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Amemos o Santíssimo Sacramento.

 

São Pedro Julião Eydmard.

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Quando for elevado da terra, atrairei tudo a mim.

 

Primeiro, foi do alto da Cruz que Nosso Senhor atraiu a Si todas as almas, resgatando-as. Mas decerto, ao pronunciar essas palavras, Nosso Senhor tinha também em vista o Seu trono Eucarístico, ao pé do qual quer atrair todas as almas para ligá-las pelas cadeias de Seu amor.

Nosso Senhor quer estabelecer em nós um amor apaixonado por Ele. Toda virtude, todo pensamento que não se termina em uma paixão, que não acaba por tornar-se uma paixão, nada de grande produzirá jamais.

 

Não é amor a afeição de uma criança: ela ama por instinto e porque se sente amada; ela se ama naqueles que lhes fazem bem. O amor só triunfa quando é em nós uma paixão vital. Sem isso, podem produzir-se atos isolados de amor, mais ou menos freqüentes; a vida não é tomada, não é dada.

Ora, enquanto não tivermos por Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento um amor apaixonado, nada teremos feito. Nosso Senhor, decerto, n'Esse santo Sacramento, ama-nos com paixão, ama-nos cegamente, sem pensar em Si, devotando-Se inteiramente por nós: é preciso corresponder-Lhe. Nosso amor, para ser uma paixão, deve sofrer as leis das paixões humanas. Falo das paixões honestas, naturalmente boas; pois as paixões são indiferentes em si mesmas; nós as tornamos más quando as dirigimos para o mal, mas só de nós depende utilizá-las para o bem.

 

Ora, a paixão que domina um indivíduo, concentra-o. Tal homem quer chegar a uma determinada posição honrosa e elevada. Só para isso trabalhará: dez, vinte anos, não importa. Chegarei, diz ele; faz unidade: tudo se acha reduzido a servir esse pensamento, esse desejo, deixa de lado tudo quanto não o conduzisse a seu objetivo.

 

Eis como se chega no mundo ao que se deseja; essas paixões podem tornar-se más, e ai! muitas vezes não são mais que um crime contínuo; mas enfim podem ser e são ainda honoríficas. Sem uma paixão, nada se alcança: a vida carece de objetivo; arrasta-se uma vida inútil. Pois bem, na ordem da salvação, é preciso ter também uma paixão que nos domine a vida e a faça produzir, para a glória de Deus, todos os frutos que o Senhor espera.

 

Amai tal virtude, tal verdade, tal mistério apaixonadamente. Devota-lhe a vossa vida, consagrai-lhe os vossos pensamentos e trabalhos; sem isso, nada alcançareis jamais, sereis apenas um assalariado, jamais um herói! Tende um amor apaixonado pela Eucaristia. Amai Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento com todo o ardor com que se ama no mundo, mas por motivos sobrenaturais.
 

Para consegui-lo, começareis por colocar o vosso espírito sob a influência dessa paixão. Alimentai em vós o espírito de fé; persuadi-vos invencivelmente da verdade da Eucaristia, da verdade do amor que Nosso Senhor nela vos testemunha. Tende uma grande idéia, uma contemplação arrebatada do amor e da presença de Nosso Senhor; assim dareis a vosso amor um foco que lhe alimentará a chama; o vosso amor será então constante.

 

Um homem de gênio concebe uma obra-prima; abrange-a com o olhar da alma, acha-se arrebatado; há de realizá-la por todos os meios possíveis, à custa de todos os sacrifícios; não se fatigará, não se desgostará; sua obra-prima o domina; ele a vê e dela não pode desviar o pensamento. Pois bem, vede Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, vede o Seu amor; que esse pensamento vos domine, vos arrebate.

O quê! é possível que Nosso Senhor ame ao ponto de sempre Se dar, sem jamais Se fatigar?

 

Então, vosso espírito se fixa em Nosso Senhor, todos os vossos pensamentos vão procurá-LO, estudá-LO; quereis aprofundar as razões de seu amor; caímos na admiração, no arrebatamento, e vosso coração deixa fugir este grito: Como corresponder a tanto amor? E eis a formar-se o amor do coração. Só se ama verdadeiramente o que verdadeiramente se conhece.

