão na ajuda que diariamente recebo dos numerosos colaboradores da Cúria Romana e das Representações Pontifícias, bem como no apoio que recebo da oração de inumeráveis irmãos e irmãs de todo o mundo”, afirmou aos presentes.

Para concluir o Papa Bento XVI afirmou que “na medida em que fordes fiéis, sereis também credíveis. Aliás, sabemos que a fidelidade que se vive na Igreja e na Santa Sé não é uma lealdade «cega», pois é iluminada pela fé n’Aquele que disse: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja».”

“Comprometamo-nos todos neste caminho para, um dia, podermos ouvir dirigidas a nós as palavras da parábola evangélica: «Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor»”, concluiu o Santo Padre.

 

Fonte: http://www.acidigital.com/

 

 

“Se abusarmos do Amor e da Misericórdia do Dulcíssimo Cordeiro do Pai, negligenciando a vivência do Sacerdócio e a defesa do Evangelho, da Doutrina, Dogmas e Tradição Católica, herdadas dos santos Apóstolos, santos Papas, santos Mártires e santos Doutores da Igreja, o que poderemos esperar quando comparecermos na Majestosa Presença do Justo Juiz, o Leão da Tribo de Judá, nosso Senhor Jesus Cristo, como infiéis depositários?

Lembremos sempre: “A quem muito foi dado, muito será cobrado...”

 

 

 

“E Eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra Ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos céus. (Mt. 16, 18-19)
 

  MOVIMENTO CATÓLICO NACIONAL EM DEFESA DA SAGRADA EUCARISTIA, DA IGREJA FIEL A BENTO XVI E DO EVANGELHO.

 

                                   (E-mail   mcn.eucaristia@gmail.com)

 

 

        Fonte: http://www.mariamaedaigreja.net/

 

 

www.obradoespiritosanto.com

 

 

 

 

 

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