 

E o coração se precipita para o Santíssimo Sacramento! Jesus Cristo me ama! Ele me ama em Seu Sacramento! O coração despedaçaria se pudesse o seu invólucro de carne, para unir-se mais estreitamente a Nosso Senhor. Considerai os santos; seu amor os transporta, abrasa, faz sofrer; é um fogo que os consome, gasta as suas forças e acaba por lhes causar a morte. Morte feliz!

 

Mas, se não chegamos todos a esse ponto, ao menos podemos amar apaixonadamente a Nosso Senhor, deixar que nos domine o Seu amor. Há pessoas que amam até a loucura os pais, os amigos, e não sabem amar o bom Deus! Mas o que se faz com a criatura, é o que se deve fazer com Deus: Somente ao bom Deus é preciso amá-LO sem medida, e cada vez mais.

 

Uma alma que ama assim, só tem uma força, uma vida: Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento! Ele está ali!... Ela vive sob o impulso desse pensamento. Ele está ali!... Há, então, correspondência, há sociedade de vida. Ah! Porque não chegar a esse ponto? Volta-se mais de dezoito séculos atrás para procurar exemplos de virtude na vida mortal de Nosso Senhor!

 

Mas Nosso Senhor poderia dizer-nos: Vós me amastes no Calvário, porque ali apago os vossos pecados; vós me amastes na Manjedoura, porque ali sou doce e amável; por que não me amastes no Santíssimo Sacramento, onde estou sempre convosco? Bastava que viésseis. Eu ali estava, a vosso lado!

 

Ah! no juízo, não serão tanto os nossos pecados que nos aterrorizarão e nos serão censurados; estão irrevogavelmente perdoados. Mas Nosso Senhor nos censurará por Seu amor! Vos Me amastes menos que às criaturas! Vós não fizestes de Mim a felicidade de vossa vida! Vós Me amastes bastante para não Me ofender mortalmente; mas não para viver de Mim! Mas poderíamos dizer: Somos então obrigados a amar assim? Bem sei que o preceito de amar assim não se acha escrito; não há necessidade! Nada o diz, tudo o clama: a lei está em nosso coração.

 

Sim, o que me aterroriza é que os cristãos pensarão de boa vontade e seriamente em todos os mistérios, devotar-se-ão ao culto de algum santo; e a Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, não! Mas por quê, por quê? Ah! é porque não se pode considerar atentamente o Santíssimo Sacramento sem dizer: É preciso que eu O ame, que vá visitá-LO, não posso deixá-LO sozinho; Ele me ama demais!

 

Quanto ao mais, é longínquo, é história: não conquista assim o coração; admira-se principalmente; mas aqui, é preciso dar-se, é preciso permanecer, é preciso viver em Nosso Senhor! A Eucaristia é a mais nobre aspiração de nosso coração: amemo-LA, pois, apaixonadamente.

 

Dizem: Mas é exagero tudo isso. Mas que é o amor, senão exagero? Exagerar é ultrapassar a lei; pois bem, o amor deve exagerar! O amor que nos testemunha Nosso Senhor permanecendo conosco sem honras, sem servidores, não é também exagerado? Quem se limita ao que é absolutamente do seu dever, não ama. Só se ama quando se sente interiormente a paixão do amor.

 

E tereis a paixão da Eucaristia quando Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento for o vosso pensamento habitual; a vossa felicidade, a de achar-se a Seus pés; e vosso constante desejo, o de Lhe causar prazer.

 

Vamos! entremos em Nosso Senhor! Amemo-LO um pouco por Ele; saibamos esquecer-nos e dar-nos a Esse bom Salvador! Imolemo-nos um pouco! Considerai estes círios, esta lâmpada, que se consomem sem deixar vestígios, sem nada reservar. Por que não seríamos, para Nosso Senhor, um holocausto de que nada restasse?

 

Não, não vivamos mais; que só Jesus-Hóstia viva em nós! Ele nos ama tanto!

 

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